Entre a ampla infra-estrutura utilizada pelos fabricantes para desenvolver novos produtos, poucos recursos são tão complexos quanto os túneis de vento. O equipamento serve para fazer testes aerodinâmicos, com objetivo de proporcionar vantagens em desempenho, economia de combustível, nível de ruído e dirigibilidade. Os testes em túnel de vento não ficam restritos aos automóveis: são aplicados em diversos projetos, como aviões, mísseis, cápsulas espaciais e construções civis.

Para exemplificar a complexidade e a importância desse tipo de equipamento para o desenvolvimento de veículos automotores, tomemos como exemplo os laboratórios da Ford em Dearborn, EUA.  Lá existem nove túneis de vento, onde são realizados testes em veículos de todas as subsidiárias da marca. Graças a essa infra-estrutura, é possível reduzir o tempo gasto em testes práticos, na estrada.

No túnel de vento número 8, há uma hélice de 7 metros de diâmetro dotada de 44 pás de fibra de carbono, capaz de simular tempestades de vento de até 240 km/h. Os veículos são posicionados sobre uma balança de precisão, capaz de captar desde o peso de uma moeda até cargas de 4,5 mil kg, para registrar as forças sobre a carroceria de maneira mais precisa.

Outro túnel, de número 7, é capaz de simular nevascas com temperaturas abaixo de zero e ventos de 130 km/h. Testes assim são necessários para verificar, por exemplo, se entrada de ar do motor não ficará bloqueada pelo gelo. No laboratório, também é possível realizar testes aerodinâmicos em temperaturas de até 54ºC, importantes para validar e calibrar motor, transmissão, ar-condicionado e sistemas elétricos e eletrônicos, que têm de funcionar em todas as condições climáticas.

Com o recurso dos túneis de vento, a marca consegue fazer modificações no design de seus produtos, moldando-o de forma a obter os melhores resultados aerodinâmicos. Todos os automóveis desenvolvidos pelas grandes marcas da atualidade passam por testes semelhantes antes do lançamento no mercado.

Fotos | Ford/Divulgação

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