Faz um bom tempo que concessionárias Hyundai (neste caso as de pórtico prata, vale salientar) aceitam encomendas para a nova geração do Hyundai i30, mas apenas esta semana começaram a receber os primeiros carros, como apontam os colegas do Carplace. E a página do modelo, embora não esteja vinculada à página da Hyundai, já está no ar. Dica do leitor Renan Amurabio.

Ele é identificado como i30 GD. Eu sinceramente não sei o que significa o “GD”. Use a imaginação… Isso porque ainda há unidades do modelo antigo nas lojas, por a partir de R$ 54 mil. A nova geração tem sua configuração de entrada partindo dos R$ 75 mil, onde os concorrentes estabelecem suas versões topo de linha. O i30 mais caro tem direito a teto solar e borboletas atrás do volante para trocas sequenciais por R$ 87.220. A disparidade entre seus preços e os praticados com o antigo até então assusta. E será que o carro vale isso tudo?

Bem, o i30 tem fila até para test-drive…

HB30

Além do design remeter diretamente ao HB20 – embora o i30 tenha nascido primeiro – o motor dos dois é o mesmo. Presente nas versões mais caras do compacto brasileiro, o 1.6 16V flex com comandos de válvulas variável  que gera 128 cv @ 6000 rpm – nada de CV-CAOA neste caso. Meio que um downsizing, mas sem que tenham colocado turbo para compensar a diferença para o antigo 2.0. Por enquanto a única opção de câmbio é o automático de seis marchas – o HB20 usa um antigo de quatro relações. O i30 também perdeu a suspensão traseira independente, e como as unidades vendidas nos Estados Unidos – onde é chamado Elantra GT – , e também como o HB20, possui sistema por eixo de torção, mais barato.

O novo i30 se destaca mesmo nas partes que o comprador vê. É maior, o que garante mais espaço aos passageiros, e se vale de uma farta lista de equipamentos de série. Na configuração mais acessível há rodas de liga leve aro 17” (de acabamento cromado), sistema de entretenimento com câmera de ré e sistema de som com CD player, GPS, entradas USB/AUX e Bluetooth, ar-condicionado, duplo airbag, freios ABS, controles de tração e estabilidade, e partida sem chave. A top acrescenta os airbags laterais e de cortina (seis no total), bancos revestidos de couro, teto-solar elétrico e faróis de xenônio.

Só fica confirmado o que se previa, que o hatch médio que outrora despontou como uma opção moderna, boa e barata no segmento agora se vale do nome que construiu de 2009 até agora. Pra quê motor 2.0 e suspensão independente, ou preço convidativo se ele venderá do mesmo jeito? E a exclusividade do preto e prata permanece.

Com o que se paga num i30 pode-se comprar dois HB20 1.6 bastante completos e à pronta entrega. Um azul e outro branco formariam um bom par.

Foto | Hyundai/Reprodução