Honda Civic EXL não justifica preço superior a R$ 100 mil nem no conteúdo de série nem no desempenho; porém, suspensão tem acerto exemplar e habitáculo é espaçoso e bem-acabado

Por Alexandre Soares

“Olha, que carrão, hein?” Foi assim que a minha namorada reagiu quando fui buscá-la para o happy-hour de sexta-feira a bordo do Civic. “Que carro é esse?”, ela continuou. “É o Civic 2017”, respondi. “Ah, é? Achei que era algum modelo até superior. Ficou bem bonito”, respondeu ela. Essa sensação parece ser unânime para quem observa o veículo, que atrai olhares de maneira quase magnética pelas ruas. Há tempos eu não testava um carro que chama tanta atenção, e olha que o sedã da Honda não é exatamente novidade, pois já está no mercado há cerca de seis meses. “Você está gostando?”, continuou ela. “Estou sim, só acho que o preço está alto. Ele é mais caro que os concorrentes e não oferece mais”, argumentei. Duvida? Vamos à análise:

O preço sugerido da versão EXL, avaliada, é de nada menos que R$105.900. Entre os equipamentos, há ar-condicionado digital com duas zonas de temperatura, interior revestido em couro, direção elétrica, rodas de liga leve de 17 polegadas, freio de estacionamento elétrico, faróis de neblina, luzes diurnas de LEDs, vidros elétricos com sistema um-toque, travas elétricas com acionamento à distância, retrovisores com ajuste e rebatimento elétrico, alarme, assistente de partida em aclives, controlador de velocidade de cruzeiro, câmera de ré e central multimídia com tela tátil de sete polegadas com navegador GPS e interface para smartphone, via Apple Car Play e Android Auto, entrada HDMI e duas portas USB.

O pacote de segurança é composto por controles de tração e estabilidade, sistema de vetorização de torque baseado em frenagem, luz de frenagem de emergência, sistema Isofix, seis airbags (dois frontais, dois laterais e dois de cortina), além de freios ABS com EBD.

Faltam alguns equipamentos

É um conteúdo razoável, mas incapaz de se destacar diante de outros sedãs médios. Pelo preço cobrado, era de se esperar chave presencial, retrovisor interno eletrocrômico, limpadores de para-brisa com acionamento automático, banco do motorista com regulagem elétrica e assistente de estacionamento. Entre os itens de segurança, deveriam ser oferecidos alertas de ponto cego e de colisão. Nesse aspecto, portanto, o Civic EXL não justifica seu preço. Ocorre que nenhum carro se resume aos seus equipamentos de série, certo?

Motor

Verdade, mas o motor da versão EXL também está longe de ser referência na categoria. Ela vem com o conhecido 2.0 16V aspirado que já equipava a geração anterior, capaz de desenvolver 155 cv de potência com etanol e 150 cv com gasolina, a 6.300 rpm, além de 19,5 kgfm a 4.800 rpm e 19,3 kgfm a 4.700 de torque com os dois combustíveis, respectivamente. Com tecnologias como sistema de partida a frio sem subtanque e duplo comando de válvulas variável, movimentados por corrente metálica, além de construção integral (cabeçote e bloco) em alumínio, esse propulsor não chega a ser antiquado; o problema é que, novamente, alguns concorrentes vão além, com unidades 1.4 e 1.6 turbinadas de última geração. Vale lembrar que a Honda já tem um powertrain com esses recursos, um 1.5 sobrealimentado que gera 173 cv e 22,4 kgfm, mas ele equipa apenas a configuração Touring, top de linha, cujo preço é ainda mais alto: nada menos que R$ 124.900.

Comportamento

A versão EXL tem uma única opção de câmbio, um automático do tipo CVT, com simulação de sete velocidades e paddle-shifts no volante para trocas sequenciais. Juntos, motor e transmissão dão desempenho bom, mas não ótimo, ao sedã. É suficiente para fazer ultrapassagens tranquilas e para não pedir arrego em subidas de serra, inclusive com o veículo carregado, mas o comportamento não traz sequer resquício da agressividade sugerida pelo design. Satisfaz, mas não empolga.

A verdade é que o Civic é um sedã pacato, inclusive pelo tipo de funcionamento da transmissão, extremamente suave, até um pouco monótona, mesmo com as marchas virtuais, o que é característico de sistemas continuamente variáveis. É possível, por exemplo, manter 120 km/h com o propulsor trabalhando a apenas 2.000 rpm. Mas se o condutor quiser subir o giro, não há problema: o 2.0 tem funcionamento liso, e o isolamento acústico é satisfatório.

Consumo

Em consumo, novamente, o que se nota é um resultado correto, mas não espetacular. Durante o período em que estive com o sedã, obtive médias de 6,8 km/l na cidade e 9,9 km/l na estrada, com etanol, além de 9,3 km/l e 13 km/l, na ordem, com gasolina. São números parecidos com os divulgados pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular: 7,2 km/l no ciclo urbano e 8,9 km/l no rodoviário, com o combustível vegetal, além de 10,6 km/l e 12,9 km/l, respectivamente, com o derivado do petróleo. Destacamos que a nota dada nesse quesito tem como base as nossas aferições. Elas foram feitas sem a utilização do modo Econ, acionado por meio de um botão, que muda a alimentação do motor e as respostas do câmbio para tornar o sedã mais econômico, às custas de uma queda bastante perceptível no desempenho.

Suspensão é ponto alto

Dinamicamente, o ponto alto do Civic é o acerto de suspensão. Aí, sim, o modelo da Honda está acima dos rivais. Equipado com conjuntos independentes nos dois eixos, do tipo McPherson no dianteiro e multiink no traseiro, ele é a nova referência do segmento quando a ideia é conciliar maciez e estabilidade. Em pisos irregulares, o sistema filtra os obstáculos sem solavancos ou ruídos, e tampouco faz o veículo balançar em lombadas ou mudanças súbitas de direção, como ocorre em veículos excessivamente macios. E também consegue conter, com muita competência, a inclinação da carroceria em curvas de diferentes raios. A geometria bem-feita dos componentes permite grande aderência dos pneus com o solo, de modo que é até difícil levar o sedã até o limite, quando ele, enfim, mostra ligeira tendência ao subesterço antes de o controle de estabilidade ser acionado. Muito bom!

A direção também tem ótimo acerto. O sistema de assistência é bastante progressivo, o que torna o volante bem leve em manobras e firme em alta velocidade, além de as relações serem bastante diretas. Já os freios, que utilizam discos ventilados na dianteira e discos sólidos na traseira, também são eficientes e, durante a avaliação, mostraram-se capazes de parar o sedã em espaços curtos.

Habitabilidade

Por dentro, o atual Civic não causa o mesmo impacto que o de duas gerações atrás. Entretanto, ainda traz algumas ousadias: se, por um lado, a solução de dividir os instrumentos em dois níveis foi abandonada, por outro eles são totalmente digitais, agrupados em uma tela de alta definição. A visualização é ótima, mas não tem tantas possibilidades de personalização.

No centro do painel, quase não há botões, pois quase todas as funções, inclusive o ar-condicionado, são operadas por meio da tela de central multimídia. É ousado, mas não tão funcional, pois algumas operações são confusas. Porém, o maior incômodo fica por conta do posicionamento das entradas USB e auxiliar, além da tomada 12V, em um nicho abaixo do console central (que parece ter dois andares, como no HR-V). Pode até ser estiloso, mas dificulta, e muito, o manuseio.

Comandos

No mais, o habitáculo é só alegria. O motorista têm todos os comandos à mão e um volante de ótima pegada, ajustável em altura e profundidade. Multifuncional, ele exibe um touchpad para regular o volume do sistema de áudio. É interessante, mas, em manobras, ele às vezes é acionado acidentalmente. Os bancos, por sua vez, são até ligeiramente esportivos: baixos para os padrões atuais, fazem os ocupantes dianteiros se sentarem com as pernas quase esticadas. Muito confortáveis, eles têm apoios corretos para coxas e coluna. O do motorista traz regulagem (manual, vale lembrar) de altura. A visibilidade é boa, ajudada pelos retrovisores bem-dimensionados.

Espaçoso

O espaço interno é amplo mesmo para um sedã médio. Ninguém vai reclamar dos vãos para as pernas, embora a capota com formato de arco restrinja a área para cabeça. O Civic não tem mais um assoalho traseiro plano: ao contrário das antigas gerações, a atual traz o tradicional ressalto central. Contudo, ele tem altura contida, de modo que o quinto ocupante não fica sacrificado. A largura do assento traseiro também não é problema, pois permite a acomodação de três passageiros com relativo conforto. Todos eles contam com cintos de três pontos e encosto de cabeça. Faltam difusores de ar dedicados à turma de trás.

O porta-malas, de 519 litros, é bem grande, e ainda é possível rebater o banco traseiro em esquema 1/3 e 2/3. Mas o vão de entrada é pequeno, o que limita a colocação de objetos volumosos. Também vale destacar a presença de muitos porta-objetos a bordo, que facilitam a acomodação de miudezas.

Em termos de acabamento, o sedã da Honda também está bem-posicionado em sua categoria. Além dos arremates caprichados, ele traz espuma injetada no painel. As forrações das portas exibem grande área estofada, o que traz efeitos positivos à estética e ao toque. O ponto mais destoante é um ponto de solta nas portas dianteiras, na região do batente. Invisíveis quando elas estão fechadas, essas marcas ficam em posição bastante perceptível quando elas estão abertas.

Preço de compra é o maior problema

Depois que eu expus todos os prós e contras do Civic para a minha namorada, ela concordou que, realmente, o preço de compra da versão EXL (R$105.900, lembra-se?) estava muito alto diante da concorrência, que, diga-se, está bem-armada. Mas ponderou: “Mas ele é tão bonito, né? Eu me impressiono com essas coisas”, disse enquanto apontava alguns vincos e uma faixa metalizada no painel. Realmente, design e qualidade de construção, dois dos pilares do modelo, são os elementos mais facilmente notados por qualquer consumidor, e têm poder como argumentos de venda.

Porém, em uma análise mais racional, o sedã peca por ser um dos mais caros de sua categoria sem oferecer, em contra-partida, um motor turbo ou pacote de equipamentos campeão. À Honda, fica a sugestão de disponibilizar logo o propulsor 1.5 turbo, que se harmoniza perfeitamente com o ótimo conjunto de suspensão, para toda a linha. Ou, pelo menos, ser mais generosa com o conteúdo de série.

AVALIAÇÃO Alexandre Marlos
Desempenho (acelerações e retomadas)  8 7
Consumo (cidade e estrada)  7 6
Estabilidade  9 9
Freios  9 9
Posição de dirigir/ergonomia  8 9
Espaço interno  9 10
Porta-malas (espaço, acessibilidade e versatilidade)  9 9
Acabamento  9 10
Itens de segurança (de série e opcionais)  8 7
Itens de conveniência (de série e opcionais)  7 7
Conjunto mecânico (acerto de motor, câmbio, suspensão e direção)  8 8
Relação custo/benefício  6 6

 

FICHA TÉCNICA

»MOTOR
Dianteiro, transversal, a gasolina e etanol, quatro cilindros em linha,  com 81 mm de diâmetro e 96,9 mm de curso, 16 válvulas,  1.997 cm³ de cilindrada; potência máxima de 155 cv (e) / 150 cv (g), a 6.300 rpm, torque máximo de 19,5 kgfm a 4.800 rpm (e) / 19,3 kgfm (e) a 4.700 rpm.

»TRANSMISSÃO
Câmbio automático do tipo CVT com sete marchas simuladas, tração dianteira.

»ACELERAÇÃO ATÉ 100 km/h 
Não informada pelo fabricante

»VELOCIDADE MÁXIMA 
Não informada pelo fabricante

»DIREÇÃO
Pinhão e cremalheira, com assistência elétrica.

»FREIOS
Discos ventilados na dianteira e discos sólidos na traseira, com ABS.

»SUSPENSÃO
Dianteira, independente, McPherson, com barra estabilizadora; traseira, independente, Multilink, com barra estabilizadora.

»RODAS E PNEUS
Rodas em liga de alumínio de 7×17 polegadas, pneus 215/50 R17.

»DIMENSÕES 
Comprimento: 4,637 metros; largura, 1,798 m; altura: 1,433 m; distância entre-eixos: 2,700 m; peso: 1.291 quilos.

»CAPACIDADES
Tanque de combustível: 56 litros; porta malas: 519 litros; carga útil (passageiros e bagagem): 404 quilos.

Fotos | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

  • celso

    Essa avaliação está um pouquinho atrasada, hein ?
    Um carro que vez muito barulho antes e durante o lançamento, mas a poeira já baixou.

    • Marlos Ney Vidal

      Olá Celso,
      Tudo bem?
      Testamos os carros quando são cedidos para avaliação. O fabricante só disponibilizou para o Autos Segredos agora. ATé mais, Marlos

    • Alexandre Carneiro Soares

      Caro, não é de hoje que estamos pedindo uma unidade do Civic para avaliação na Honda, mas não temos como obrigá-los a nos ceder o carro. Eles só mandaram recentemente, e a avaliação saiu na sequência.
      Abraço.

      • contravotoobrigatorio

        vendas aumentaram

  • Will
    • Gustavo73

      Isso é sério?!

      • gabriel avila

        sim, é sério, eu tenho um EX preto e vem sem o revestimento mesmo kkk

    • Ric53

      vigi acho que até cobalt tem revestimento… #custavanadahonda

    • foratemerPMDBladrão

      compra na CSS ,comprou uaado?

    • rcostaramos

      kkkk mas tem nego que compra so pq é honda… é de confiança… nao preciso nem trocar oleo e etc… (preguiça de brasileiro, cuidar do carro e prevenir manutenções)

      • Pedro Neto

        e aqueles que falam que o carro não tem manutenção,kkkk ou seja, não troca óleo, nem filtros, nem pneu… amortecedor, pastilhas de freio…

    • Anderson SP®

      Tem que ver se todas unidades vendidas se encontram assim, eu lembro que estas fotos foram tiradas por um usuário no ano passado pelo site 4R, eu acho engraçado a mídia especializada não ter relatado isso, inclusive essa unidade pode ter sofrido avaria e ter sido reparada pra venda em pleno lançamento, se mais carros aparecerem assim é algo mais sério.

      • Will

        Justamente essas fotos que me fizeram ter a curiosidade de ir na CSS e ver o carro pessoalmente. E as mesmas soldas porcas estavam lá. Foi um grande banho de água fria.
        Um amigo que viu as outras versões, disse que nas mais básicas a construção é ainda pior.

      • Ricardo

        É assim mesmo. Alguns sites relataram esse problema. Fui ver pessoalmente e constatei.

        • Anderson SP®

          Aí é complicado, muito malfeita essas soldas, se em carro barato soaria ruim, pior ainda em um carro de mais de 100 mil.

    • Antonio

      Peraí ele é bem construído sim, isso aí é acabamento e nisso ficou devendo mesmo.

      • Will

        Pra mim e para a maioria das pessoas, a construção de um carro incluem as soldas, os vãos entre as peças, o acabamento acústico, o acabamento interno nas partes visíveis e não visíveis.

        • Ricardo

          Sem contar que o acabamento do painel também deixa a desejar. Todo mundo engoliu o propalado acabamento de espuma injetada. Só que não. Não passa de plástico rígido com uma fina camada de um revestimento forrado à la HRV. Nada mais que isso. Basta pressionar com força ou dar umas batidinhas para perceber.

          • Antonio

            E você queria o quê? Um travesseiro de plumas?

        • Antonio

          É por isso que no Brasil só chega refugo, gente “entendida” prefere bancos de couro centrais multimidia, câmbio AT para mexer no smartphone, revestimento para tapar porque parafuso exposto é feio e etc… E simplesmente ignora, freios a tambor na traseira, eixo traseiro de torção, motores jurássicos e outras porquices estruturais que se vê em carros ditos nacionalizados.
          O acabamento da Honda deixa a desejar e é só, mas é um carro que se você pegar o similar japonês, dos EUA ou o europeu você não irá ver diferenças na plataforma, na construção do carro, o motor fica meio de fora haja vista a gasolina que se vende por ai. As diferenças ficam justamente naquilo que a manolagem tanto aprecia, Vejamos se depois de 10 anos, qual é o carro que vai estar rodando por ai.

        • gabriel avila

          só o acabamento do porta-malas que é assim, o resto é tudo bem construido e acabado

    • David Diniz

      Isso muda em que?

      • Will

        Muda o titulo da matéria para “Bonito, mas mal construído”.

    • Ricardo

      Exato, também percebi essas marcas de solda nas portas. Achei desapontador. Parece carro remendado por soldador de portão de ferro. Depois fui conhecer o Fusion… outro nível!

  • Bruno Silva

    Compraria o Sport 2.0 manual de 88mil.

    • contravotoobrigatorio

      eu tb

    • Antonio

      Eu idem.

      • Pedro Neto

        seria bom se o sport fosse 1.5T

  • Gustavo73

    Concordo que por 100 mil deveria ter um powertrain mais moderno e mais equipamentos. Agora de um sedan médio por 100 mil deveria ter essas coisas a mais como ficam os altinhos/crossovers/suvinhos compactos? Já custam nessa faixa ou bem perto na versão top e oferecem até menos que o Civic.

    • contravotoobrigatorio

      HRV?

  • foratemerPMDBladrão

    ta tudo caro no BR inclusive comida

  • operaçãolavajato

    youtu.be/8oxpli1YL38

  • Freaky Boss

    Concordo que ficou devendo turbo.
    Esse Civic não ter vindo com turbo em TODAS as versões (mesmo que custasse uns 5 mil a mais!) prova realmente que a Honda subiu no tamanco aqui no Brasil.
    Pena. Por essas e outras nem Honda nem toyota verão meu $ tão cedo.

    • contravotoobrigatorio

      tem hidrido

      • Antonio

        Bem lembrado!

  • operaçãolavajato

    youtu.be/rKrbSfaKHMk

  • Brasil_MG

    Civic G10 é um sonho de consumo, mas por este preço nem pensar. Só mesmo daqui um tempo quando começarem a surgir os primeiros seminovos…

    • operaçãolavajato

      todos tao caros

    • kravmaga

      Que vão colocar custar mais caro do que os concorrentes igualmente seminovos… Vai ter que levar um Civic com um a três anos a mais do que os concorrentes mais potentes e equipados com o mesmo valor.

      • Brasil_MG

        desculpa amigo não consegui compreender seu raciocínio

        • kravmaga

          O corretor ortográfico do celular colocou um verbo a mais e eu não tinha percebido.

          • Brasil_MG

            sim, pior que sim. Acho que este Civic vai cair pouco de preço após usado. O mesmo acontece com o HR-V que mantém um valor elevado na fipe e desvaloriza bem menos que a concorrência.

  • foratemerPMDBladrão

    youtu.be/e-2Syr2OJYU

  • contravotoobrigatorio

    youtu.be/LM9xI6rH3_U

  • Marcelo Amorim

    Fiz o test drive ontem de um,o carro evoluiu demais,é outro carro comparado ao anterior,tive um e nao gostei,era duro,beberrao e cambio de funcionamento detestável,gostei muito dessa nova geraçao,pena o preço irreal,fizeram a proposta de 103k por um igual o da matéria 16/17 com o IPVA 1ª cota por ”conta deles”.

  • Barriga-Verde

    O que eu vejo de pontos altos no Civic:
    (1) dirigibilidade ou handling muito bons mesmo (direção e suspensão)
    (2) posição de dirigir digna de BMW (baixa e esportiva)
    (3) multimídia moderna com Car Play
    (4) conforto e acabamento interno, bem como bom design externo
    (5) boa oferta de itens de série (acima do rival Corolla)
    (6) confiabilidade da marca, liquidez e revenda

    Pontos negativos:
    (1) poderia ter ampliado a oferta do motor turbo
    (2) preço bem acima da média (tanto na versão básica, como na EXL testada e na Touring)

    Enfim, os pontos positivos superam os negativos. Não creio que motor 2.0 + CVT seja uma má opção. Vai andar menos que um 1.4 ou 1.5 turbo, é evidente, mas não deixa ninguém sentir raiva em ultrapassagem.
    A propósito, meu carro 2.0 CVT faz até 15,5 km/L em rodovia andando dentro da velocidade permitida, caindo para 13 km/L pisando com certo gosto. E não sinto falta de desempenho (claro que não conheço um turbo — se conhecesse talvez mudaria de opinião).

  • yurieu

    Todos sabem que o civic não é carro de luxo, nada mais é que um sedan compacto. Só que o Brasil cobra o preço mais caro do mundo.

    • Milton-GT

      Errado, um Civic igual a este custa nos EUA $ 26.000,00 dólares ou seja R$ 80.340,00 ao cambio atual, considerando que temos um imposto nos automóveis 32% a mais do que nos EUA chegamos ao valor de R$ 106.048,80, mas aqui ele custa R$ 105 mil, está relativamente igual ao preço de lá. Informo que o imposto sobre os automóveis nos EUA é de 10% e aqui no Brasil é de (ninguém sabe ao certo) estimados 42%. Que diminuir o imposto? APRENDA A VOTAR.

      • Léo

        42%? Tenta comprar um carro com isenção total de impostos e veja esses 42% virarem 25%. Infelizmente se fala muito sobre porcentagens tão altas de impostos, mas na hora “H” você descobre que o que manda mesmo no preço é o fabuloso lucro Brasil. Falo isso com conhecimento de causa, pois comprei um carro com isenção.

        • Milton-GT

          Você teve isenção apenas nos impostos diretos, não nos impostos pagos pela Concessionária, nem nos impostos trabalhistas e PIS/Cofins pagos pela montadora. Eu tive 3 Empresas e sei do que estou falando. Não existe o tal lucro Brasil. Os ganhos das montadoras brasileiras são semelhantes ao do exterior, aliás nestes tempos de crise, elas estão exportando o máximo possível para não fechar o ano com prejuízo.

          • Antonio

            Eu tambem havia comprado essa idéia do Lucro Brasil, mas depois que vi melhor a composição dos preços como a carga tributária incide, vi que é um verdadeiro absurdo.

          • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

            Não existe custo Brasil mas o carro custa 18k pra ser produzido e é vendido a 38k… sei… E essa conversão de preços em dólar não serve, pense nos carros produzidos aqui com quase nenhuma peça importada, ainda custam muito mais caro do que lá… O preço de uma peça produzida aqui não é o preço dela em dólar vezes o câmbio…

          • Milton-GT

            Então apresente a planilha de custos em que você se baseou para dizer que o carro custa 18k para ser produzido. O preço de uma peça produzida no Brasil paga os mesmos impostos do automóvel, além dos custos trabalhistas brasileiros, somado aos custos da loja, aonde foi comprada. A mesma peça comprada nos EUA paga 12% de impostos sendo que os custos trabalhistas lá são menores e o Lojista praticamente não paga imposto.

  • sigma7777777

    Acho que a opção mais racional é a EX, pois vence o Corolla em vários quesitos e fica há uns R$ 13 mil de distância do Cruze turbo. Infelizmente os sedans médios estão todos caros, ou seja, seria mais justo críticas para todas as montadoras. Minha crítica para a Honda é a ausência do 1.0 turbo e que o 1,5 turbo não é flex, o que me faz descartá-lo mesmo que eu tivesse grana para adquirir. Outra crítica é já li que ele tende a arrastar devido a baixa distância do solo. Já de positivo destaco o interior, que para mim é uma evolução do Civic EX 2004-2006 e tudo o que eu sempre desejei, além das melhoria dá suspensão ao absorver irregularidades do piso, isso de acordo com o que leio. Adoraria testá-lo em ruas de paralelepípedo para saber se é tudo isso mesmo em conforto.

    • Antonio

      Pra quê motor flex? É muito melhor ter um motor otimizado para rodar só com gasolina, gasta menos e aproveita melhor o combustível.

      • sigma7777777

        Isso pode estar certo para quem for abastecer apenas com Podium e utilizar aditivo como Perfect Clean. Se for rodar fora das capitais, e especialmente no interior nordestino, ninguém sabe a procedência do combustível, então imagino que esse motor não flex sofrerá. Digo isso porque tive problemas com o motor do Civic 2004-2006 que é somente a gasolina e desconfio que tenha sofrido com a má qualidade do combustível nacional, que além disso usa normalmente uma porcentagem em etanol e que por si só já é um problema para carro não flex (minha opinião).

        • Milton-GT

          Não concordo, converti meu Punto 2009 1.8 Flex para gasolina e de cara ele ficou 50% mais econômico em relação ao Etanol. Eu uso a gasolina aditivada e não faz diferença se usar a Premium, isto porque ambas estão poluídas com o álcool anidro, 27% na aditivada e 25% na Premium. E é isto que faz a diferença, quando o porcentual do álcool foi reduzido para 18% a uns anos atrás, a economia deu um salto de 20%.

          • sigma7777777

            Sim, eu não falei sobre economia. O Civic 2004-2006 era econômico tanto ou mais que o 1.5 turbo, fazendo até 17 km/l. O problema que comentei é sobre a vida útil de um motor à gasolina ao rodar o tempo todo com gasolina com mistura de etanol.

          • Milton-GT

            Eu supus que você soubesse que um motor FLEX andando com Etanol arrebenta-se mais cedo. E também, mesmo desprezando a economia, o motor a gasolina tem um desempenho maior do que um motor FLEX, acredite se quiser, eu testei isso e tenho certeza.

          • sigma7777777

            O uso de etanol tende a fazer o carro ganhar mais cv de potência, então não entendi isso…
            Não, eu não suponho isso que você falou. Eu falei sobre a redução da vida útil de um motor a gasolina utilizando a mistura de gasolina com etanol.

          • Milton-GT

            Com Etanol, a potência pode ser maior a uma rotação alta, com gasolina a potência é pouco menor mas numa rotação mais baixa. O mesmo se dá com o Torque. Mas como potência e torque se apresentam como uma curva, é fácil deduzir que em rotações médias e baixas a gasolina apresenta mais potência e torque. Inclusive porque ninguém anda com o motor “esgoelando”.
            Quanto a seu segundo comentário o motor a gasolina, pode andar sim com nossa gasolina com 25% de álcool, sem redução de vida útil, apenas o seu consumo será maior (algo em torno de 30 a 40% maior).

        • kravmaga

          Besteira. Se a gasolina for batizada com lixo, então os motores flex também terão problema. É muito mais fácil e barato batizar álcool com água do que gasolina com solventes.

          O meu carro não é flex, usa injeção direta e turbo, e não uso gasolina podium. Mas abasteço sempre em postos de confiança e não tive nenhum problema.

          • Antonio

            É cada bobagem que a gente vê aqui.

        • Antonio

          Ah, então se o motor do seu Civic estourou é porque ele não era flex? Acho melhor você estudar um pouco mais sobre o ciclo otto e depois voltar aqui.

          • sigma7777777

            Não, não disse que foi por isso, mas é amplamente discutida a qualidade da gasolina flex nacional. Já li inclusive que é comercializado algo que nem gasolina é, pois foi fabricado em laboratório e que isso não precisa ser informado ao consumidor.

  • rcostaramos

    Eis ai uma categoria que nunca me atraiu… sedãs médios… sempre pelados ou feios… quando melhoram, nao fazem mais do que um facelift interno ou externo…. o jeito é continuar com o Fusion mesmo :p

  • Xan Goya

    Ainda bem que gosto é relativo. Acho este Civic bizarro em desenho. Se o único argumento fosse o desenho do carro para que eu o comprasse ele não sairia da concessionária.
    Por estas estou feliz com os meus Focus Hatch Titanium Plus 2013, o Fusion AWD Titanium 2015 e um Fiat Linea Absolute 2011. Todos ótimos carros, de certa forma rejeitados pelo mercado (com excessão do Fusion, claro) é que me oferecem mais do que este carro de estudante do texto.

  • Milton-GT

    O “jornal do carro” fez uma lúcida reportagem uma vez, sobre o fato de que o carro preferido dos jornalistas automotivos nunca coincidir com o gosto do público. E é este o caso desta análise. Eu não sou comprador do Civic, mas tenho alguns amigos que adoram este Honda.
    Quando eu andei no carro deles notei que a suspensão do Civic não filtrava as imperfeições do piso, transmitia aos passageiros os solavancos e defeitos do asfalto. Isto o meu Punto faz muito bem, andar no Punto parece que o asfalto daquele trecho é novo, se bem que num Corola não existe piso, ele literalmente flutua sobre o solo, é um carro absolutamente macio. Então o que a Honda fez foi corrigir isso, tornar o Civic mais macio do que o Punto e se aproximar ou igualar ao Corola. E discordo da análise no sentido de que o Civic seja caro, ele não é, para mim o modelo Touring com motor 1.5 Turbo também não é caro. O que acontece é que ambos se destinam à públicos diferentes. E a Honda tentou tornar o Civic uma opção ao Corola, atendendo ao público do conservador e aos jovens que gostam de sedãs mais esportivos. No mercado dos EUA deu certo, mas no Brasil não sei, pelo menos até agora parece que não.

  • Raimundo A.

    Quem compra Honda e Toyota, não é de hoje, paga a mais por conta da confiabilidade e pós venda levando menos comparado a concorrência. Tornar o 1.5 padrão aqui tá difícil, pois não é flex ou talvez nem seja tal qual a Ford fez com o 1.0 Eco.
    Além de ser um motor mais caro e eficiente, seria muita vantagem se os preços com o atual aspirado não mudassem visto que este está num patamar abaixo.
    A GM colou o 1.4T para atrair mais como a PSA o THP, mas melhoraram quanto as vendas?
    O Corolla sem esforço e não há certeza se terá motor turbo com o facelift, não é tão equipado e vende muito.
    Se tem quem pague nas atuais circunstâncias de oferta, no caso do Civic e do Corolla, ter um nivelamento maior com concorrentes, só se estes tirarem clientes.
    Do contrário, Civic só vá ter 1.5 T na topo e não será tão completo pelo que cobra e o Corolla deve manter o powertrain, talvez com ajustes além do dizer do facelift.
    Quem estiver achando ruim, mude de marca.

    • Léo

      Fui olhar um carro da toyota para comprar, o vendedor atendeu com tanta preguiça que nem mostrar o carro mostrou. Acabei comprando um carro da peugeot. Se para vender eles têm má vontade fico imaginando como será para reparar o veículo. A fama da toyota e honda uma hora caí por terra, o que não falta é gente reclamando na internet.

      • fredggp

        Rapaz deve ser em uma concessionária específica que tu fosses, pois sempre fui muito bem atendido. Agora tive a mesma experiência sua só que na VW. Ninguém chagava junto…

    • kravmaga

      Essa desculpa de não ser flex não cola, porque o álcool não é vantajoso na maior parte do país. Essa versão EXL, pelo menos, já deveria usar o motor turbo.

  • Davi Millan

    Eu até cogitei o Civic na troca de carro. Mas a falta de motor turbo e associado ao câmbio cvt não deu. A versão interessante é a Touring, mas é muito cara e as demais são pouco equipadas e com aquele motor com torque de velocípede nao dá. Fica pra próxima dona Honda, quando o turbo estiver nas demais versões, porque hoje a única versão que eu até levaria seria a Sport manual.

  • ####Carlao GTS

    quando vi esse carro na CSS… abri a porta ,olhei, e ,fui embora…. um civic , ano 2008 ,é melhor.

  • Popdogue

    Eu sei que quase todos acham lindo, mas eu sou um que acho esse carro muito feio.

    • kravmaga

      Eu não acho feio, mas acho o design ousado demais é carregado demais. Normalmente os fabricantes usam esses designs carregados nos protótipos que mostram nas feiras de automóveis, para chamar a atenção, mas sempre reduzem os vincos e simplificam o design na versão de produção. Mas Honda e Toyota estão exagerando e colocando o mesmo design dos protótipos em produção.

      Bonito mesmo era o Civic G8, que tinha um design futurista mas harmônico e não sobrecarregado.

  • Zigfrietz Tazogh

    [OFF]
    Hyundai Creta Prestige 2.0 Flex // Avaliação Canal Top Drive
    https://www.youtube.com/watch?v=x9KFi6KeDq8

  • ALEXANDRE Carvalho

    Em geral todas as versões do civic G10 estão em média 10 mil reais acima do que realmente deveriam custar.

  • Ricardo

    Essa capacidade de 519 litros foi aferida? Acho que até hoje nenhum canal ou revista automotivos o fizeram. Não parece que tem essa dimensão toda, pois no Fusion o porta-malas parece bem mais espaçoso.

  • Vinicius

    Pessoal alguem tentou negociar o preço, especialmente a sport? Com as vendas abaixo da expectativa espero que a Honda amacie. Alguém teve experiência na CSS?

  • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

    KKKK nego paga 124 mil no turbo pra tomar pau do meu 2008 THP que custou 75 e tem mais equipamentos kkkkkkkkkkkkkkk

  • alencar

    como já estão dizendo esse civic mais parece uma barata ,no branco uma barata albina.carro ta longe de ser um sucesso como foi em 2008.