Com visual mais invocado e nova motorização, SW4 mantém reputação de veículo confiável em quaisquer situações

MalagrineMarcus Alves (*)
De Itupeva-SP

Assim como todas as outras montadoras, a Toyota repete o mantra de que “a crise existe, mas conseguimos sobreviver — e crescer”. No lançamento da nova geração de seu SUV médio, o SW4, a fabricante usou e abusou de números que representam um crescimento em termos de participação de mercado. Em janeiro deste ano, por exemplo, a japonesa comercializou 11.974 unidades de seus modelos, totalizando um market share de 8%. Além disso, a marca prega, por intermédio do executivo Miguel Fonseca, que “confia no mercado brasileiro” mesmo com o cenário pessimista que aponta para uma queda no número de vendas de automóveis com relação ao último ano. A Toyota ainda comentou sobre a supremacia do Corolla, da evolução do Etios, da Hilux e das láureas conquistadas relacionadas aos seus serviços de venda e pós-venda. OK, você deve estar se perguntando o porquê do jornalista ter comentado pouco sobre o utilitário, a vedete do momento. Eu também me pergunto o mesmo, já que o SW4, apesar de partir de módicos R$ 205 mil, é uma das grandes estrelas da montadora, líder no segmento, e chega às concessionárias neste mês em sua nova geração.

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MalagrineProduzido na fábrica da Toyota em Zárate, na província de Buenos Aires, na Argentina, o SW4 compartilha com a Hilux do novo motor 2.8 diesel de 177cv de potência e 45,9kgfm de torque — seis cavalos e 9,2kgfm a mais com relação ao antigo 3.0 turbodiesel. Além deste, o modelo também será oferecido com propulsor V6 4.0 de 238cv e 38,3kgfm de torque. Vale frisar que o motor a gasolina equipa o carro somente em sua configuração para sete lugares. Bicombustível? Só no segundo semestre. Já a transmissão é automática de seis velocidades, acompanhada por aletas para trocas de marcha.

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QUE VISU

Quanto ao visual, a missão dos designers da fabricante japonesa era o de distanciar o SUV de sua encarnação anterior e, principalmente, da Hilux. O derivado tem um desenho mais elegante, porém conta com alguns traços de esportividade que não caberiam no veículo de trabalho. Na frente, a grade aliada aos faróis ‘afilados’ de LED, em sinergia, impõem robustez e modernidade. A linha de cintura fluida e a traseira bem acabada complementam o belo desenho. Além disso, as rodas de liga leve aro 18’’ dão um quê a mais para que o novo SW4 seja mais ousado que seu antecessor. Pontos para a Toyota, que certamente ganhará clientes para seu utilitário médio e não afastará o seu fiel séquito.

Em seu interior, o SUV esbanja materiais de bom acabamento e um painel harmonioso, pensado e com equipamentos bem distribuídos. O ar-condicionado conta com saídas específicas para segunda e terceira fileiras, além de ajuste da intensidade. Todos os assentos são confortáveis e os passageiros conseguem desfrutar de certo espaço. Aliás, vale frisar que o modelo ficou 9cm mais longo que seu predecessor e 1,5cm mais largo. Contudo, talvez por primar por um visual mais ‘nervoso’, o derivado da Hilux ficou 1,5cm mais baixo. A distância entre-eixos foi encurtada em 0,5cm.

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GUIANDO

Testamos o SUV equipado com o motor 2.8 TDI. A Toyota fez com que os presentes percorressem dois trajetos distintos. O primeiro servia para testar o lado bruto do utilitário e o segundo era um trecho de estrada usual. Os pneus de perfil misto não comprometeram no circuito off-road preparado pela fabricante e a suspensão traseira (com o braço de controle inferior 20mm abaixo) também foi de grande ajuda para uma condução mais estável. Com tração nas quatro rodas e marcha reduzida, o modelo passou com certa tranquilidade pela estrada acidentada e por obstáculos como pêndulos, aclives, declives e um trecho coberto por água. Os sistemas de assistência em aclives e declives também funcionaram perfeitamente.

No asfalto a pegada também é interessante. Se é natural um motor diesel ser um tanto ruidoso no marasmo da cidade, na ‘estradona’ não incomoda em absoluto. O torque máximo em baixa é um deleite (45,9kgfm já a partir de 1600rpm) e o escalonamento da transmissão é clínico. O habitáculo, por sua vez, é silencioso e agradabilíssimo e a dirigibilidade é ótima. No modo ECO,  com uma condução mais suave, o utilitário fez 12km/l. Já no modo POWER, com pegada um pouco mais nervosa, o consumo caiu para 9,7km/l. Por fim, o SW4 ‘reclama’ um pouco dos ventos laterais, é bom destacar, mas não é nada que assuste durante uma viagem com a família. O que assusta mesmo é o preço. Disponível por enquanto apenas na versão SRX (cinco e sete lugares com motor 2.8 TDI e sete lugares com motor V6), o SW4 pode chegar aos R$ 225 mil. Tudo bem que é seguro, luxuoso, um excelente SUV médio. No entanto, só de olhar para as cifras dói um pouquinho.

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SEGURANÇA

O Novo Toyota SW4 conta com sete airbags, Isofix, ABS, EBD, BA, EBS, controle de tração ativo, controle de estabilidade, assistente de reboque, assistente de subida e assistente de descida. Além disso, também têm cintos de três pontos em todas as fileiras e apoios de cabeça para todos os passageiros.

CONFORTO

Sistema de ignição que abre mão da chave, sistema de abertura e fechamento elétrico do porta-malas, saída 220V para recarregar aparelhos eletrônicos e sistema de rebatimento dos bancos que exige menos força do usuário.

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ACESSÓRIOS

São 23 disponíveis para o cliente já no lançamento. Em breve, mais nove chegarão às concessionárias. Entre os produtos disponíveis estão gancho dianteiro, assento de segurança com Isofix, suporte para tablet e itens para personalização da aparência do veículo

PREÇO
  • SRX 2.8 TDI (7 LUGARES): R$ 225 mil
  • SRX 2.8 TDI (5 LUGARES): R$ 220 mil
  • SRX V6 (7 LUGARES): R$ 205 mil
 MalagrineFICHA TÉCNICA

Toyota SW4 

  • Motor: V6 4.0L de 238cv a 5.200rpm e 38,3kgfm de torque a 3.800rpm – 2.8 TDI de 177cv a 3.400rpm e 45,9kgfm de torque entre 1.600 e 2.400rpm
  • Transmissão: Automática de seis velocidades com controle eletrônico de transmissão
  • Direção: Hidráulica
  • Suspensão: Independente, braços duplos triangulares, molas helicoidais e barra estabilizadora, na dianteira, e 4-link e molas helicoidais, na traseira
  • Pneus: 265/60 R18
  • Volume do porta-malas: 536L
  • Entre-eixos: 2,74m
  • Comprimento: 4,79m
  • Largura: 1,85m
  • Altura: 1,83m
  • Capacidade de carga: 590kg (7 lugares); 620kg (5 lugares)
  • Tanque de combustível: 80L
  • Off-Road – Ângulo de ataque: 29 graus/ Ângulo de saída: 25 graus

(*) O jornalista viajou à convite da Toyota do Brasil.

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Fotos | Toyota/Divulgação