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Por Gustavo Henrique Ruffo
Especial para o Autos Segredos

Diante de uma concorrência cada vez mais jovem, o Bravo precisava esconder a idade para se manter vivo. Não apenas isso: ele também tinha de criar um apelo de preço ou de benefício alto pelo seu custo. Os preços subiram. Todos eles. O Essence passou de R$ 58.349 para R$ 61.990. O Sporting, de R$ 63.931 para R$ 67.990. Por fim, o T-JET pulou de R$ 74.672 para R$ 78.490. O Bravo Absolute morreu, mas agora há o Blackmotion, a R$ 68.990. Pelo menos parte disso foi conseguido com uma ajudinha da Chrysler, como a adoção do sistema Uconnect, o mesmo presente em todos os veículos Chrysler, SRT, RAM, Dodge e Jeep. Até agora, só os Fiat Freemont e 500L usavam o equipamento.

fiat_bravo_sporting_2Com tela sensível ao toque de cinco polegadas, ele substitui o sistema Blue & Me com vantagens, inclusive de custo. A escala em que ele é utilizado pelos outros veículos do grupo é bem maior do que a que o Blue & Me poderia atingir.

Impedido de mudar substancialmente (sairia caro para um segmento em que a Fiat tradicionalmente não vai bem), o Bravo modelo 2016 limitou suas alterações aos para-choques, rodas e alguns outros detalhes. A dianteira traz o bigode em ômega invertido, igual ao que já apareceu no Linea. O desenho do para-choque traseiro faz parecer que ele incorpora um extrator de ar. Para personalizá-lo, a Mopar oferece uma série de acessórios, outra herança da Chrysler.

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Em aparência, dificilmente o Bravo atrairá mais a atenção do que o atual. Em preço, a Fiat perdeu a oportunidade de se destacar. Em dinâmica, contamos amanhã o que mudou.

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Fotos | Fiat/Divulgação