Sergio Marchionne, CEO do grupo Fiat Chrysler (FCA), anunciou os rumos de todas as marcas da empresa para os próximos quatro anos em coletiva realizada ontem em Detroit. Metas foram traçadas, promessas foram feitas e carros foram confirmados. E o Brasil passou longe de ser esquecido pelo fabricante. Confiram abaixo nossas apurações complementares sobre o assunto.  Fiat_Brand-48[6]Enquanto nível global terá de passar de passar dos atuais 1,3 milhão para 1,9 milhão carros vendidos anualmente até 2018, na América Latina a Fiat precisa, basicamente manter seu desempenho atual e não abandonar a liderança do mercado brasileiro, tendo que levar suas vendas dos atuais 700.000 carros por ano para 800.000. Por isso ela não mudará muito seus rumos, mas tem lançamentos importantes previstos para o período. E a marca fará sua estreia em segmentos até então ainda não explorados que serão fabricados em Goaina (PE).

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Fiat_Brand-49[9]O cronograma elucida os planos para o Brasil logo no topo. Para 2014 teremos apenas o facelift do Uno, dentro de pouco tempo, cujo visual já antecipamos em projeções exclusivas (veja aqui e aqui). Em 2015 é que começará a movimentação, com o lançamento do novo subcompacto da marca, o projeto X3C, que será responsável por assumir a vaga do velho Uno e por estrear novo motor de três cilindros. O compacto nunca esteve cancelado como dito por outros meios de comunicação e sim congelado como afirmamos tempos atrás. O modelo usará a plataforma dos novos Uno e Palio como publicamos em 2012, além da base o compacto  ainda compartilhará outras peças com o Uno. O modelo será fabricado em Betim (MG) e a meta do fabricante é que ele esteja na rua no máximo em 18 meses.

Outra grande novidade da marca italiana é o lançamento da nova picape média, que por enquanto é conhecida pelo codinome , que é tratada como compacta mas que na verdade será uma espécie de meio termo entre as compactas e as médias, inaugurando seu próprio segmento (veja aqui e aqui flagras exclusivos do utilitário).  A nova picape será fabricada em Pernambuco, assim como seu SUV (Crossover), indicado como B-Cuv no cronograma e que será lançado no ano seguinte, em 2016. Portanto, no Brasil esqueçam o 500X que começa a ser vendido na Europa no início do ano que vem.

Por enquanto, os testes da picape seguem com uma mula que usa partes da carroceria de um Linea. Apesar disso, a arquitetura já é a definitiva, com todo o assoalho, suspensão, eixos e mecânica são da picape. A suspensão é desenvolvida em parceria com a Bosch. Elá terá um entre eixos grande (cerca de 2,80 m). Terá o porte das antigas S10 e Ranger.

A picape da Fiat contará com chassi monobloco, de fato, e com tração dianteira. Deste mesmo projeto sairá um SUV médio (Crossover) que compartilhará a identidade visual dianteira com a picape, além do interior e motorização.

Ambos contarão com versões atualizadas dos motores E.TorQ flex, além de uma opção diesel – afinal, a picape terá capacidade para pelo menos 1T de carga. Serão oferecidos câmbio manual e automático, com opções de tração 4×2 e 4×4.

Assim com o Linea, outro modelo que não ganhará um substituto tão cedo é o Bravo que será reestilizado em 2015 como antecipamos com exclusividade em agosto de 2013. A exemplo do Linea que recebeu novo interior e para-choques, o Bravo também ganhará atualizações em seu interior e terá os para-choques dianteiros e traseiros redesenhados. Em breve teremos novidades sobre a nova cara do hatch médio.

Ainda em 2016 surge o substituto do Punto e o Grand Siena passará por sua reestilização de meia vida. O Palio será reestilizado em 2017 e em 2018 surge o “New Siena” que, provavelmente, será o substituto do Siena EL.

Na Europa, nem o Fiat Sedici (irmão do Suzuki SX4) nem o Fiat Bravo terão substitutos diretos, tiveram fim decretado. O Ottimo, versão hatch do Fiat Viaggio, seria um sucessor, mas é exclusivo para a Ásia. Os europeus é que receberão uma família de compactos com sedã, hatch e perua, além de um hatch maior que substituirá o Punto.

Jeep

O terceiro carro que será produzido em Pernambuco será o Jeep Renegade, peça chave para o crescimento da participação da marca no País. Com produção local ela deixa de ser uma marca de nicho, que apenas importa, para ser fabricante, com um produto que pode alcançar um boas vendas, diante do sucesso de SUVs no Brasil. (Com Marlos Ney Vidal)