Durante 2011, os automóveis comercializados pelas marcas filiadas à Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) responderam por 23,3% do mercado brasileiro. A parcela não parece grande, principalmente se comparada ao volume restante, de 76,65%, que ficou as empresas instaladas no Brasil. Porém, basta tomar outro parâmetro de comparação para perceber que os resultados foram significativos: em relação a 2010, os fabricantes associados à entidade tiveram um crescimento comercial de nada menos que 87,4%.  Em termos de indústria automobilística, o ano passado foi dos importados.

Considerando o mercado como um todo,o  que inclui as vendas de veículos nacionais, a participação das importadoras é de 5,82%. Porém, tal número deverá diminuir no ano que vem. José Luiz Gandini, presidente da Abeiva, estima que em 2012 a parcela será de 4,5%, apesar das previsões de crescimento, entre 4% e 5%, para as vendas de automóveis no geral. O motivo da disparidade é a alta no IPI, que reduz a competitividade dos produtos estrangeiros.

Como já era de se esperar, Gandini e as marcas que não dispõem de fábricas no país não estão satisfeitos com a alta tributária, tampouco com as estimativas. O presidente da Abeiva atribuiu os bons resultados alcançados em 2011 às inovações oferecidas pelos carros trazidos do exterior: “As montadoras (nacionais) deixaram de investir em inovação. Oferecem aos consumidores brasileiros produtos ultrapassados”. O executivo disse que as vendas de importados neste começo de ano já apresentaram forte queda, o que indica que as más previsões já estão se concretizando.

Fontes | Quatro Rodas e Blog do Boris Feldman
Fotos | Appa e Kia/Divulgação

Acompanhe também o Auto Segredos pelo Twitter