linha_montagem_hondaDa Agência Brasil
Por Camila Boehm 

A produção e a venda de motocicletas cresceram 14,9% em março deste ano, em relação a fevereiro. Na comparação com março do ano passado, houve alta de 1,6% e, no trimestre, queda de 12,6% sobre o ano anterior. A indústria deve fechar o ano com queda na produção em relação ao ano passado, diz levantamento divulgado hoje (9) pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

De acordo com a Abraciclo, a indústria de motocicletas projeta produção de 1,41 milhão de unidades para este ano, o que representa queda de 6,8% em relação ao volume total de 2014. A perspectiva da associação é que “as vendas no atacado e varejo atinjam de 1,360 milhão a 1,365 milhão de unidades, ficando, respectivamente, 4,9% e 4,5% abaixo do concretizado no ano passado”.

“Foi necessário reajustar nossas expectativas para 2015, diante dos resultados do primeiro trimestre, do cenário de contenção e rigidez na economia brasileira. O momento ainda é de incerteza, estamos na expectativa da assertividade das políticas adotadas pelo governo e de que possamos experimentar novo ciclo de crescimento no nosso país”, disse, em nota, o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian.

As vendas no atacado, feitas para as concessionárias, aumentaram 20,6% em relação ao mês anterior e 3% sobre março de 2014. Já as exportações registraram recuo de 32,3% em março, se comparado ao mês passado. Na comparação ao mesmo mês de 2014, houve uma retração de 80,6%.

Ainda em março, com base nos licenciamentos registrados, foram emplacadas 32,7% mais motocicletas do que em fevereiro. Em relação a março de 2014, houve alta de 11%.

O levantamento reuniu ainda dados do trimestre. Nos primeiros três meses do ano, foram fabricadas 12,6% a menos motocicletas do que o total registrado no mesmo período de 2014. As vendas no atacado caíram 6,9%, na comparação trimestral.

Na exportação, houve recuo de 76,1% de janeiro a março deste ano, ante o mesmo período do ano passado. Houve ainda queda de 10,5% nas motocicletas emplacadas, em relação a 2014.