Após fabricar automóveis no Brasil e parar por duas vezes, a Mercedes-Benz voltou a cogitar a fabricação de carros no Brasil, e esta decisão será tomada nos próximos quatro meses, segundo Ronald Linsmayer, vice-presidente de operações da montadora para o Brasil.

O que a Mercedes-Benz quer é acompanhar a concorrência. A BMW está prestes a iniciar as obras de sua fábrica em Araquari (SC) e a Audi também está estudando se volta a fabricar no Brasil se valendo do apoio da Volkswagen. A Mercedes também poderá trabalhar em parceria.

“Temos de avaliar se faremos com um parceiro ou se é melhor produzirmos sozinhos”, explicou Linsmayer. A fabricante alemã poderia se valer da parceria entre a Daimler e a Aliança Renault Nissan para também produzir modelos no mesmo complexo industrial que a Nissan constrói em Resende (RJ), que deverá ser inaugurado no ano que vem.

Fala-se que o primeiro modelo que ela fabricará no Brasil será o sedã CLA, seguido por seu hatch, o novo Classe A.

As últimas experiências da Mercedes no Brasil não foram tão boas. Começou com o Classe A em 1999. Suas vendas até foram boas nos dois primeiros anos, com média anual de 15 mil unidades, mas a alta do dólar na virada do milênio e o preço elevado para a época (R$33 mil reais, na versão Classic, básica) fizeram suas vendas declinarem até a produção ser encerrada em 2005. Para se ter uma ideia, a fábrica tinha capacidade para produzir 70 mil carros por ano, e em sete anos produziu apenas 63.402 unidades do Classe A.

Já o Classe CLC foi montado no Brasil em regime de CKD, com todas as peças trazidas da Europa, entre 2008 e 2010. No início nem era comercializado no Brasil! Mas toda a logística necessária elevava seu preço final e ele foi um fracasso nas vendas. Após isso a fábrica de Juiz de fora foi totalmente revertida para a produção de caminhões.

Com informações do Automotive Business