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Teste: Renault Kardian 2025 é um bom jogador para encarar Pulse e Nivus

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O Kardian é o primeiro modelo desenvolvido na arquitetura global para mercados internacionais. Motor turbo, câmbio de dupla embreagem, design e espaço interno se destacam no SUV compacto. Há deslizes na ergonomia. Leia o teste

Por Paulo Eduardo

O Kardian 2025 inaugura nova fase da marca francesa com carro genuinamente Renault no Brasil. Utiliza arquitetura de plataforma modular (RGMP), que permite fabricação de modelos de 4 a 5 metros de comprimento e distância entre-eixos entre 2,60 e 3 metros, três medidas para a seção traseira e largura da bitola traseira entre 1,53 e 1,60 metro.

De acordo com a Renault, as longarinas dianteiras têm deformação programada e linhas de distribuição de carga de impacto que dissipam a energia de colisão preservando o habitáculo. Na parte central, longarinas em aço de alta resistência protegem os ocupantes e transferem o impacto para a traseira.

Kardian significa guardião, que protege e dá segurança. É aguardar o resultado do teste de impacto que comprova a resistência da carroceria. Tem seis airbags: dois frontais, dois laterais nos bancos dianteiros e dois de cortina que atingem toda a extensão do habitáculo.   

O SUV com jeito de hatch agrada pelas linhas da carroceria, que tem grade frontal em preto brilhante, faróis estreitos, laterais limpas e lanternas salientes. O teto é preto nesta versão topo de linha. 

O interior do Renault Kardian 2025 também agrada pelos bancos dianteiros com encostos em formato de concha e forração em tear, que permite transpiração. Painel central bem desenhado completa o visual. O material é polipropileno duro também nos forros de porta e forração escura no teto e colunas.

O espaço interno é bom pela distância entre-eixos de 2,60 metros. A caída do teto no sentido da traseira obriga abaixar para acessar o banco traseiro. Encosto fracionado (1/3 e 2/3) permite misturar bagagem e passageiros atrás.

O habitáculo é bem acabado, com encaixes e arremates benfeitos. Ar-condicionado é digital e não há saída para o banco traseiro.

O porta-malas do Renault Kardian 2025 tem boa capacidade (358 litros) para um compacto de apenas 4,12 metros de comprimento. A tampa traseira tem dois locais interno de fechamento, facilitando para canhoto e destro. Ponto em ergonomia.

Porém, assoalho fundo deixa a lombar em posição desconfortável ao colocar e retirar bagagem. Falha em ergonomia. O estepe é temporário e sob o forro do porta-malas a pintura é igual à da carroceria. Coisa rara nos tempos atuais até em modelos de segmento superior.

A Renault também acerta no compartimento do motor, que tem pintura em vez de acabamento (?) horrível no prime. Poucos modelos atualmente adotam esse procedimento. Ponto positivo que agrada aos olhos e revela zelo no acabamento.

A maioria dos comandos está ao alcance do motorista. É boa a iluminação interna com luz configurável em oito cores na tela do quadro de instrumentos de sete polegadas e nos painéis de portas dianteiros. Porta-luvas tem luz.

A tela tátil do sistema multimídia é de oito polegadas. O sistema é compatível com Android e Apple. Há quatro portas USB, duas na frente e duas para o banco traseiro. Carregamento de celular por indução.

A suspensão dianteira tem subchassi de alta rigidez e barra estabilizadora. A traseira também tem barra estabilizadora. Os sistemas de assistência ao condutor incluem aviso de ponto cego, frenagem automática de emergência, alerta de distância segura e controle de velocidade adaptativo.

A câmera multivisão ajuda manobrar ao visualizar dianteira, laterais e a traseira. O diâmetro de giro médio (10,51 metros) facilita manobra em espaço reduzido. O pouco comprimento ajuda. A direção é destaque: leve em baixa, firme em alta e ponto central bem definido. 

Assistência varia conforme o modo de condução: eco, que privilegia trocas de marcha em rotação baixa; normal e esportiva. O sistema de condução atua no motor, caixa de câmbio e direção. 

Os modos de condução são alterados na tátil tela do sistema multimídia. Comando físico abre as opções na tela, mas é preciso tirar os olhos da via para escolher a opção desejada.

A caixa de marchas automática de seis velocidades é de dupla embreagem banhada a óleo, que ajuda no resfriamento das embreagens e prolonga a durabilidade. As trocas são mais rápidas em relação ao automático convencional.

O motor 1.0 tricilíndrico turbo é de alumínio e usa corrente de distribuição em vez de correia dentada, que requer manutenção. Proporciona bom desempenho em aceleração e nas retomadas (ultrapassagem). Tem o sistema stop/start, que desliga o motor em paradas. 

Rodamos somente com o carro abastecido com gasolina, que tem 5 cv e 2 kgfm de torque a menos em relação ao etanol. Consumo médio registrado no computador de bordo foi de 7,5 km/l na cidade e de 13,5 km/l na estrada.

O funcionamento é ruidoso em marcha lenta, mas os revestimentos antirruídos no painel de fogo e sob o capô minimizam o barulho de funcionamento no habitáculo. Trocas manuais são feitas pelas aletas no volante. Ocorre redução de marcha ao pisar no freio ou com a diminuição da velocidade.

O comportamento dinâmico é muito bom em curva, com pouca a movimentação da carroceria, apesar da grande altura do solo (20,2 cm). A saída de frente é contida e o carro não esparrama a dianteira na curva.

O rodar é confortável em piso liso, mas transfere em piso ondulado. A calibragem alta dos pneus de perfil 55 (35 na dianteira e 33 na traseira) montados em rodas aro 17 provoca o desconforto em piso irregular. Calibragem alta diminui consumo. 

A posição ideal de dirigir requer alguns ajustes. Volante tem boa empunhadura e está revestido corretamente com material rugoso, que evita deslize acidental. Os comandos inseridos nele complicam um pouco a ergonomia. Difícil é encontrar um que não os tenham.

Coluna de direção é regulável em altura e distância. Os encostos dos bancos dianteiros seguram bem o corpo, mas assentos deveriam ser mais compridos para diminuir cansaço em percurso longo. 

Os faróis com luzes de LED iluminam bem, mas o facho baixo deveria ter mais alcance. Há regulagem elétrica de altura de facho. Limpadores dianteiros e o traseiro assim como os lavadores funcionam bem. Os freios são bons e param o Kardian em espaço de segurança.

A versão testada, a topo de linha première edition, está equipada com muitos itens de conforto e conveniência: partida sem chave assim como travar e destravar portas, ar digital, som, sensor crepuscular, freio de estacionamento elétrico, entre outros.

O preço sugerido do Renault Kardian 2025 première edition é de R$ 132.790. A pintura custa R$ 1.900. A garantia é de três anos sem limite de quilometragem.

Ficha técnica Renault Kardian 2025

  • Motor
    De três cilindros em linha, transversal, turbo, injeção direta, 999 cm³ de cilindrada, 12 válvulas, 125 cv (etanol) e 120 cv (gasolina) de potências máximas a 5.000 rpm e torques máximos de 22,4 kgfm (e) a 2.250 rpm e 20,4 kgfm (g) a 2.000 rpm
  • Transmissão
    Tração dianteira e câmbio automático de seis marchas de dupla embreagem banhada a óleo
  • Direção
    Tipo pinhão e cremalheira com assistência elétrica; diâmetro de giro, 10,5 metros
  • Freios
    Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira; ESP (controle de estabilidade) e HSA (assistente de partida em rampa)
  • Suspensão
    Dianteira, independente, do tipo McPherson com barra estabilizadora; traseira, eixo de torção e barra estabilizadora; altura do solo, 20,2 centímetros
  • Rodas/pneus
    6×17” de liga leve /205/55R17
  • Peso
    1.186 kg
  • Carga útil (passageiros + bagagem)
    443 kg
  • Dimensões (metro)
    comprimento, 4,119; largura, 1,747; altura, 1,596 (com barras no teto) e 1,544 (sem barras); distância entre-eixos, 2,604
  • Desempenho
    velocidade máxima, 180 km/h (e/g) limitada eletronicamente; aceleração até 100 km/h, 9,9 segundos (etanol) e 10,7 segundos (gasolina)
  • Capacidades
    Tanque, 50 litros; porta-malas, 358 litros; ângulos de ataque/saída (graus), 20/36
  • Consumo (km/l)
    Urbano, 9 (e) e 13,1 (g); estrada, 9,7 (e) e 13,9 (g)

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