Experimentar um carro que já está no mercado há alguns anos é como encontrar um velho conhecido. Ontem, quando eu e o Marlos buscamos o Prisma, já sabia exatamente o que nos aguardava, pois o sedã e seu irmão Celta, do qual é derivado, já foram mais que testados e avaliados, tendo defeitos e virtudes muito bem conhecidos, tanto pela imprensa quanto pelo público.

Apesar disso, o Prisma conseguiu me surpreender com alguns detalhes positivos, ainda que nosso contato até agora tenha sido breve: de ontem para hoje, tive muito pouco tempo para dirigir o carrinho, e o itinerário se restringiu a poucos quilômetros no circuito básico de dia-a-dia, que inclui deslocamentos entre academia, trabalho e casa. O comprimento reduzido da carroceria, 4,13 metros, ajudou na hora de encontrar vagas, nas quais o modelo se mostrou muito prático para estacionar. O motor 1.4, de 95/97 cv e 13,2/13,7 mkgf com gasolina e etanol na ordem, é valente e agradou até agora, ainda que seu uso tenha ficado restrito ao trânsito urbano.


Os bancos, que foram melhorados na linha 2012, têm bom aspecto, com costuras bem destacadas e tecido que, apesar de sintético, é mais agradável ao toque do que se costuma ver em outros modelos da mesma faixa de preço. Chega a destoar um pouco do restante do acabamento, que abusa dos plásticos rígidos. Também gostei da empunhadura do novo volante, outro item modificado na versão 2012, que ajuda a amenizar o desalinhamento da direção para a direita.

Quando se abre a porta, o vidro desce alguns centímetros para facilitar o fechamento, uma gentileza que alguns carros mais caros não têm. Por outro lado, quando tirava o Prisma da garagem de casa,  esbarrei a mão no para-brisa ao esticar o braço para acionar o controle remoto do portão: o vidro, pouco inclinado, é próximo aos ocupantes, e consequentemente, o painel é curto. Nos próximos dias, avaliaremos o Prisma com mais calma, em outras situações. No fim da permanência do modelo, publicaremos a avaliação completa.

Fotos | Alexandre Soares/Autos Segredos

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