Nissan_New_March_1.0_SV--4Marlos Ney Vidal (*)
De Resende (RJ) 

Com a fabricação do New March, em Resende (RJ), a Nissan quer reescrever a história do compacto no Brasil. Para isso, a marca lança no mercado nacional o modelo que ganhou nova frente e melhorias no interior com preços competitivos que vai de R$ 32.990 para versão de entrada 1.0 Conforto, e, R$ 42.990 para a versão topo de linha 1.6 SL. Quando foi lançado no mercado nacional no fim de 2011, o modelo chegou a vender uma média mensal de 2.700 unidades em 2012. Porém, por conta da mudança na cota de importações para modelos vindos do México, a média mensal caiu para 2.000 unidades e nos primeiros meses de 2014 os emplacamentos caíram para 1.300 unidades mensais.

Nissan_New_March_1.0_SV--2Para o New March reestilizado a marca estima que em junho, seu primeiro mês cheio o modelo venda duas mil unidades, e, nos meses seguintes fiquem em torno de três mil carros mensais. Destes números 70% serão do March nacional e 30% serão do modelo mexicano que permanecerá com os mesmos preços e versões atuais. Pode parecer pouco, mas, a linha March deverá ser a responsável por quase 35% das vendas da Nissan no Brasil. Além do mais, a meta é que com a fábrica de Resende que no segundo semestre também fabricará o Versa reestilizado, a Nissan chegue a 5% de participação no mercado nacional até 2016.

O New March 2015 chega com seis versões de acabamento e duas opções de motor. As versões com motorização 1.0 são a Conforto, S e SV, já as equipadas com motor 1.6 são a S, SV e SL. A marca estima que o mix de vendas será de 50% para cada motorização e assim as versões Conforto teriam 10% e as S e SV 1.0 teriam 20% cada uma. Para o modelo 1.6 a S também ficará com 10% das vendas e as demais SV e SL teriam 20% cada.

 

Nissan_New_March_S-7154Tirando a ausência de vidros e travas elétricas da versão de entrada, o modelo chega completo com ar e direção elétrica, além dos obrigatórios airbag duplo e freios com sistema ABS. Na ponta do lápis o cliente interessado no New March, deve pular para a versão seguinte S que é R$ 1.500 mais cara. Entretanto, acrescenta ao hatch vidros elétricos nas quatro portas, travas elétricas, retrovisores externos com ajuste elétrico, chave de telecomando, entre outros itens de acabamento e conforto.

Veja abaixo os principais conteúdos de série e preço de todas as versões do hatch japonês:

New March 1.0 Conforto – R$ 32.990
Além dos obrigatórios freios ABS e airbag duplo frontal, a versão de entrada tem ar-condicionado, direção elétrica, computador de bordo, desembaçador do vidro traseiro com temporizador, banco do motorista com regulagem de altura, rodas de aço aro 14.

New March 1.0 S – R$ 34.490
Adiciona retrovisores elétricos, travas e vidros elétricos nas quatro portas.

New March 1.0 SV – R$ 36.990
Inclui a mais aerofólio com brake light e lâmpada de LED, rádio com CD Player, entrada auxiliar para MP3/iPOD, conector USB e Bluetooth, volante multifuncional, farol de neblina e rodas de liga leve aro 15.

New March 1.6 S – R$ 37.490
Conta com os mesmos itens da versão 1.0 S, mas, acrescenta o motor 1.6.

New March 1.6 SV – R$ 39.990
Tem todos os equipamentos do 1.0 SV e o motor 1.6.

New March 1.6 SL – R$ 42.990
A topo de linha conta com todos os equipamentos da SV e acrescenta ar-condicionado digital, central multimídia com tela touchscreen de 5.8 polegadas e GPS integrado, câmera de ré, rodas de liga-leve aro 16, faróis dianteiros e traseiros com máscara negra.

Nissan_New_March_1.6_SLAlém dos preços competitivos, a marca também oferece garantia total de três anos e o hatch está com o pacote de revisão fechado. Nas duas primeiras revisões os clientes não pagam a mão de obra. O custo total das revisões até 60 mil quilômetros é de R$ 1.754 para o carro com motor 1.0, e, R$ 1.784 para a versão com o motor 1.6.

E não há distinção entre consumidores das diferentes regiões do Brasil. Os preços das revisões obrigatórias são fixos e válidos em todo o território nacional, a fim de que, o proprietário do Nissan New March saiba desde a hora da compra quanto gastará nas revisões periódicas (a cada 10.000 km ou 12 meses, o que ocorrer primeiro).

Se o antigo March era um modelo apagado, que não despertava muito interesse, o mesmo não se pode dizer do hatch reestilizado. Apesar das mudanças se concentrarem na dianteira foram positivas, pois, a nova frente deu um ar mais agressivo ao hatch e faz parecer que ele está maior. E o pequeno japonês cresceu mesmo, foram 4,7cm no comprimento que o deixam com 3,87m e 1,68m de largura que ganhou 1 cm em relação ao anterior, já a altura se manteve com 1,53m.

Nissan_New_March_1.0_SV-544O New March segue a nova assinatura de design da marca e conta com uma grande entrada de ar inferior e grade cromada em forma de “V”. Os faróis redondos e sem graça do primeiro modelo ganharam novo desenho cujo formato da parte inferior remete a de outros modelos da marca. Laterais e traseira não tiveram alterações em relação ao antigo March.

Internamente, o March basicamente ganhou novo volante e console central que teve as saídas de ar redesenhadas, assim como, os comandos de ventilação. Na versão topo de linha o ar é digital, o console tem acabamento em piano black e o volante conta com os comandos de som.

Primeira volta

Para as primeiras impressões a marca disponibilizou todas as versões para a avaliação e dois trajetos, um mais curto com 18 quilômetros e outro mais longo com 43 quilômetros ambos tinha como via principal a Dutra. Optei com meu parceiro de teste para fazermos o percurso mais curto com a versão de entrada. Apesar das poucas mudanças citadas acima, ao entrar no compacto percebe-se que elas deixaram o visual interno mais agradável aos olhos. No primeiro trajeto optamos por rodar sem o ar ligado e ao abrir o vidro manual, notei o primeiro deslize ergonômico. Se tiver uma garrafa no suporte é melhor tirá-la, pois, sua mão ficará travada e com alguns esfolados. De resto o posicionamento dos comandos de ar e o rádio estão bem posicionados.

Nissan_New_March_1.6_SL--7Curiosamente, o motor 1.0 16v de origem Renault é o mesmo do antigo March e não o renovado, já usado pelos Renault Clio e Novo Logan. Confesso que não entendi o porquê de não usarem a versão mais moderna. Mesmo assim, o 1.0 tem classificação “A” no Programa de Etiquetagem Brasileiro do Inmetro.

Assim como todo motor 1.0, para que o propulsor tenha um melhor desempenho são necessárias mais trocas de marchas, e, explorar mais os giros do motor. Os engates são melhores que nos modelos Renault e o irritante barulho do trambulador presente nos irmãos franceses não aparece no japonês. Mesmo com o motor trabalhando alto, o consumo instantâneo marcava 8 km/l, o que não é ruim. O isolamento acústico melhorou em relação ao antigo, mas, os ruídos do motor 1.0 ainda invadem a cabine. Nesse caso, o isolamento ficou melhor para o motor 1.6 de origem Nissan.

Com a produção nacional a marca fez algumas adaptações para o modelo com a recalibração da suspensão que ganhou os amortecedores do Versa, com curso 7 mm maior na dianteira e 9 mm maior na traseira.

A direção elétrica continua direta e leve em manobras, e sua nova calibração fez dela mais pesada em alta velocidade, transmitindo muito mais segurança ao motorista nestas condições.

No percurso andamos na versão topo de linha SL e há um bom casamento do motor 1.6 com o câmbio que tem engates curtos e precisos, exceto em redução de 3° para 2° –, de resto ele tem funcionamento correto. Uma particularidade mantida, é que a 1° marcha do câmbio do 1.6 produz o mesmo barulho de engrenagem comum entre as marchas ré. Nas outras não há ruído. Agora nos resta esperar a chegada do modelo para avaliação.
Nissan_New_March_1.0_SV-335

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Fotos | Marcos Camargo/Nissan/Divulgação

(*) O jornalista viajou a convite da Nissan do Brasil.