Compass Flex não decepciona em desempenho, mas, consumo deixa a desejar

jeep_compass_sport_007

Marlos Ney Vidal
Do Guarujá (SP)

Depois da versão diesel, a Jeep lança o Compass 2.0 Tigershark Flex que será vendido nas versões Sport, Longitude e Limited. As vendas das versões diesel e flex começam no dia 5 de novembro. Assim, como a opção diesel, o Compass flex chega com boas credenciais para dar uma sacudida num segmento carente de novidades. Os alvos diretos escolhidos pela marca são os Mitsubishi ASX, Kia Sportage e Hyundai ix35. Mas, é claro que outros concorrentes estão na mira, inclusive de outras categorias como a de sedãs médios.

jeep_compass_sport_005Na primeira volta com o Compass 2.0 Diesel, o SUV mostrou que tem bala na agulha para incomodar a concorrência, nisso ficou a dúvida, será que o 2.0 flex manteria a boa impressão causada pelo irmão? Parcialmente sim, neste breve contato com o Compass Flex, nota-se que o SUV tem um bom casamento entre motor e câmbio.

jeep_compass_longitude_flex_019Pesando cerca de 100 quilos a mais que o irmão Renegade, o Compass 2.0 Tigershark tem disposição e arranca fácil sem que o motor trabalhe no limite como no Renegade 1.8 E.torQ. Ao contrário do irmão, carente em desempenho em sua versão flex, o Compass tem boa arrancada e retomada. Em ultrapassagens, o câmbio tem reduções rápidas e o motor responde de imediato. Aliás, desempenho do SUV está na média dos concorrentes. Entretanto, nem tudo são flores e o consumo deixa a desejar. Oficialmente, o Compass flex tem média de 5,5 km/l rodando na cidade e 7,2 km/l na estrada quando abastecido com etanol. Já com gasolina, o consumo passa 8,1 km/l em ciclo urbano e 10,5 km/l no rodoviário.

O motor 2.0 Tigershark rende potência de 159cv e torque de 19,9kgfm quando abastecido com gasolina e 166cv de potência e torque de 20,5kgfm com etanol no tanque. O propulsor fabricando no México é usado por outros modelos do Grupo FCA no mercado americano. Porém, para equipar o Compass e rodar com 100% de etanol, o conjunto passou por 20 mudanças. As alterações incluem novos componentes e materiais, aumento da taxa de compressão que passou de 10,2:1 para 11,8:1. Outras alterações são o duplo variador de fase independente e o sistema de acionamento dos comandos de válvulas com corrente de dente invertido para minimizar o ruído. O câmbio é o mesmo AT6 Aisin usado pelo Renegade e a Fiat Toro. Já a tração do modelo flex é sempre 4×2.

jeep_compass_longitude_flex_017O Compass Flex chega a ser até mais silencioso que a versão diesel. Neste primeiro contato, mesmo quando se exigia mais do motor em ultrapassagens, o ronco do motor foi agradável. Bem diferente de alguns concorrentes como o Honda CR-V e Toyota RAV4 que quando exigidos passam a sensação de que o motor está estrangulado.

O bom isolamento acústico também contribui para o conforto a bordo. As portas do SUV têm guarnição tripla que além de evitar poeira e água evita aquele rugido de evento entrada no veículo em altas velocidades.

[photomosaic]

Desde a versão de entrada Sport Flex os conjuntos óticos dianteiros e traseiros com assinaturas de LEDs desde a versão Sport. A iluminação frontal é completada por luzes diurnas e faróis de neblina, itens presentes em todas as configurações do novo Jeep, e por projetores do tipo canhão, que podem ser de xenon (Trailhawk e Limited).

O interior conta com materiais e acabamento com o revestimento suave ao toque na cobertura do painel, representando a textura da pele. Há ainda detalhes com acabamento cinza escuro ou “piano black”, de acordo com a versão. Andamos na versão Sport, que tem bom acabamento e boa construção com peças bem encaixadas. Porém, mesmo que o preço pedido seja atraente, a Jeep poderia ter investido num sistema multimídia de maior tamanho. A tela de cinco polegadas não tem boa visualização. Se o cliente quiser uma tela maior, terá que optar pela versão Longitude. Já que na versão Sport o item não é ofertado nem como opcional.

jeep_compass_sport_031De série todo Jeep Compass  em com o sistema multimídia Uconnect com tela de toque, navegador GPS embutido, câmera de ré e conexões Bluetooth e USB, sendo que já a partir da versão Longitude, o monitor é colorido de 8,4 polegadas, com funções extras como controle do ar-condicionado e comandos de voz ainda mais avançados. Opcionalmente, o Compass pode ser equipado com som da marca Beats, de 506 Watts de potência, 9 alto-falantes e subwoofer.

O pacote de série de segurança inclui, entre outros itens, controle eletrônico de estabilidade (ESC), sistema anticapotamento (ERM), sistema de monitoramento de pressão de pneus (TPMS), controle de velocidade de cruzeiro, controle de partida em subida, assistente de partida em rampa (HSA), freios a disco nas quatro rodas com ABS, três pontos de fixação de cadeiras infantis Isofix, repetidores de direção nos retrovisores externos, faróis de neblina com função cornering (acende do lado que se esterça em manobras ou em baixas velocidades) e direção de torque dinâmico (DST), que induz o condutor a virar o volante corretamente em uma situação de perda de aderência.

Já os equipamentos opcionais para as versões Sport e Longitude (de série para Limited e Trailhawk) há mais dois airbags laterais, dois de cortina e um para os joelhos do motorista, totalizando sete bolsas quando somadas às duas frontais obrigatórias. O modelo também pode ser equipado com controle de adaptativo de velocidade (ACC), monitoramento de mudança de faixa (LDW), farol alto automático (AHB) e aviso e prevenção de colisão frontal (FCWP), que engloba frenagem automática. Outro item é o sistema de estacionamento automático, o Park Assist, que opera em vagas paralelas e perpendiculares.

Confira os preços do Compass 2017:

  • Jeep Compass Sport flex – R$ 99.990
  • Jeep Compass Longitude flex – R$ 106.990
  • Jeep Compass Limited flex – R$ 124.990
  • Jeep Compass Longitude diesel – R$ R$ 132.990
  • Jeep Compass Trailhawk diesel – R$ 149.990

(*) O jornalista viajou a convite da Jeep do Brasil.

Fotos | Jeep/Divulgação