2D8A7466Seguindo a mudança sofrida pelo Honda Fit em maio,  o Honda City também ganhou uma nova geração. Como japoneses optam por evoluir o que têm em mãos e não mudar radicalmente sempre, pode até parecer que foi uma reestilização.

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Não é bem assim. Em termos estruturais, sua carroceria está 24% mais rígida ao mesmo tempo que ficou maior. A distância entre-eixos foi ampliada em 5cm, totalizando 2.60m, e o comprimento total é 5,5cm maior, chegando aos 4.45m. O porta-malas teve seu acesso ampliado e a capacidade aumentada em 20L, para 536 litros. Isso, incluindo o espaço dentro do local do estepe, que agora é do tipo temporário, bem menor. E na tentativa de corrigir as batidas secas da suspensão e sua dureza, também modificaram toda a angulação dos amortecedores e instalaram coxins hidráulicos.

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O design também guarda relações com o Fit, e também com o Civic. A grade praticamente forma um “U”, na tentativa de disfarçar a altura da dianteira. As novas lanternas que invadem a tampa do porta-malas parecem ter aparecido com a mesma intenção.

Lá dentro, chama atenção o painel por destacar tudo para o motorista, como se o rádio e o ar-condicionado estivessem mais próximos. Pior é que este rádio com tela colorida de 5”, que exibe imagens da câmera de ré, não responde aos toques nem exibe navegador. Mas o ar-condicionado digital possui comandos sensíveis ao toque, como o Ford Fusion. Tudo parece muito bonito até o dia que você tiver a oportunidade de ver o painel das versões DX e EX, sem o black piano, com ar-condicionado manual e aparelho de som mais simples, só com Bluetooth , CD e USB, e com instrumentos simples com iluminação laranja.

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Em termos mecânicos, fica o motor 1.5 16v i-VTEC, mas se vai o tanquinho para a introdução da tecnologia FlexOne, que aquece os injetores em manhãs frias. Ele gera 116cv de potência a 6.000rpm e 15,3 kgf.m de torque a 4.800rpm, quando abastecido com etanol. A versão de entrada DX é a única que mantém o câmbio manual de cinco marchas, agora com primeira e quinta marcha reduzida e ampliada em 5%, respectivamente.
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Quem carrega a principal novidade são as três demais versões, posicionadas após um abismo de R$ 9 mil. Se trata do câmbio CVT, que substitui o antigo automático de cinco marchas como houve com o Fit. A diferença para o Fit é que este emula sete marchas e ainda possui paddle shift (aletas no volante) nas versões EX e EXL, mais caras. O sistema mantém o conversor de torque tradicional dos câmbios automáticos para dar mais elasticidade ao motorzinho.

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O Honda City 2015 chega às lojas antes de setembro acabar e está disponível nas cores Marrom Júpiter Metálico, Cinza Barium Metálico, Cinza Iridium Metálico, Prata Global Metálico, Branco Taffetá e Preto Cristal Perolizado. A gama de versões e seus equipamentos são os seguintes:

City DX MT – R$ 53.900

Rodas de aço aro 15” com calotas, câmbio manual de cinco velocidades, retrovisores, travas das portas e vidros elétricos, rádio CD/MP3 player e Bluetooth para chamadas, direção elétrica, ar-condicionado manual, painel de instrumentos simples com iluminação na cor âmbar e os obrigatórios airbags frontais.

City LX CVT – R$ 62.900

Câmbio CVT, grade dianteira e friso traseiro cromados, rodas de liga leve aro 16” diamantadas, retrovisores, travas das portas e vidros elétricos, rádio CD/MP3 player,  direção elétrica, ar-condicionado manual, painel de instrumentos na cor âmbar e banco traseiro bipartido com descanso de braço central.

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 City EX CVT – R$ 66.700

Faróis de neblina, retrovisores externos com luzes indicadoras de direção, rodas de liga leve aro 16” diamantadas, retrovisores, travas das portas e vidros elétricos, câmbio CVT com paddle shift, ar-condicionado digital com comando touchscreen, rádio com tela de 5” e 8 alto-falantes e Bluetooth com comandos no volante e visão da câmera de ré, piloto automático e chave tipo canivete.

City EXL CVT – R$ 69.000

EX + bancos e volante de couro, apoio de braço dianteiro central e airbags frontais e laterais dianteiros.

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Fotos | Caio Matos/Honda/Divulgação