Depois de muitas especulações e informações não-oficiais, a Amarok finalmente recebeu câmbio automático. O equipamento está associado apenas à versão top de linha Highline, pelo preço de R$ 135.990, como antecipamos.  A transmissão chega dois anos depois do lançamento da picape, que no Brasil ocorreu em 2010. As vendas começam no início de abril.

Talvez para compensar o atraso, a Volkswagen aplicou à Amarok o câmbio mais sofisticado da categoria, com oito velocidades, função Sport e opção de trocas sequenciais. O sistema tem origem Audi e equipa o luxuoso sedã A8. A primeira marcha é bem curta e funciona praticamente como reduzida, enquanto a oitava é longa e configura-se como overdrive, baixando o consumo de combustível. Segundo o fabricante, a versão automática é mais econômica que as irmãs com câmbio manual.

Para acompanhar a nova transmissão, o também avançado motor 2.0 biturbo TDI passou por melhorias. Graças a ajustes no software nos turbocompressores, a potência aumentou de 163 cv para 180 cv a 4.000 rpm.  O torque acompanhou o crescimento, atingindo 42,8 kgfm a 1.750 rpm, mas apenas na versão automática. As unidades equipadas com câmbio manual continuam entregando 40,8 kgfm à mesma rotação. Na configuração equipada com apenas um turbo, o propulsor não sofreu alterações e continua rendendo 122 cv a 3.750 rpm e 34,7 kgfm a 1.750 rpm.

Além de ganhos em performance, as novidades mecânicas proporcionam também redução de emissões de poluentes. Agora, a picape está apta a cumprir as normas da fase L6 do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) para veículos a diesel. Para adequar o propulsor à legislação, o propulsor foi dotado ainda de um filtro de partículas. Porém, as unidades da Amarok produzidas a partir de agora deverão ser abastecidas somente com o diesel S-50, que é mais limpo e começou a ser distribuído em janeiro. O novo combustível tem 50 partes por milhão (ppm) de enxofre, 10 vezes menos que o anterior.

Por fim, a Volkswagen reposicionou a caminhonete no mercado, com a criação de novas versões e implementação de mais itens de série. A configuração básica agora é denominada S e está disponível com cabine simples ou dupla  e tração 4×2 e 4×4, mas apenas com o motor de 122 cv. A intermediária SE, anteriormente com venda restrita a frotistas, agora é disponibilizada para compradores individuais. A maior novidade, contudo, é a adoção do motor biturbo, sempre acoplado ao câmbio manual e à tração 4×4. O para-choque dianteiro na cor da carroceria também foi incorporado ao pacote.

Todas as versões da Amarok trazem de série airbags frontais, freios ABS com função off-road e bloqueio eletrônico do diferencial, chamado de ELD.  Entretanto, o controle eletrônico de estabilidade, assim como controle automático de descida e o assistente para partida em subida são opcionais tanto na Trendline quanto na Highline.

Fotos | Volkswagen/Divulgação

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