São Caetano do Sul (SP) – Num dos comerciais do Chevrolet Cruze, a narração diz: “Por favor dê passagem, o mundo precisa seguir em frente”. A frase serve também para mostrar a cena atual do fabricante e indica uma nova era para a marca no Brasil, tá certo que demorou um pouco para a Chevrolet acordar e “seguir em frente”.  Mas, como diz o ditado, antes tarde do que nunca.

Recentemente tivemos o lançamento de Agile e Montana, modelos novos construídos em cima de uma base antiga e que apesar das boas vendas não caracterizam renovação. Por isso, o sedã global é o ponto de partida para uma renovação de toda a linha da GM no país e tem a missão de tentar recuperar o prestígio perdido pelo fabricante ao longo de vários anos de estagnação.

Para mostrar o cenário de renovação, a marca fez uma apresentação para alguns blogueiros na sexta-feira (14). Pena que ainda não foi desta vez que participamos de lançamento no mesmo dia que a “grande imprensa”. Mas isso não vem ao caso e vamos ao que interessa, que é o novo sedã da marca.

Partimos para um curto test drive de São Caetano do Sul em direção ao clube da GM, em São Bernardo do Campo. Para minha sorte, meu companheiro não compareceu e tive a oportunidade de andar no percurso de ida e volta ao volante do Cruze. Ao todo foram pouco mais de setenta quilômetros.

Neste pouco contato com o Cruze não dá avaliar um modelo, sendo possível fazer apenas pequenas observações. Como por exemplo, o motor que é bem áspero e percebido nitidamente dentro do habitáculo, mesmo com quatro passageiros conversando e o som ligado. Tirando o incômodo problema de insonirazação, o propulsor Ecotec tem fôlego para empurrar o Cruze. O câmbio automático é ponto positivo, pena que não deu para esticar a velocidade e ver melhor o seu funcionamento.

O acabamento e o desenho do painel também são pontos positivos e o duplo cockpit transmite charme ao modelo. O espaço interno é bom, mas, achei o banco do motorista um pouco desconfortável, veremos se má impressão muda quando o Cruze for disponibilizado para testes.

Outros deslizes para um modelo do porte do Cruze e que no Brasil atua no segmento de sedã de luxo são: a falta de alças pantográficas no porta-malas, que conta com os “pescoços de ganso”, e a vareta de sustentação do capô, que não condiz com o segmento.

No mais, parece que o sedã poderá fazer barulho no concorrido segmento. Em setembro, com pouco mais de quinze dias de venda, o Cruze teve 1.176 unidades emplacadas  e na primeira quinzena de outubro o sedã já conta com 867 unidades vendidas.

(*) Jornalista viajou a convite da General Motors do Brasil

Galeria

Fotos | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

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