A Renault lançou o sedã Latitude na Argentina nesta semana. Apresentado na Europa em 2010, o carro é um produto atual e global, vendido em 56 países. O design é harmonioso, porém mais sóbrio que o dos demais produtos da marca. O veículo chega ao mercado vizinho importado da Coreia do Sul.

No Brasil, o Fluence é o modelo mais requintado oferecido pela Renault atualmente. O Latitude é maior, com 4,89 metros de comprimento e 2,76 metros de distância entre-eixos, medidas que se refletem no interior amplo, capaz de acomodar cinco adultos com folga. Além de mais avantajado, o sedã com nome inspirado nas coordenadas geográficas é mais luxuoso, equipado com sistema de monitoramento da pressão dos pneus, freio de mão elétrico, faróis direcionais de xenônio, teto solar panorâmico,  banco do motorista com memória de ajuste e controles de tração e estabilidade. Também não faltam freios ABS, seis airbags, bancos em couro, navegador por GPS e rodas aro 17”.
Apesar da diferença em termos de sofisticação, os dois sedãs têm muitos pontos em comum, a começar pela origem: ambos foram concebidos pela marca Sul-Coreana Samsung, com os nomes de SM3 e SM5, respectivamente. Logo depois do lançamento na Ásia, os veículos começaram a ser produzidos também pela Renault, como opção aos mais sofisticados Megáne III e Laguna III, com os quais compartilham as plataformas. Na Europa, a marca francesa comercializa tanto o Fluence quanto o Latitude.

As semelhanças continuam quando o assunto é motorização, pois os dois automóveis compartilham o bloco de 4 cilindros em linha e 143 cv. Só que o Latitude oferece também um V6 3.5 de 240 cv. Ambos os propulsores têm origem Nissan. Na Argentina, a versão menos potente, batizada de Dynamique, só dispõe do conhecido câmbio manual de seis marchas, enquanto a top Privilège tem como única opção uma transmissão seqüencial-automática, com o mesmo número de velocidades. A tração é sempre dianteira.

O Latitude será vendido por aqui? Ainda não há confirmação, mas alguns indícios apontam para uma resposta positiva. Os sedãs de luxo, que têm crescido no mercado nos últimos tempos, ainda representam um vazio para a Renault. O último veículo da marca a ocupar o segmento foi o Laguna, que deixou de ser importado há algum tempo. E a arqui-rival Peugeot já levou um grupo de jornalistas brasileiros à Europa para experimentar o recém-lançado 508. O lançamento na Argentina leva a crer que não seria difícil trazer o carro para o Brasil.

Fotos | Renault/Divulgação

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