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Os melhores carros dos anos 1980

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Década foi marcada pelo maior sucesso da indústria automotiva brasileira e também por projetos globais

Por Fernando Miragaya

Ela é definida injustamente como a década perdida. Mas os anos 1980 foram marcados pela ascensão do Rock Brasileiro, pelo fim da ditadura militar e por um dos melhores carros daquela época. Com direito a projetos globais e o automóvel mais vendido de toda a história da indústria brasileira.

Na sequência de nossa série com os melhores carros de cada década, iniciada com os anos 1970, selecionamos 10 veículos que marcaram os anos 1980. Mais uma vez é bom frisar que não são obrigatoriamente os que mais venderam, porém que foram emblemáticos e até hoje são lembrados. 

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Importante frisar que adotamos uma licença poética para considerar a década de 1980 a 1989.

Volkswagen Gol

Impossível começar uma lista com os melhores carros dos anos 1980 sem o Gol. O hatch nasceu em maio de 80 para ser o automóvel de maior sucesso e mais vendido da história da indústria brasileira, ao totalizar cerca de 6,5 milhões licenciamentos e 8 milhões de unidades produzidas em mais de quatro décadas e três gerações.

Curiosamente, o começo foi difícil para o carro que iria reinar por 26 anos consecutivos como o veículo mais vendido do país. Tudo por culpa do conjunto mecânico com motor 1.3 herdado do Fusca, que rendeu ao Gol o apelido de chaleira. 

Em 1981 as coisas começaram a deslanchar para o compacto, que ganhou o motor 1.6. Nos anos 1980, o hatch da Volkswagen se tornou um dos melhores carros e garantiu a missão de substituir o Fusca, ao superar o Besouro nos emplacamentos e figurar entre mais vendidos.

E os melhores e mais apimentados carros da linha Gol também surgiram já nos anos 1980. Em 1982 foi lançada a primeira versão esportiva do compacto, a GT. Em 1987, no embalo da remodelação da gama, a inesquecível GTS. E em 1988, para fechar a década, teve o Gol GTI, primeiro automóvel de produção a usar injeção eletrônica.

Ford Escort

Nos anos 1980 a Ford tinha carros entre os melhores da época, mas poucos atraíam o público jovem. O Maverick tinha dado adeus antes do fim da década como um “retumbante fracasso” e a marca estadunidense precisava de um modelo para atrair um novo público e ser o sonho de consumo da classe média.

Esse produto surgiu na forma do primeiro carro global da Ford produzido no Brasil, o Escort. Com linhas modernas, foi lançado em agosto de 1983 e a estratégia da marca com o automóvel estava escancarada na campanha publicitária que trazia o piloto Ayrton Senna, então “só” campeão da Fórmula Ford europeia, como garoto-propaganda.

Os melhores carros derivados do Escort ainda surgiram nos anos 1980. Os jovens de classe média alta foram à loucura com a estreia, em 1984, da versão XR3. O apelo esportivo era evidenciado por spoiler, rodas de liga leve aro 14”, teto solar e bancos exclusivos, além de mais uma vez com Senna como astro dos comerciais.

Teve mais. No ano seguinte surgiu o Escort XR3 Conversível, que era montado na fábrica da Karmann-Ghia, em São Bernardo do Campo (SP). O modelo da Ford ainda experimentou, naquela década, muitas séries especiais e o motor 1.8 AP, com o início da Autolatina.

Chevrolet Monza

Imagine um carro que não figurava no segmento de entrada, mas que foi um dos melhores e mais vendidos carros dos anos 1980? Esse foi o Monza. Lançado inicialmente como hatch, o modelo da Chevrolet era baseado no Opel Ascona europeu, mas no ano seguinte passou a ser feito na carroceria sedã de quatro portas para se tornar sinônimo de veículo mais requintado.

Era bem equipado e o acabamento interno era bastante superior ao que se tinha na época. Os motores motor 1.8 a gasolina de 86 cv e a etanol de 96 cv referendou a proposta do Monza, que logo emplacou, por três anos consecutivos, o título de automóvel mais comercializado do país – apesar de bem mais caro que Chevette, Gol e Uno.

Em 1986, a General Motors criou uma das versões mais famosas do Monza. A Classic era a topo de linha e vinha recheada. Ar-condicionado, direção hidráulica e trio elétrico eram de série – estamos falando de carros dos anos 1980, não esqueça.

Teve ainda a esportiva S/R, derivada do hatch e que hoje é item raro nas ruas. Usava motor de carburação dupla e com potência 106 cv. A transmissão manual tinha relações mais curtas. Por fora, além de apliques, rodas de liga leve com aros de 14” e pneus de perfil baixo.

Volkswagen Parati

O Gol foi lançado em 1980 junto com o Projeto BX que originou mais três carros que estão entre os melhores daqueles anos. Um deles é a Parati. A station-wagon foi apresentada em 1982 com a missão de garantir dias melhores à Volks no segmento de peruas depois da malfadada Variant II.

Logo a Parati caiu nas graças das famílias de classe média como opção de station robusta e com bom espaço no porta-malas. O inicial motor 1.5 logo deu lugar ao o 1.6 inerente à linha de compactos liderada pelo Gol, de quem acompanhou ainda a reestilização de 1987.

Não tinha muitas versões, mas a série Club, lançada em 1988, foi uma das mais emblemáticas daqueles tempos. Antes do fim da década passou a usar 1.6 da família AE.

Ford Pampa

As chamadas picapinhas começaram a chamar mais a atenção das montadoras após a chegada da Fiat 147 Pick-up. A Ford não perdeu tempo e aproveitou a base do Corcel II para fazer um dos melhores carros do seu segmento nos anos 1980, a Pampa, lançada em 1982.

O modelo se destacava pela versatilidade. Com motor 1.6 de 90 cv da família Sierra e câmbio manual de cinco marchas, oferecia caçamba generosa, com 840 litros de volume, e capacidade de carga de mais de 500 kg. Dentro, a cabine era uma das mais espaçosas da categoria de compactas.

A Ford até ousou com a Pampa, que teve até uma configuração 4×4, lançada em 1984 – até hoje, foi a única picape pequena nacional a ter tração nas quatro rodas. Na década de 1980, ainda teve direito a uma versão requintada Ghia (1987) e motor 1,8 AP da Volks (1989).

Fiat Uno

O 147 que marcou o início das operações da Fiat no Brasil em 1976 já foi um projeto com detalhes pioneiros para a nossa indústria na época. Mas a cereja no bolo da marca italiana veio nos anos 1980, com um compacto realmente revolucionário para o mercado, em especial para o segmento de compactos.

O Uno foi lançado por aqui em 1984, um ano após a sua estreia na Europa. O carro foi um dos melhores dos anos 1980 graças a um projeto muito bem pensado. A Botinha Ortopédica tinha ótimo coeficiente aerodinâmico, espaço interno maior que o dos rivais e ergonomia bastante funcional.

A mecânica simples e barata também ajudou o Uno a ser o principal rival do Gol. Além de figurar entre os mais vendidos da época, também foi um dos veículos mais exportados pelo Brasil na década. 

Em meio a diferentes versões e motores ao longo dos anos 1980, o Uno também nos presenteou com um dos melhores e mais divertidos carros daqueles saudosos tempos. Em 1987, a Fiat lançou o Uno 1.5R inicialmente com motor a álcool de 85 cv e acerto mais firme na mecânica. A opção a gasolina chegou dois anos depois.

Começou na década de 80, então, a história de um carro que está entre os grandes sucessos automotivos do país. E que perdurou em linha por três décadas.

Volkswagen Passat Pointer

Se o Passat já está entre os melhores carros dos anos 1970 e 1980, imagine sua variante esportiva. Pois é, em 1984 o mercado conheceu o GTS Pointer, o mais nervoso da linha do notchback médio – que era baseado no Audi 80 da década anterior

Detalhe que o GTS já existia desde 1982 na linha Passat, mas era baseado na versão LS com motor 1.6. O Pointer foi outra história. Antes de mais nada era equipado com motor 1.8 da família AP e 99 cv (potência divulgada menor em razão de tributos da época) e quase 15 kgfm de torque máximo

O Passat Pointer tinha outros ajustes para ser uma versão esportiva de fato. Relações diferentes no câmbio manual de cinco marchas, suspensão com a erto mais firme e pneus 185/60 R14. Desta forma, cumpria o 0 a 100 km/h em 11 segundos.

Ainda tem aquele trato no visual. O GTS Pointer abusava dos frisos e borrachões. Dentro, bancos Recaro e instrumentos com direito a manômetro e voltímetro.

Chevrolet Kadett

Nos anos 1980, um dos melhores carros do pedaço convivia com duas gerações anteriores. É que a quinta fase do Kadett foi lançada no Brasil em 1989, quando o Chevette (que era baseado na terceira geração do modelo da Opel, da década de 1970) ainda estava firme e forte no mercado.

Só que o Kadett foi, sem dúvida, um dos mais marcantes. A começar pelo estilo da carroceria hatch e a linha de cintura acentuada. Além de motores bem dispostos (1.8 e 2.0), oferecia espaço interno generoso. Um fato inusitado é que oferecia câmbio automático como opcional, mas só para a opção 1.8 a álcool, enquanto a GS 2.0 teoricamente era a topo de linha.

Ford Del Rey

Na época o Ford Del Rey já era considerado um carro de tiozão. Porém, foi, sem dúvida, o carro dos anos 1980 com um dos melhores acabamentos que se tem lembrança. Quem não se lembra do painel perfeitamente encaixado, da forração dos bancos e do teto e do indefectível relógio digital suspenso.

Lançado em 1981, o Del Rey começou sua vida com motor 1.6 CHT e oferecia bancos de veludos e vidros e travas elétricos de série em sua opção mais cara Ouro. Em 1985, passou por uma reestilização e ganhou grade “aerodinâmica”.

Ainda experimentou a versão Ghia, sua opção mais requintada. E no apagar das luzes da década estreou motor 1.8 da VW graças à Autolatina. Apesar de perder em vendas e espaço (na verdade era um Corcel II esticado), foi um modelo emblemático da Ford e do mercado.

Volkswagen Santana

Outro caso de projetos que conviveram numa boa nos anos 1980, com dois dos melhores carros que a Volks teve na época. Em 1984, a marca alemã viu que precisava de um carro para brigar com Monza e Del Rey e mais uma vez recorreu à Audi para emplacar outro modelo de sucesso.

O Santana da vez nada mais era do que a segunda geração do Passat, que já rodava aqui na primeira geração – e uma evolução do Audi 80 europeu. Porém, o sedã médio era bem maior e espaçoso e rapidamente se destacou nas vendas e virou referência de carro mais sofisticado em uma época em que o país ainda era fechado à importação de veículos. 

Com nome diferente, começou vendido em três versões e com motor 1.8. Em 1985 passou a usar a linha de motores AP. Ainda teve tempo de uma reestilização no fim dos anos 1980.

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