A Mercedes-Benz começa a exportar motores produzidos na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) para sua matriz na Alemanha. Os propulsores vão equipar os caminhões alemães Actros, Arocs e Zetros.

Propulsores

Os propulsores da Família OM 460 Euro 3 serão enviados para a planta alemã de Wörth para equipar o modelo rodoviário Actros e os fora de estrada Arocs e Zetros. Esses veículos, por sua vez, serão exportados para mercados da África e Oriente Médio.

“O Grupo Daimler escolheu a Mercedes-Benz do Brasil para atender esses mercados devido à sua tradição na produção de motores robustos, resistentes e adequados para as mais severas condições de transporte de cargas, similares as características da região da África e Oriente Médio. Além disso, o trem de força de nossos caminhões é referência em qualidade e confiabilidade, bem como pelo baixo consumo de combustível e pelo baixo custo de manutenção durante toda a vida útil dos veículos”, explica Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil & CEO América Latina.

Testes

Durante o desenvolvimento, os motores brasileiros foram testados, em bancos de provas nas fábricas de veículos comerciais de São Bernardo do Campo e de Stuttgart, na Alemanha. Também passaram por testes de operação no Brasil, Alemanha e Oriente Médio.

Produção

O fabricante produz no Brasil motores para caminhões de todos os segmentos, desde os leves e médios, passando pelos semipesados até os extrapesados, além de propulsores para ônibus urbanos e rodoviários. Com 60 anos de Brasil, a Merceded-Benz já produziu cerca de 3 milhões de motores.

Foto | Mercedes-Benz/Divulgação

  • Danilo

    Notícia bacana. A pouco tempo fiz um comentário com o propósito de ser polêmico sobre as “fábricas” de caminhões que temos no Brasil, e a Mercedes, pra mim, é a maior e de maior representatividade pois produz grande parte dos componentes utilizados em seus caminhões, como motor, diferencial e caixa de câmbio por exemplo. Tem que se dar valor a uma montadora que além de montar, executa grande parte de seu projeto.

    • mjprio

      Bem lembrado. Em praticamente toda a linha MB vc pode comprar um veículo com motor transmissão eixos e diferenciais feitos pela marca. Acho que aqui no Brasil o único veiculo que nao usa motor MB e o chassi de micro onibus (LO 814 ou 915) que usa um MWM

  • mjprio

    Bem interessante! Ajuda a indústria nacional. Na verdade o OM460LA e um projeto da Detroit Diesel (DD13) feito para caminhões Freightliner e outros do grupo Daimler. Salvo maior engano alguns caminhões Fuso tambem usam.

    • Paulo Lustosa

      Pior que não, o Detroit Diesel é comando duplo no cabeçote e utiliza-se do EGR junto com o SCR, enquanto o 460 é comando no bloco e é praticamente um 457 LA com Common Rail e pistões e virabrequim diferente

      • mjprio

        Tem razao o DD13 e na verdade o OM 470LA. Mas fui buscar na web e de fato o 460 foi aprimorado na Detroit diesel para uso no mercado americano e acabou parando no Brasil. Ate entao ele nem era usado na Europa. Eles usavam o OM457hLA em alguns Citaro na faixa de 340CV como nossos O500. Agora com o advento dos motores OM 936LA e M936G que quase alcançam os 350CV e 310CV respectivamente com 7.7 litro,a linha urbana da MB por conta das exigencias do programa de emissões vao adota a familia OM93x ja adaptada ao euro VI. Esses 460 la devem ser para aplicações vocacionais bem especificas, dado que no caso da citaro a economia foi 25%.

        • Paulo Lustosa

          Acredito que podem cair em uso nos chassis de ônibus rodoviários da Europa devido ao torque, além de que acredito em uma atualização do O500 no Brasil pra adotar o OM 460 LA (OM457LA modernizado). Acho que a Mercedes deveria depois fazer uma configuração de tribus ao estilo dos O370 ao O400 pra uso rodoviário. Aquela disposição dos eixos era incomum no mundo e era a marca registrada dela no Brasil

          • mjprio

            Na verdade a resposta esta no proprio texto. Esse 460 nem vai ser usado na Europa, tanto que eles ja tem os 93x e 47x que ja atendem a euro 6, ou seja usam EGR e SCR em conjunto e isso vai de encontro com que falamos aqui. O 460 vai ser um PLUS em mercados onde a política de emissões nao e tão rigida como na Europa. Eu fui ler o manual do 47X e no tocante ao sistema de turbo e de exaustão eu levei um dia so pra entender como funciona.
            Quanto aos tribus. Ja sao realidade na europa. Ate os 8×2 ja estao chegando lá aos poucos. Outra realidade que ja ocorreu no Brasil e que esta em voga na Europa por força da influência da Marcopolo sao os ônibus monoblocos e com chassis feitos pelas ENCARROCADORAS! Dai o que vem das montadoras e um kit CKD somente com o motor-câmbio eixos e a fiação, que e montado no ônibus semipronto. Isso já ocorreu com a Cometa (CMA-SCANIA) e com a Itapemirim (Tecnobus -MB)a propria MB ja tentou fazer carrocerias completas para serem motorizadas a gosto do cliente mas abandonou o projeto, junto com os monoblocos que com preço maior nao conseguiam competir com os chassis encarroçados por terceiros. Na Europa a MB tem a SETRA, que faz exatamente isso: carrocerias personalizadas com varios pacotes de propulsao MB. Ainda sobre os 93x os OM936LA e os M936G sao vendidos em versoes horizontais para aplicações em ônibus ocupando menos espaço na traseira.

        • Airplane

          Estes propulsores equiparão caminhões alemães para África e Oriente Médio.

  • ####Carlao GTS

    Produção em REAL , venda em DOLAR; pagamento em REAL. “até eu q soy, mané . “

  • No_Name

    Motor Euro 3, TRÊS!!! Nunca que o destino final seria de fato a Alemanha (lá já se planeja o Euro 7), até assustei ao ler o título, mas ao ler o resto é o que eu esperava, será mandado para banânios como a gente.

    • Paulo Lustosa

      Erraram o texto, o motor já foi desenvolvido como base o Euro 6, sendo que esse motor é uma versão atualizada do OM 457 LA com 13L de deslocamento e 510 cv contra 354 do OM 457 LA original

    • mjprio

      Esse motor so deve ser usado fora da Europa. La a MB tem familias de motores bem mais modernos de duplo comando no cabeçote commom rail e TGV. Afinal eles competem com a linha DC da Scania, PACCAR MX da DAF. D13 e D16 da VOLVO (e Renault também), Cursor 13 da Iveco-FPT e linhas 2676 e 2066 da MAN. Que hoje representam a vanguarda em termos de motores.
      Essa serie 460 ainda usa comando no bloco pra reduzir custos. Mas temos dar credito, pois tirar 510CV de um motor desse nao e pra qualquer um. Na Europa o que se usa e os 934 e 936 que vão de 190 ate 350CV; e os 47X que vao dos 340 ate os 630 CV para aplicações específicas

    • Airplane

      Estes motores equiparão caminhões alemães para África e Oriente Médio.
      Já não se fabrica mais motores EURO3 nas plantas da Mercedes na Alemanha.