fiat_mobi_way_1Marlos Ney Vidal (*)
De Campinas (SP)

Com a chegada do Mobi Way, a Fiat espera que, enfim, seu compacto alcance a marca de 6 mil unidades vendidas por mês. Desse total, o fabricante estima que 35% sejam da versão aventureira. Vendida em duas opções de acabamento – o Way tem preço sugerido de R$ 39.300 e a Way On sai por R$ 43.800.

fiat_mobi_way_6Os adereços aventureiros fizeram bem ao visual do modelo e o deixaram mais “invocado”. Em relação as versões Easy e Like, a Way se diferencia pelas molduras nos para-lamas, rack no teto e aplique nos para-choques.

SUSPENSÃO

Além das mudanças visuais, um dos destaques do Way é o acerto da suspensão. Fazem parte das alterações: amortecedores de maior curso, barra estabilizadora na dianteira e 15mm a mais de altura em relação ao solo que as opções Easy e Like.

fiat_mobi_way_9Andando em estrada de terra batida, a versão Way se mostrou capaz de absorver bem as irregularidades do solo mantendo sua firmeza. Isso deve ajudar bem para os usuários que trafegam por vias não tão bem cuidadas ou com quebra-molas. Já os pneus poderiam ser uso misto. Mas, o fabricante não usa esse tipo de pneu em versão com motorização 1.0

Outro ponto que a engenharia da marca trabalhou bem foi o isolamento acústico. Quase não se nota o barulho do motor dentro do habitáculo. No trajeto também não foram notados “grilos” vindos das partes plásticas mesmo rodando em piso bem irregular.

fiat_mobi_way_16

MOTOR

Um dos pontos mais críticos do modelo é o motor 1.0 Fire EVO. A última atualização do propulsor foi realizada em 2010 no lançamento do Uno. Apesar da idade, o motor é confiável, tem manutenção barata e não é beberrão. Mas, quando comparado aos concorrentes, o propulsor fica envelhecido, afinal, praticamente, todos os compactos que chegaram nos últimos anos ao mercado nacional contam com motores 1.0 de três cilindros, mais modernos e econômicos. O Mobi só será páreo para os concorrentes quando receber o novo motor 1.0 de três cilindros e seis válvulas, em 2017.

O motor manda bem e consegue empurrar o Mobi. Na cidade pelo menor peso do compacto o desempenho é satisfatório. Já em ciclo rodoviário e com carga máxima a situação se complica e é necessário mais atenção, principalmente em ultrapassagens.

[photomosaic]

“COMPLETÃO”

O modelo marca uma nova postura do fabricante que é a de comercializar modelos quase sem opcionais.

A versão Way vem de série com direção hidráulica, ar-condicionado, vidros dianteiros elétricos e travas elétricas, predisposição de rádio, computador de bordo, chave telecomando, console central longo com porta copos para os passageiros do banco traseiro, limpador e desembaçador traseiro, cintos de segurança dianteiros ajustáveis em altura, maçanetas e retrovisores externos pintados na cor da carroceria, grade dianteira pintada em preto brilhante, comandos internos para abertura do bocal de combustível e do porta-malas, revestimento do porta-malas e Cargo Box. No visual ela agrega adereços aventureiros, como as barras longitudinais de teto, para-choques exclusivos e as molduras nas caixas das rodas, que são de 14 polegadas, além da suspensão elevada. Os opcionais são os dois sistemas de som, rádio B7 e o Live On, ambos acompanhados de alarme e comandos no volante.

fiat_mobi_way_13Já o Way On conta com todos os itens da anterior e acrescenta rodas de liga leve de 14 polegadas, console de teto com porta-objetos e espelho adicional, faróis de neblina, banco do motorista com regulagem de altura, retrovisores elétricos com função Tilt Down e repetidores de direção, kit Comfort (apoio para o pé esquerdo do motorista, porta-óculos e alças de segurança), sensores de estacionamento, tecidos diferenciados em duas cores com costuras brancas, alarme e rádio B7 com comandos no volante. Não há opcionais.

(*) O jornalista viajou a convite da Fiat.

Foto | Fiat/Divulgação