Opção mais barata e econômica, Prisma 1.0 agrega equipamentos na versão Maxx, mas espaço interno é limitado e faltam recursos de segurança

Bruno Freitas/Motorgerais
Especial para o Autos Segredos

Quanto menos equipado e mais barato, melhor será o volume nas vendas. A “fórmula” faz referência ao mercado brasileiro, onde os 1.0 são a opção de entrada. Desde março do ano passado a Chevrolet oferece o Prisma, até então somente 1.4, com o motor de menor cilindrada. A versão Maxx, avaliada por Motorgerais, traz mais alguns itens de série que a básica Joy para quem não dispensa um mínimo de conforto, por R$ 30.243.

No estilo, o sedã derivado do Celta se mantém praticamente intacto desde outubro de 2006, quando foi lançado. Grade dianteira com inserto cromado, maçanetas das portas na cor do veículo, rodas de aço de 14 polegadas e brake-light sob o vidro traseiro identificam a versão. A traseira, com grandes lanternas, é inspirada no Vectra.

O painel feito em única peça e sem espaço para airbags assinala a simplicidade do interior, aceitável pelo acabamento de tecido nas portas e detalhes prateados nas saídas de ar, manopla do câmbio e instrumentação. No entanto, não há regulagem de altura para o banco do motorista e volante, deslocado para a esquerda por causa da roda, fatores que prejudicam a ergonomia. O espaço interno reduzido, agravado pela carroceria construída sobre a plataforma do primeiro Corsa nacional, de 1994, contradiz com a boa capacidade do porta-malas, de até 829 litros com o banco traseiro rebatido.

Ágil na cidade
Para se adequar ao controle de emissões de poluentes do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), a recalibragem na injeção eletrônica entregou alguns cavalos a mais no propulsor 1.0 VHCE, mas manteve o comportamento apropriado ao trânsito urbano. As três primeiras relações de marchas são mais curtas, fazendo o giro subir rapidamente a até 4.000 rpm. Para ir de zero a 100 km/h, são necessários 14,3 segundos, número que tende a piorar com o ar-condicionado (opcional) ligado e o porta-malas cheio. Freios ABS não são oferecidos nem como opcionais.

A estabilidade é um dos maiores pontos fracos. Não há comunicação correta entre rodas e o volante e a carroceria ameaça desgrudar as rodas traseiras nas curvas, restringindo qualquer intenção de condução esportiva.

Mesmo dentre limitações, a versão tem proposta honesta, oferecendo algo a mais que o veterano Classic e o suficiente para brigar com Fiat Siena, Ford Fiesta, Renault Logan e Volkswagen Voyage em suas versões de entrada.

FICHA TÉCNICA
Chevrolet Prisma 1.0 Maxx

MOTOR – Quatro cilindros em linha, oito válvulas, flexível em combustível (álcool ou etanol); potência de 77/78 cv a 6.400 rpm; torque de 9,5/9,7 kgfm a 5.200 rpm
TRANSMISSÃO – Manual, de cinco velocidades
DIREÇÃO – Assistência hidráulica
SUSPENSÃO – Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais e amortecedores hidráulicos; Traseira semi-independente por eixo de torção, com molas helicoidais progressivas do tipo barril, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora
FREIOS – A disco na dianteira e a tambor na traseira
RODAS/PNEUS – aro 14; 175/65
DIMENSÕES – 4,12 metros de comprimento; 1,64 m de largura; 1,46 m de altura; distância entre eixos de 2,44
PESO/PORTA-MALAS – 921 kg; capacidade para 439 litros de bagagem
CONSUMO – 9,2 km/l (etanol) e 13,7 km/l (gasolina) na cidade e 12,12 km/l (E) e 17,5 km/l (G) na estrada

EQUIPAMENTOS
Série – Ar quente, brake-light, chave com comandos de abertura e travamento das portas, direção hidráulica, desembaçador do vidro traseiro, retrovisores com ajuste manual, protetor de cárter, travamento automático das portas a 15 km/h e vidros verdes
Opcionais – Ar-condicionado, alarme, pintura metálica, vidros e travas elétricos

GOSTAMOS
– Desempenho
– Câmbio

NÃO GOSTAMOS
– Espaço interno
– Estabilidade

PREÇO: R$ 30.243

Fotos Bruno Freitas/Motorgerais