Foto: Edu Guimarães/SMABC

Bruno Bocchini
Da Agência Brasil

Em assembleia realizada ontem (11) metalúrgicos da Ford, em São Bernardo do Campo (SP), decidiram iniciar uma série de paralisações em protesto contra a demissão de 364 trabalhadores da empresa. Nesta sexta-feira, os empregados cruzaram os braços no setor estamparia da fábrica, considerado estratégico por dificultar o restante da produção.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a montadora rompeu as negociações com o sindicato e anunciou as demissões, desrespeitando o acordo coletivo em vigor, negociado no final de 2015. Segundo a entidade, o acordo garantia estabilidade de emprego aos funcionários até janeiro de 2018.

“Nossa assembleia de hoje buscou uma alternativa com respeito e dignidade. Não dá para aceitar que companheiros com mais de 15, 20 anos de casa sejam tratados desta forma”, disse o vice-presidente do sindicato, Paulo Cayres.

Assembléia

A próxima assembleia dos trabalhadores está marcada para quarta-feira (16). Até lá, o sindicato orientou os trabalhadores que receberam os informes de demissão a não assinarem a rescisão do contrato de trabalho com a empresa.

Estabilidade

A Ford não confirmou o número de trabalhadores desligados e não se pronunciou sobre a garantia de estabilidade alegada pelo sindicato. A empresa disse, em nota, que nos dois últimos anos adotou uma série de medidas para administrar o excesso de empregados decorrente da redução do volume de produção na planta de SBC, como plano de demissão voluntária, suspensão temporária do contrato de trabalho (layoff) e férias coletivas.

“Entretanto, devido à necessidade de adequar os níveis de mão de obra às demandas de mercado, estamos fazendo o desligamento dos funcionários da planta de São Bernardo do Campo que estavam em layoff [com o contrato de trabalho suspenso]”.

  • Eduardo

    Uma hora as demissões iriam ocorrem. Esgotam-se as opções (férias / redução de jornada / layoff). Não adianta espernear, se o patrão não tem como empregar ele demite. É assim em qq setor, só na indústria automobilistica é que tem essas vantagens de ainda não ser demitido.

    • Paulo Thesis

      Sindicatos fortes, pura malandragem.

    • Airplane

      Quem mandou votar na ex-presidenta (PT) ?

  • Se o custo de um trabalhador não fosse tão alto…

    • Edson Fernandes

      Não é só isso, há que se considerar que a Ford trabalha com esse numero de funcionarios excedentes há um bom tempo.

      Aí tem tudo que se fazer para segurar essa pessoa na empresa. E o mais curioso: Essas pessoas não procuram outros lugares não? Parece que sempre é isso… a pessoa simplesmente não procura outro lugar mesmo com o risco das demissões.

  • yurieu

    Agradeçam ao Inovar Auto e pelos 3 carros que a Ford monta.

    • Airplane

      E também aos clePTocratas que quebraram o país e provocaram mais de 13 milhões de desempregados, vamos demorar mais de uma década para recuperarmos nossa economia !

  • Anderson SP®

    Economia ruim, funcionários além do necessário, o resultado não poderia ser outro, aliás metalúrgico não tem trabalho vitalício dentro da empresa, portanto como qualquer outro trabalhador de outro setor ele pode ser demitido, eu lamento aqueles que ficarão desempregados, mas é assim em todo lugar, ainda mais que muitos processos hoje em dia são robotizados que acabam dispensando boa parte da mão de obra humana.

    • Paulo Thesis

      Papo furado isso de dizer “as máquinas estão substituindo mão de obra humana”, elas aumentam a produtividade, nenhumfabricaé100% robotizada, mais produção = maior necessidade de mão de obra humana.

      • Anderson SP®

        Vários processos que antes eram feitos por pessoas, foram robotizados e você quer ignorar isso ? lógico que não existe fábrica 100% autônoma até porque sempre vai precisar de alguém para comandá-las, mas o número de pessoas em uma linha de montagem diminuiu bastante.

        Segundo a reportagem da 4R, 70% de um veículo é feito por máquinas.

        http://quatrorodas.abril.com.br/noticias/como-funciona-uma-linha-de-montagem-de-automoveis/

        • thewes

          E tende a aumentar. Máquina não recebe hora extra, não coloca na justiça, não enche o saco, não reclama do salário, não pede aumento…

          • Anderson SP®

            Exato, não se cansam e nem tem CLT.

  • Luiz Antônio Vieira Souza

    Quem dera o sindicato e PRINCIPALMENTE os funcionários da nossa empresa fossem assim lutadores pelos seus direitos. Mas é tudo ao contrário: sindicato vendido e um colaborador queimando o outro