Os hatches compactos são carros urbanos por natureza. O Toyota  Etios não é exceção à regra: o modelo encara o tráfego pesado com muita disposição e agrada na utilização diária dentro das grandes metrópoles.

Os méritos do modelo vão, principalmente, para o conjunto mecânico. O motor 1.3 16V não tem comandos de válvulas variáveis, mas os11,9/12,8 mkgf de torque (com gasolina e etanol, na ordem) são bem distribuídos e se fazem sentir desde as baixas rotações. O câmbio também faz sua parte, entregando bom escalonamento e engates precisos.

Em meio ao asfalto mal conservado de grande parte das ruas e avenidas de Belo Horizonte, a suspensão demonstra bom acerto e mantem os solavancos fora do habitáculo. Além do mais, até o momento o Etios demonstrou ter altura do solo compatível com as condições do piso brasileiro: até o momento, quebra-molas, valetas e outros obstáculos foram transpostos sem raspões contra o solo.

A direção, com assistência elétrica, é muito leve e chegou a impressionar um colega de trabalho que manobrou o veículo. Agrada ainda o reduzido diâmetro de giro, que permite ao Etios dar meia-volta em espaços exíguos.

Quais seriam, então, os pecados no Etios na utilização urbana? O que mais desagrada no modelo é o despojamento do habitáculo, algo que é notado não apenas quando se roda pela cidade, mas em qualquer tipo de utilização. Tal assunto, porém, será abordado em um próximo post, de modo mais detalhado. Acompanhe a avaliação!

Fotos | Alexandre Soares/Autos Segredos