A McLaren resolveu celebrar os 30 anos do primeiro campeonato de Fórmula 1 de Ayrton Senna, em 1988. A divisão de projetos especiais da marca britânica desenvolveu uma versão especial do P1 GTR, que foi batizada de Beco, pelo proprietário do carro. O nome faz alusão ao apelido de família de Senna.

O P1, por si só já é um automóvel raro, com apenas 375 unidades. Já a versão GTR conta com menos de 60 exemplares, e a edição Beco é única. Segundo a marca o projeto levou três anos para ser finalizado e pelo menos 800 horas para concluir o processo de pintura.

O exemplar recebeu as cores vermelho e branco, assim como os grafismos que representavam a patrocinadora Marlboro. O projeto era dar ao P1 o mesmo visual do monoposto MP4/4, o lendário carro de 1.200 cv, que Senna recorrentemente pilotava só com a mão esquerda para não atrasar os tempos de troca.

Além dos grafismos o P1 Beco ainda recebeu o número 12 estampado no capô e nas laterais do aerofólio, assim como um código de barras, que substituía a inscrição “Marlboro” nos GP’s em que o país da prova proibia publicidade de cigarros.

O P1 GTR não passou por modificações na parte mecânica. E nem precisava. Ele conta com um motor V8 biturbo 3.8 e um módulo elétrico que geram 1.000 cv. A transmissão é automatizada de dupla embreagem e sete marchas. Mas para reduzir o calor no cockpit, o carro recebeu reforço no isolamento térmico, que passou a contar com novas mantas com folhas de ouro 24 quilates.