Nesse ano um interessante sistema de crédito completa seu cinquentenário. Estamos falando do consórcio, ideia de um bancário que formou um grupo com o objetivo de reunir fundos para comprar carros. Atualmente, o consórcio que nasceu ligado aos carros é usado por milhões de pessoas cujos sonhos e objetivos são os mais variados. Como comprar um carro para o filho que passou no vestibular, trocar o seu carro velho por aquele esportivo, comprar uma casa maior ou até mesmo uma embarcação.

Agora muitos devem se perguntar como funciona o consórcio. Vamos tirar algumas dúvidas nesse post. O sistema é formado pela união de pessoas físicas ou jurídicas, em grupo fechado, com um objetivo de formar uma poupança comum destinada à aquisição de bens móveis e imóveis, por meio de autofinanciamento.

Os cotistas contribuem com uma quantia destinada para formar a poupança e todos os participantes têm a garantia de usar essa poupança para a aquisição de um ou mais bens mensalmente. E todas as administradoras são fiscalizadas pelo Banco Central do Brasil que evita que empresas de origem duvidosa operem no setor.

A ideia do consórcio é poder dar aos seus associados à oportunidade de realizar seu sonho sem pagar juros ou ter que dar entrada. Assim pode-se aumentar seu patrimônio sem ficar com corda no pescoço devido a prestações altas. Nesse sistema o consorciado pode escolher desde o prazo até o valor de sua carta de crédito para realizar seu sonho. Para se ter uma ideia se o cliente quiser comprar uma cota para um imóvel os planos chegam até 192 meses e ainda existe a possibilidade de usar recursos do FGTS para dar um lance. E nos planos para aquisição de automóveis há a possibilidade de pagar em 80 meses.

Mas caso o cotista queira apressar um pouco o sonhado bem, existe a possibilidade de fazer um lance e aquele que der o maior valor, entre os participantes do grupo, leva a carta de crédito do mês. O dinheiro ofertado como lance é abatido do valor das parcelas e o contemplado escolhe se quer reduzir o prazo ou diminuir o valor da parcela. O contemplado pode ainda utilizar até 10% do valor da cota com documento e seguro para o veículo.

O lance pode ser dado com recursos próprios ou com o FGTS no caso de imóveis. Além disso, existe a opção de usar até 30% do valor da cota que adquiriu para ofertar um lance. Por exemplo, se sua cota for de R$ 30 mil, o consorciado pode usar R$ 9 mil como lance.

E para aqueles clientes que não tem pressa para comprar o seu bem, são realizados sorteios mensais nos quais cada cotista tem seu número da sorte e se for sorteado leva a carta de crédito, sem desembolsar qualquer quantia além das prestações.

 

 

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