Normalmente, quando um carro de testes é entregue ao Autos Segredos, nossas primeiras impressões se voltam para o comportamento em ciclo urbano. É que às vezes demora um pouco para arranjarmos tempo de pegar a estrada com os veículos e vamos usando-os em nossos deslocamentos diários. Com o Voyage não foi diferente: o sedã foi utilizado dentro da cidade durante a maior parte do tempo, com bons resultados (nas fotos, uma das poucas esticadas do sedã por rodovias).

O modelo da Volkswagen é esperto em meio ao trânsito, graças ao câmbio de relações curtas e ao motor que entrega torque máximo em baixas rotações (são 15,6/15,4 mkgf a  2.500 rpm). As dimensões externas são contidas para um sedã: com 4,215 metros de comprimento e 2,465 de distância entre-eixos, o Voyage não aderiu à tendência dos sedãs esticados, o que compromete o espaço interno (assunto que será aprofundado em breve), mas facilita a vida do motorista na hora de encontrar uma vaga nas lotadas ruas brasileiras.

Por falar em manobras, um aspecto positivo da versão Comfortline é o gráfico de aproximação de obstáculos traseiros, localizado no display do aparelho de som, que funciona em conjunto com os sensores de estacionamento. Embora não ofereça a precisão de uma câmera de ré, o recurso é bastante útil. Logo acima dele, um dos pontos negativos do interior do sedã: os comandos de acionamento dos vidros elétricos traseiros, localizados no painel. Seria mais prático se estivessem agrupados com os dianteiros, na porta do motorista.

O tal gráfico de ré é uma das novidades da linha 2013. Além dele, contudo, não houve adição de muitos equipamentos: o sedã ganhou rodas aro 16″ e acionamento automático do pisca-alerta em freadas bruscas, depois da imobilização total, para proporcionar mais segurança.

Continue acompanhando nossas impressões sobre o Volkswagen Voyage. Ao final, como sempre, publicaremos a avaliação completa.

Fotos | Alexandre Soares/Autos Segredos