Hatch chega com preço sugerido de R$ 38.990 e sedã sai por R$ 42.990

Chevrolet_prisma_joy_2017-(10)Marlos Ney Vidal (*)
De Indaiatuba (SP)

A Chevrolet lança mão de uma tática antiga e muito usada pela concorrência ao lançar a versão Joy para Onix e Prisma. Renovados mecanicamente e com mudanças no interior, a dupla aposta no visual antigo para reforçar a linha reestilizada de seus compactos. O Onix chega com preço sugerido de R$ 38.990 e o Prisma sai por R$ 42.990.

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Painel mantém mesmo desenho e quadro de instrumentos ganha iluminação laranja

Segundo a Chevrolet, pesquisas indicam que o design do Onix/Prisma ainda é atual e, por isso, posicionou ambos os modelos como carros de entrada da linha. Segundo o executivo Marcos Munhoz, a marca precisava de um modelo com preço mais em conta, e a versão Joy se encaixa nesse perfil. No caso do Prisma, a opção Joy será a única da linha como motor 1.0, enquanto que o Onix ainda terá a opção LT de visual renovado.

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Comandos dos vidros elétricos dianteiros do Onix estão instalados no console central

A dupla Joy chega como modelo 2017 e vem equipadas de série com ar-condicionado, direção elétrica, vidro elétrico dianteiro e sistema OnStar gratuito no primeiro ano. Para os clientes que quiserem um modelo com mais equipamentos a marca disponibilizará como acessórios sistema multimídia, alarme e travas elétricas, alto-falantes e adesivos de coluna por R$ 4.190. Rodas de alumínio de 14 polegadas também poderão ser instaladas nas revendas.

O Onix Joy é produzido em São Caetano do Sul (SP) e o Prisma Joy é fabricado em Gravataí (RS) juntamente com a linha reestilizada de Onix e Prisma.

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ACABAMENTO

A estrutura do painel da linha 2016 foi mantida, porém, os plásticos lisos foram substituídos por um material poroso de aspecto bem ruim. A parte superior do painel é construída em plástico preto. Já o porta-luvas e a moldura do habitáculo do rádio tem coloração cinza. O acabamento das unidades avaliadas tinha algumas rebarbas visíveis e algumas peças com problemas de encaixe. O quadro de instrumentos continua com os mostradores digitais, mas, agora a iluminação azul foi trocada por uma laranja.

Os bancos se mantém confortáveis e ganharam apenas novos revestimentos. Não há alças de apoio para nenhum dos ocupantes.

Chevrolet_onix_joy_2017-(3)No Onix a marca resolveu o problema de ergonomia dos puxadores mal posicionados com troca das forrações de porta, porém, deslocou os comandos dos vidros elétricos dianteiros para o console central, solução muito usada para redução de custos.

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Já as forrações de portas do Prisma Joy não foram trocadas e continuam com os puxadores mal localizados. Segundo um executivo as pesquisas indicavam que somente os clientes de Onix é que reclamavam da ergonomia dos puxadores. Já em relação aos do Prisma não tinham tanta reclamação. Ainda segundo o executivo, a maior parte os clientes do Prisma Joy serão frotistas.

MUDANÇAS

Para deixar os modelos mais econômicos, a marca fez diversas mudanças não visíveis aos olhos. Para melhorar a aerodinâmica Onix e Prisma Joy tiveram a suspensão baixada em 10mm. Os para-choques dianteiros e traseiros ganharam defletores, além disto foi instalada uma placa por baixo do motor para reduzir o arrasto aerodinâmico. Ainda fazem parte do pacote de eficiência energética a adoção de pneus de baixa rolagem.

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A dupla também novos aços na construção da carroceria para ficarem mais leves. Com as modificações o Onix ficou 31 quilos mais leve e o Prisma 25 quilos.

Completando as mudanças Onix e Prisma passam a contar com a direção elétrica no lugar da hidráulica, novo câmbio de seis marchas e motor revisto. O propulsor 1.0 1.0 SPE/4 ECO ganhou novo conjunto de biela-pistão/anéis 5% mais leves. Além disto, o motor passa a usar óleo de baixa viscosidade. Com etanol o motor rende 1.0 de 80 cv de potência e torque de 9,8 kgfm. As mudanças deixaram o Onix até 14% mais econômico e o Prisma 16%.

Chevrolet_onix_joy_2017_(16)Com todas essas alterações Onix e Prisma Joy tiveram nota A no Inmetro e selo verde no Conpet. O hatch quando abastecido com gasolina teve médias de 12,9 km/l rodando na cidade e 15,3 km/l na estrada. Com etanol no tanque o consumo ficou em 9,1 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada. Já o sedã rodando com gasolina no tanque teve média de 12,9 km/l na cidade e 15,6 km/l na estrada, com etanol a média na cidade ficou em 9 km/l e 11,1 km/l na estrada.

ANDANDO

Neste primeiro contato com os modelos, nossa reportagem deu algumas voltas na pista de testes do fabricante sempre com três ocupantes no carro. A suspensão se mostrou bem calibrada transmitindo pouco as imperfeições do solo. Ponto positivo para o isolamento acústico, mesmo trabalhando em altas rotações os ruídos do motor não invadiam o habitáculo.

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O câmbio de seis marchas tem bons engates e as relações de marcha estão em conformidade com a proposta de economia do motor. Em linha reta tanto o Onix quanto o Prisma tiveram desempenho satisfatório, mas, nas subidas da pista com três ocupantes o desempenho não é bom, principalmente nas retomadas. O motor também se mostrou fraco em manobras de ré em aclive não tão acentuados.

(*) O jornalista viajou à convite da Chevrolet do Brasil.

Fotos | Chevrolet/Divulgação