Bruno Freitas/Motorgerais

Especial para o Autos Segredos

Há quem considere o City um Fit três volumes. Em parte faz sentido, pois a plataforma e parte dos componentes são emprestados do monovolume. Tudo muda quanto se gira a chave de ignição. Maior e melhor em comprimento, espaço e qualidade de construção, o compacto mantém a essência de outros sedãs Honda. A versão EX-L com câmbio manual, avaliada por Motorgerais, sai por R$ 66.780.

O design, arrojado, se sobressai por meio dos faróis, grade frontal e luzes de direção integradas aos retrovisores. Faróis de neblina e rodas de liga-leve aro 16 de cinco raios, com parte da pintura em preto, são itens de série do topo de linha. Entretanto, as lanternas não parecem se integrar ao conjunto ótico frontal, mesmo que a tampa do porta-malas e o pára-choque traseiro mantenham uma dose de ousadia.

Como por fora, o acabamento do interior é de primeira. Os bancos de couro são macios e envolventes, há apliques na cor prata no painel e nas portas e um prático porta-objetos entre os bancos dianteiros. Ar-condicionado digital, bancos de couro, rádio CD MP3 e piloto automático são equipamentos de série. Opcional na versão EX-L só o câmbio automático.

O banco traseiro pode ser regulado em duas posições de altura, algo único no segmento, e o útil terceiro encosto de cabeça não foi esquecido. Entretanto, os bancos dianteiros são difíceis de regular a altura por meio de uma rodela (uma alavanca seria muito mais fácil de se operar). A boa distância entre eixos de 2,55 metros torna o espaço interno acima da média. E por incrível o que pareça, no porta-malas ele também é superdotado: leva 506 litros de bagagem, 166 litros a mais que o próprio Civic.

Tanque pequeno

O motor 1.5 16v de 115/116 cv a 6.000 rpm, com gasolina e álcool, na ordem, está na medida certa. Graças à tecnologia i-VTEC (Controle Eletrônico Variável de Sincronização e Abertura de Válvulas), a maior parte da força é disponível em baixa ou alta rotação. As relações de marcha priorizam um consumo moderado e a manopla tem acionamento preciso. A capacidade do tanque de combustível é limitada, obrigando abastecimentos constantes. Para compensar, há um medidor instantâneo de consumo, solução semelhante ao Econômetro da Fiat.

Preço é o maior problema. Posicionado entre Fit e Civic, o City custa quase o mesmo que o sedã médio – o Civic LXS, por R$ 65.745, é mais barato. Então, por que levar o compacto? Economia de combustível e dimensões menores. A sobreposição deve acabar em breve. Segundo fontes, a Honda prepara um reposicionamento do Civic, agregando um pouco mais de conteúdo (e preço).

FICHA TÉCNICA

Honda City 1.5 16v EX-L

MOTOR – Quatro cilindros em linha, 16 válvulas, flexível em combustível; potência de 115/116 cv a 6.000 rpm; torque de 14,8 kgfm a 4.800 rpm

TRANSMISSÃO – Manual, de cinco velocidades

DIREÇÃO – Assistência elétrica

SUSPENSÃO – Dianteira independente, do tipo Mcpherson; traseira com barra de torção

FREIOS – A disco nas quatro rodas com ABS e EBD na versão testada

RODAS/PNEUS – aro 16; 185/55

DIMENSÕES – 4,40 metros de comprimento; 1,69 m de largura; 1,48 m de altura; distância entre eixos de 2,55

PESO/PORTA-MALAS – 1.140 kg; capacidade para 506 litros de bagagem

CONSUMO – Não informado pelo fabricante

EQUIPAMENTOS

DE SÉRIE – Airbags frontais, ar-condicionado automático, volante de couro com controle de rádio e de piloto automático, regulagem de altura e profundidade, travamento automático das portas acima de 15 km/h, rádio CD MP3, descansa braço central e traseiro, bancos de couro, aviso sonoro de cinto de segurança para o motorista, vidros, travas elétricos e freios com ABS e EBD

OPCIONAIS – Câmbio automático (R$ 5.845)

BOM

– Acabamento

– Espaço interno

RUIM

– Regulagem de altura dos bancos dianteiros

– Preço equivalente ao do Civic

PREÇO: R$ 66.780

*O carro avaliado foi cedido pela Honda