Segundo o engenheiro Renato Passos, colaborador do Autos Segredos, todas as medidas e informações indicadas devem ser observadas pelos proprietários de automóveis na hora da troca dos pneus:
A largura da banda de rodagem exerce influência direta sobre a aderência do automóvel nas mais diversas situações. Entretanto, o aumento dessa dimensão incorre em maior área de contato do veículo com o solo, aumentando o arrasto dinâmico. Isso se traduz em perdas de consumo, desempenho e influencia até mesmo a aerodinâmica do automóvel.
Em seguida, a altura dos flancos do componente pode não somente interferir no conforto de rodagem, uma vez que flancos mais altos normalmente se traduzem em pneus de rodagem mais suave. Entretanto, o acréscimo dessa medida faz com que a porção lateral do pneu se dobre com maior facilidade, incorrendo em menores limites de aderência em situações extremas.
Por outro lado, a redução dessa medida trás consigo a sensação de maior estabilidade com pneus mais firmes. Porém, uma vez alcançado o limite de aderência, a reação desse tipo de pneumático tende a ser mais abrupta, podendo assustar os motoristas mais incautos.”
Além disso, a mudança na altura dos ombros dos pneus deve ser acompanhado de uma alteração na largura do componente – uma vez que a altura é um percentual dessa medida – ou trocando o diâmetro da roda:
O importante é que o proprietário mantenha o raio dinâmico de rolagem, isso é, a medida final produzida pelo diâmetro dos pneus e rodas. Se colocou uma roda de maior raio, logo o pneu deve ter altura menor visando a equiparação das medidas.
A mudança do raio dinâmico é facilmente conferida pela perda de calibração do velocímetro, que na realidade apenas indica as alterações que foram impostas às relações de transmissão, que podem ser encurtadas (menor velocidade final, maior capacidade de aceleração) ou alongadas (com efeito inverso).
Renato ainda alerta para três grandezas importantes ao se adquirir um novo jogo de pneus:
Os índices de velocidade e de carga devem ser sumariamente respeitados, uma vez que tais grandezas aplicadas em limite superior ao tolerado pelos pneus podem ocasionar uma falha catastrófica, ceifando vidas. Infelizmente, não são poucos os registros de tais fatalidades.
Por fim, o conjunto de chassi e suspensão dos carros atuais é completamente acertado para o uso de bons pneus de construção radial. Logo, não somente é proibitivo o uso de pneus de construção diagonais na maioria dos veículos fabricados nos últimos 30 anos, bem como pneus reutilizados pelas mais diversas técnicas ou de qualidade duvidosa são completamente reprováveis.
Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos
Arte | Auto Papo