logo_vwO maior escândalo até hoje na história da VW, revelado pela Agência de Proteção Ambiental americana (EPA), conhecido como Dieselgate, teve um desdobramento esperado: a renúncia do CEO Martin Winterkorn.

Após a marca declarar que 11 milhões de carros equipados com o motor 2,0 litros TDI possuem instalado um software que manipula os parâmetros de funcionamento dos motores, baixando os níveis de emissão para valores dentro dos estipulados pelas leis daquele país, Winterkorn declarou: “Como CEO Eu aceito a responsabilidade pelas irregularidades que foram encontrados em motores a diesel e, portanto, nos solicitou ao Conselho Fiscal chegar a acordo sobre terminando minha função como CEO do Grupo Volkswagen. Estou fazendo isso no interesse da empresa, embora eu não tenho conhecimento de nenhuma atitude errada de minha parte“. Com o software fora de funcionamento, as emissões ficavam em valores 10 a 40 vezes superiores ao padrão máximo permitido.

EA288-engineO CEO ainda disse que está “chocado que a má conduta em tal escala no Grupo Volkswagen” e menciona VAG precisa de um “novo começo – também em termos de pessoal.” De acordo com Winterkorn, a única maneira de ganhar de volta a confiança perdida com o escândalo é ter total transparência nos processos da empresa. Ele ainda afirma que a alta cúpula da VW tem total condição de superar a crise.

O que está em jogo, potencialmente, são os 18 bilhões de dólares em multas e e outros tantos em processos criminais, além da reputação da VW no maior mercado do mundo e até mesmo o futuro do diesel nos EUA. O xis da questão é que a VW infringiu conscientemente a lei americana com seus produtos de maior share de mercado e tinha quase certeza que não seria descoberta.

Amanhã (25), sexta-feira, haverá reunião do Conselho de Supervisão e o sucessor de Martin Winterkorn deverá ser apresentado.

Fotos| Volkswagen/divulgação