Fabricado de 1968 a 1992 pela General Motors com a marca Chevrolet, o Opala teve uma das mais longas sobrevidas da história  da indústria automobilística. Modelo vendeu praticamente um milhão de unidades

Chevrolet Opala automático

A história do Chevrolet Opala teve início no ano de 1963 quando algumas pessoas na GMB que queriam muito fazer um carro de passeio no Brasil. Haviam várias sugestões, sendo que uns sugeriram seguir o mesmo caminho das peruas Amazonas e Veraneio (que estava pronta para ser lançada na época). Outra corrente queira fazer no mercado nacional o Opel Rekord. Havia ainda outros palpites para os modelos nortes-americanos. O certo é que já estava decidido que a GMB teria um carro de passeio nacional.

Antes de ser batizado de Opala, o modelo era chamado de Projeto 676. Mas, poucos sabiam que as reuniões sobre esse projeto era para se discutir o futuro modelo nacional. A trajetória do Opala marcou também a carreira de um funcionário da GMB, André Beer que é considerado um dos pais econômico-financeiros do projeto Opala.

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Durante o período em que esteve em produção, foram oferecidas paralelamente duas opções de motores ao Opala: 4 ou 6 cilindros, tanto para as versões básicas, quanto luxuosas ou esportivas. Todos os motores usados no Opala foram derivados de motores da Chevrolet norte americana.

A mistura que associava motor americano a uma carroceria alemã, resultou na peculiaridade de conviverem no mesmo projeto componentes com especificações técnicas baseadas no sistema de medidas Inglês, nos componentes do motor e transmissão, e no sistema métrico usado na Alemanha e no Brasil nas demais partes do veículo.

Entre as qualidades do Opala, é notável o acerto dos freios, direção, velocidade e suspensão bastante equilibradas, aliado a isto, o conforto de um carro potente e com bastante torque, o que resulta em saídas rápidas e muita força em subidas de serra e ultrapassagens mais que seguras na estrada. Apesar do tamanho, é um veículo fácil de conduzir na cidade. Porém na época do seu lançamento, o carro foi criticado por seu acabamento inferior em relação ao seus “irmãos” americanos.

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Por dentro, o modelo trazia bancos inteiriços e a alavanca de câmbio na coluna de direção. O comprador podia escolher entre duas motorizações: um quatro cilindros de 2.509cm³ de cilindrada e 80cv de potência ou o seis cilindros em linha de 3.764cm³ e 125cv. O câmbio era de três marchas e a tração traseira. Os freios eram a tambor.

Chevrolet Opala automático

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Em 1974 a maior novidade era a reformulação do motor de quatro cilindros e a disponibilidade de câmbio automático de três marchas ainda com a alavanca na coluna de direção, era equipamento opcional. O exemplar que ilustra esta matéria é da safra de 1974 e pertence a um colecionador mineiro.

Chevrolet Opala automático

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ESPORTIVO A lendária versão esportiva SS chegou ao mercado em 1970. Externamente, o esportivo ostentava faixas pretas no capô, nas laterais e no painel traseiro, além de rodas esportivas. O motor 3.8 foi retrabalhado e agora tinha capacidade de 4.097cm³ de cilindrada, o famoso 4.100cm³. O SS tinha 140cv e câmbio de quatro marchas com alavanca no assoalho. Naturalmente, os bancos dianteiros eram individuais, daí a sigla SS (Separate Seats) , que significa bancos separados. Como o charme é companheiro inseparável da dúvida, a sigla também é popularmente entendida como “Super Sport”. O detalhe bizarro eram as quatro portas em um esportivo.

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Neste mesmo ano, a linha Opala ganhou novo desenho da grade. Outra novidade era a versão Gran Luxo, que tinha teto em vinil (opcional nas outras) e acabamento interno caprichado. O motor era de 4.1 litros, com câmbio de três marchas, mas havia opção do propulsor de quatro cilindros. As versões de entrada e intermediária ainda usavam os motores 2.5 ou 3.8.

CUPÊ A carroceria cupê surgiu no ano de 1971 fazendo a família crescer. Com duas portas, o nova versão lembrava mais um fastback. Um detalhe que despertava a atenção era a ausência da coluna B. Aos poucos, todas as versões de acabamento do sedã eram oferecidas também no cupê. Neste ano o SS passou a ser comercializado apenas na carroceria cupê. Já o motor 3.8 foi substituído pelo 4.1.

Chevrolet Opala automático

Ao longo de sua produção o Opala passou por alterações estéticas e avanços tecnológicos. Em 1973, a frente ganhou nova grade e as setas foram deslocadas para as quinas. Atrás, as luzes de ré foram para o lado das lanternas. Os modelos com motor de seis cilindros receberam freios a disco na dianteira. Os opcionais eram bancos individuais e ar-condicionado. No ano seguinte, o propulsor de quatro cilindros foi retrabalhado e passou a ter 94cv. Agora, o SS também podia vir com esse motor, mas com carburador de corpo duplo, que rendia 98cv.

CARAVAN Em 1975 a família Opala ganhou um novo integrante. A perua Caravan que marcou a chegada da primeira reestilização. A frente recebeu nova grade, para-choque e ligeiras alterações nos faróis. A traseira ganhou dois pares de lanternas circulares. A versão de luxo passou a ser denominada de Comodoro, e estava disponível somente com o motor de 6 cilindros. Para atender os compradores que queriam um desempenho de esportivo, a GM passou a oferecer em 1976 o motor 250-S, com 153cv, que chegava perto dos 200 km/h.

DIPLOMATA A partir de 1977, o Comodoro passou a ter opção do motor de 4 cilindros. No ano seguinte, a perua Caravan ganhou as versões SS e Comodoro. Em 1980, mais uma reestilização, ficando com linhas retilíneas, grade mais baixa, farol retangular e com bitolas mais largas. O novo topo de linha era chamado Diplomata, que trazia de série ar-condicionado, direção hidráulica, toca-fitas e motor de 6 cilindros. Os opcionais eram teto de vinil, pneus radiais, câmbio automático e o motor 250-S.

Esse ano também foi marcado como o último do SS e a chegada do propulsor de quatro cilindros a álcool. Três anos depois, esse motor passou a usar câmbio de 5 marchas. Em 1984, finalmente, o 6 cilindros passa a ter opção movida a etanol. No ano seguinte, o Opala recebe outras mudanças estéticas, novamente na grade e no farol. A Caravan ganha a versão requintada Diplomata.

DESPEDIDA Em 1988, em seu aniversário de 20 anos, o Opala ganha nova grade e faróis trapezoidais e opção de câmbio automático de 4 marchas. Um ano depois, o mercado se despede da carroceria cupê. Em 1991, o modelo passa pela última reestilização, com nova grade, para-choques, rodas aro 15 e a retirada dos quebra-ventos. Em 1992, o sedã e a perua finalmente saem de linha. Ao todos, foram produzidas 998.444 unidades do Opala, que deixou muitas viúvas.

Uma série limitada especial, do encerramento da produção do Opala, idealizada por Luiz Cezar Thomaz Fanfa, foi batizada “Diplomata Collectors”. Os últimos 100 Opalas produzidos levam este nome e traziam um vídeo VHS sobre a história do opala e chaves douradas.

Fotos Marlos Ney Vidal/Autos Segredos
Fonte:  jornalista Pedro Cerqueria e o livro Opala – O carro que conquistou o Brasil

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