Quando a Volkswagen reestilizou a família Fox, deu atenção especial ao interior, que anteriormente era considerado simplório demais. As mudanças, aplicadas a partir da linha 2010, trouxeram quadro de instrumentos mais legível, peças redesenhadas e novos materiais. A aventureira Space Cross, lançada em 2011, já veio ao mundo com as mudanças. O resultado agrada de modo geral, mas não passa sem uma ressalva.

O painel exibe plásticos de diferentes texturas, que apesar de rígidos, são agradáveis ao toque e têm encaixes bem cuidados, sem folgas ou rebarbas aparentes. As forrações das portas têm uma pequena faixa de couro e plásticos igualmente agradáveis, que aparentam ter boa resistência a riscos. O aspecto geral é de aprovação: os materiais não impressionam, mas convencem.

O habitáculo honesto, contudo, acaba contrastando com o porta-malas, que parece ter sido esquecido pela Volkswagen. A começar pelas laterais forradas em plástico, quando o ideal para um veículo com proposta utilitária seria carpete, que não fica marcado com a movimentação de malas e outros objetos. Para piorar, a tampa traseira não tem revestimento algum, com lataria exposta e ainda mais vulnerável a cicatrizes causadas pela carga.  A parte posterior do encosto do banco traseiro também exibe chapa sem proteção.

A impressão geral é de que o porta malas depõe contra a perua, que no mais apresenta acabamento condizente com a proposta. Até a montagem da carroceria demonstra boa qualidade, com vãos uniformes e peças plásticas, como as molduras nos para-lamas, bem encaixadas. Tomara que a Volkswagen capriche mais no bagageiro, medida que demandaria pouco investimento e tornaria a Space Cross mais coerente em termos de proposta e preço.

Fotos | Alexandre Soares e Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

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