A Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos) informou em nota destinada à imprensa que orientou todas as marcas associadas a ressarcirem os consumidores que adquiriram veículos reajustados de acordo com o aumento do IPI, estabelecido pelo governo no dia 15 de setembro e suspenso pelo STF em 20 de outubro.

Apenas três dos 27 fabricantes filiados a Abeiva já haviam divulgado tabelas de preços reajustadas: Kia, Audi e Porsche. A marca sul-coreana já voltou a adotar os valores anteriores à alta do IPI e confirmou que ressarcirá os consumidores. Quem pagou mais caro devido ao controvertido ajuste poderá receber a diferença em dinheiro a partir de segunda-feira, 24.

Dos 1.993 veículos Kia faturados com aumento, apenas 42 foram comercializados, entre os dias 17 e 20 de outubro, quando a tabela reajustada esteve em vigor. Porém, a empresa salienta que, nos casos de concessionários que comercializaram unidades faturadas sem sobretaxa por valores mais altos, a negociação deverá ser feita diretamente com a revendedora.

Audi e Porsche ainda não se manifestaram sobre o ressarcimento dos clientes que compraram carros mais caros devido à alta do IPI. As duas marcas germânicas vão esperar a publicação oficial da decisão do STF, e só depois emitirão informações.

Porém, a questão não acaba por aí. Outras marcas, que estavam praticando preços mais altos nas lojas ou lançaram veículos já com o reajuste no período em que o IPI mais alto esteve em vigor, querem medidas compensatórias por parte do poder público. Jörg Henning Dornbusch, presidente da BMW no Brasil, foi o primeiro a se manifestar. O executivo disse que a suspensão da alta tributária é positiva, mas tardia, e apontou responsabilidade governamental quanto aos ressarcimentos.

Fotos | Kia e Appa (Administração dos portos de Paranaguá e Antonina)/Divulgação

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