Em uma de suas declarações sobre o polêmico aumento do IPI em 30 pontos percentuais para automóveis importados, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou que as marcas que quisessem produzir no Brasil poderiam negociar com o governo. Pois bem, parece que o diálogo trará resultados. Ontem, Pimentel disse que, até o fim do ano, será adotada uma alíquota fiscal alternativa para as empresas que se comprometeram a construir fábricas por aqui.

As marcas beneficiadas com a decisão serão a JAC e a BMW, que já apresentaram planos formais de instalação de plantas no país ao governo. O ministro disse que já viu os projetos e que ambos poderão se enquadrar no IPI alternativo. Chery e Hyundai, apesar de terem anunciado fábricas no interior de São Paulo, ainda não iniciaram as negociações com o poder público. Vale lembrar que cada caso é analisado individualmente.

Pimentel fez questão de enfatizar que as taxas de importação elevadas continuam valendo para as marcas que não dispõem de unidades industriais em solo brasileiro, e que essa decisão não será alterada. O decreto que determinou o aumento do IPI tem validade até o dia 31 de dezembro de 2012.

OMC O ministro também comentou a decisão do Japão de recorrer à OMC (Organização Mundial do Comércio) para contestar a alta carga tributária para veículos importados no Brasil. Pimentel disse que o Brasil explicará a medida ao órgão e afirmou que não acredita no surgimento de retaliações.

Fonte | Automotive Business
Fotos | JAC Motors e BMW/Divulgação

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