Com a responsabilidade de substituir o famoso DB5 a
Aston Martin lançou o DB6, um modelo intitulado familiar.

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Por Waldez Amorim
Especial para o Autos Segredos

Uma das formas mais conhecidas de apresentar o Aston Martin DB5 da famosa linhagem DB, David Brown, é lembrar que o modelo britânico está entre os carros mais conhecidos do famoso espião inglês James Bond.

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Mesmo sendo um modelo admirado mundialmente, ele durou apenas dois anos e foi substituído pelo modelo DB6 apresentado em 1965 durante o salão de Londres pela fábrica como um modelo familiar e conhecido por ser menos esportivo, mais prático, mas nem por isso menos instigante.   O DB6 abandonava o conceito superleve e, com uma distância entre eixos 9,5cm maior ainda teve o eixo traseiro reposicionado para alongar a plataforma e conseguir um espaço adicional no banco traseiro e fazer jus a denominação familiar utilizada pela fábrica nos catálogo de apresentação.

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Mesmo sendo cerca de 8 quilos mais pesado que o DB5, o modelo recém-lançado era conhecido pela excelente estabilidade, maior capacidade de carga e mais conforto para os passageiros.

Pelo lado de fora, apesar da frente ser parecida com o DB5 perdeu-se a traseira arredondada. O para brisa ficou mais alto, mais vertical que o do DB5 e as janelas das portas dianteiras voltaram a ter o quebra ventos.

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Mesmo sendo um “novo” modelo, partes importantes de outros modelos da marca foram utilizadas no DB6. Por exemplo, a caixa de marchas, ZF no câmbio manual e Borg-Warner no câmbio automático e a suspensão eram as mesmas do DB5. O diferencial autoblocante “Power-Lock” foi utilizado pela primeira vez no modelo DB4GT. Além disso, o peso mantinha-se o mesmo do DB5.

A injeção de combustível AE-Brico chegou como uma nova opção de alimentação, mas, como era um sistema pouco confiável poucos proprietários quiseram arriscar e preferiram optar pelos motores carburados.

Os DB6 podiam ser equipados com dois motores. A primeira opção era um propulsor de 4 litros que rendia 286cv a 5 500rpm e atingia 240km/h, com aceleração de 0 a100 Km/h em 7 segundos.

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A segunda motorização veio em 1966. O motor Vantage mantinha a cilindrada, 3.995 cm3, mas, ficava mais potente com os três carburadores Weber, que faziam a potência saltar para 330cv, o que melhorava em seis décimos a aceleração até os 100 km/h e a velocidade máxima passava para 250 km/h fazendo do Aston um concorrente direto da Ferrari 330 GT. Para frear o modelo contava com freio a disco nas quatro rodas. Tudo isso por um valor 20% superior ao Rolls-Royce Silver Shadow.

Em 1969 apareceu a versão MKII que foi produzida até novembro de 1970 e  a partir daí a série DB foi substituída pela nomeclatura DBS.

Fotos | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos