A Citroën participa pela terceira vez do Salão Rétromobile. A mostra é o encontro europeu mais esperado pelos colecionadores e apaixonados pelo automóvel. O salão ficará aberto até o dia 12 deste mês no Parque das Exposições da Porte de Versailles de Paris. Em uma área de 400 m2, localizado no Hall 1, a DS AUTOMOBILES.

A marca francesa compartilhará com o público algumas das mais belas peças de seu patrimônio. Na mostra, o fabricante organizou o encontro entre o concept DS E-TENSE e suas fontes inspiradoras, os DS e SM. O programa, consiste num passeio no tempo seguindo os passos dos DS e SM, um passeio também conduzido ao futuro com o DS E-TENSE.

Um DS 21 Cabriolet Export US, de setembro de 1966

Um dos raros modelos da marca exposto é o DS Cabriolet (apenas 121 conversíveis DS 21 modelo 1967 foram produzidos no total) é apresentado em sua versão americana. O modelo tem motor de 2.175 cm3 de cilindrada e uma potência de 100 cv, sempre a 5.500 rpm. Ele é equipado com uma caixa de câmbio hidráulica de 4 marchas e um virabrequim de 5 mancais. Mesmo se o DS à “moda americana” é muito pouco diferente da versão francesa, ele se distingue notadamente pelas luzes indicadoras de direção proeminentes na frente, assim como redondas, pequenas e acopladas às luzes traseiras atrás.

Os pequenos detalhes foram necessários para se adaptar às normas regulamentares do país. Sua cor brilhante Vermelho Rubi – AC 416 – o torna um carro notável, que dificilmente deixará de ser notado onde quer que se passe. É notável também a grande inovação dessa safra de 1967, que inaugura a utilização de óleo mineral designado LHM – diferentemente do anterior, sintético, denominado LHS – para o funcionamento do circuito hidráulico. A partir de agosto de 1966, todos os modelos DS e ID produzidos adotaram este novo líquido de cor verde, que apresenta uma estabilidade muito superior aos anteriores nas condições de pressão e de temperatura de utilização.

DS 23 IE Pallas Climatização preto (Noir), Safra 1975

Já o DS 23 IE representa os últimos modelos produzidos em 1975. Saindo da célere usina de Javel em 22 de novembro de 1974, este carro e em sua versão Pallas, apresenta equipamentos “top de gama” para a época: ar condicionado da marca “Autoclima”, revestimento em couro, presença de acabamentos em cromo, faróis giratórios… Impulsionado pelo motor mais potente da gama DS, ele foi comercializado em Avignon (França). O modelo viajou pelas estradas do sul da França até 2013, sucessivamente dirigido por, nada menos, três proprietários. Sempre mantido em sua cor original, ele chegou a andar mais de 400.000 quilômetros.

Depois de ter sido adquirido por seu último proprietário, residente na região de Paris, em 2013, alguns restauradores apaixonados pela DS lhe ofereceram um tratamento de rejuvenescimento do qual precisava. Majestoso com sua cor preta, ele circula, desde maio de 2016, pelas estradas e cidades, atraindo inúmeros olhares.

DS 20 break 1975 Cor Azul Delta

A unidade do DS 20 Break Confort de 1975 é um representante das últimas versões produzidas. A qualidade de seu espaço interno, sua modularidade e engenharia chamam a atenção por sua vanguarda à época: dobrando o assento traseiro, seu assoalho aumenta de tamanho e se torna plano, enquanto, graças aos banquinhos, dois passageiros suplementares podem instalar-se a bordo. Sua nuance metalizada Azul Delta – AC 640 – combina com a cor Jersey Azul interna. O teto Cinza Rosé – AC 136 – harmoniza-se perfeitamente com esses tons de azul.

SM Export Japon Bege Tholonet, Safra 1972

O SM Export é um modelo de exportação japonês. Ele é um dos 134 SM importados no Japão pela Seibu Motors Sale, distribuidor exclusivo da década de 1970. Sua carroceria Bege Tholonet combina com seu espaço interno em couro marrom. Os vidros escurecidos, o auto rádio e o ar condicionado completam os equipamentos. Seu motor Maserati de 2.965 cm³, acoplado à transmissão automática Borg Warner Tipo 35, multiplica suas possibilidades, já notáveis. Parecido com a versão americana, exceto pelas luzes indicadoras de direção dos para-lamas dianteiros, exclusivos do modelo japonês, ele é equipado com quatro faróis circulares, sem vidros frontais.

O modelo de 1972 foi preservado e mantido pelos agentes da Seibu Motors Sale até seu recente retorno para o XVº Distrito de Paris, onde foi produzido na década de 1970. De fato, o SM compartilhava as mesmas oficinas de montagem e de acabamento da DS.

SM Carburador Vermelho Teto Preto, versão 1971

O SM 1971 tem uma cor vermelho Lúcifer que contrasta com o teto preto. A combinação inesperada dessas duas cores foi uma personalização exclusiva, escolhida por seu proprietário. De fato, de acordo com o catálogo da época, o SM Carburador era notadamente disponível nas cores Vermelho Rio, Vermelho Granada ou completamente preto (Noir).

Seu estilo de grande cupê esportivo animou toda uma geração. Suas linhas, tão suaves quanto vivas, evocam velocidade e potência. Ele consegue a síntese entre estabilidade na estrada e excelência aerodinâmica (perfil, faróis, ausência de grade dianteira…). Sua bitola traseira, mais estreita do que a dianteira, facilitava o escoamento do ar. A suspensão hidráulica, continuamente melhorada ao longo de dezesseis anos de pesquisas, o corretor de nivelamento, os eixos dianteiro e traseiro e o sistema de freios assistido garantiam uma direção segura e estável. Quatro lugares, tração dianteira, motor V6 Maserati de 2.670 cm3, com quatro eixos de comando de válvulas, três carburadores corpo duplo, suspensão hidropneumática, direção com assistência hidráulica variando em função da velocidade (DIRAVI)… Quanta inovação!

DS E-TENSE

Olhando para o futuro a marca mostra sua visão do Gran Turismo pela DS AUTOMOBILES. O DS E-TENSE representa a autenticidade do know-how artesanal com a criatividade oriunda de ferramentas digitais inovadoras. Os designers da DS moldaram cada detalhe para aperfeiçoar sua aparência escultural de GT de alto desempenho. Personalidade vanguardista, o DS E-TENSE explora a tecnologia para superar as correntes estilísticas. Usando como modelo a alta costura e a arquitetura, o design paramétrico permitiu construir sua grade dianteira com maior volume e seu painel de bordo futurista.

As oitocentas horas de atenção necessárias à confecção de seu espaço interno e a participação de artesão em couros da Casa MOYNAT, do relojoeiro BRM Chronographes e do especialista acústico FOCAL. A intensidade, a profundidade e o aspecto cristalino de sua cor, Verde Ametrina. A cor de seu revestimento interno amplifica sua elegância, combinando o verde acinzentado do couro ligeiramente azulado à cor verde dos painéis. Além de sua silhueta inédita, o DS E-TENSE torna-se maior ainda graças à sua cadeia de tração elétrica de alto desempenho, com uma potência de 402 cavalos e um torque de 516 Nm. Com uma autonomia de mais de 300 km, o DS E-TENSE inscreve-se no universo dos GT de alto desempenho.

Fotos | Citroën/Divulgação