As empresas que importam automóveis de países sem acordos comerciais com o Brasil sofreram com a alta do IPI amargaram uma queda de 12,8% apenas em abril, em relação a março. Se a comparação for com o mesmo mês do ano passado, os emplacamentos despencaram nada menos que 28,1%. Considerando-se todo o primeiro quadrimestre de 2011, o recuo nas vendas de veículos estrangeiros chega a 9,2%. Para efeito de comparação, a retração é três vezes maior que a registrada pelo mercado como um todo, que teve baixa de apenas 3,1% no mesmo período.

O sistema de cotas, que foi a tábua de salvação para o acordo comercial entre Brasil e México, é a alternativa vislumbrada por Flávio Padovan, presidente da Abeiva (Associação Brasileira de Empresas Importadoras de Veículos Automotores), para reverter os revezes às vendas veículos importados se outros continentes. Segundo ele, o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, poderá anunciar as medidas até o fim deste mês.

O sistema de cotas é pleiteado pela Abeiva desde que foi adotado para os veículos importados do México. Segundo Padovan, a queda teria sido mais severa se as empresas não tivessem os pátios cheios de veículos importados de acordo com a antiga alíquota de IPI. Porém, o presidente da Abeiva acredita que perdas ainda maiores nos próximos meses serão inevitáveis caso o sistema de cotas não seja implantado, pois os estoques de automóveis trazidos antes da alta fiscal estão quase no fim.

Foto | Kia/Divulgação

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