Para um carro, é impossível agradar a todas as pessoas. Em termos estéticos, contudo, é difícil encontrar alguém que desgoste do 308. O design bem resolvido não está presente apenas por fora: no interior, o hatch de origem francesa também mostra linhas harmoniosas. Contudo, indo um pouco além do que os olhos podem enxergar, será que o acabamento está à altura do visual? No geral, o modelo se dá bem, mas não passa sem alguns escorregões.

A primeira coisa que salta à vista é o painel, confeccionado em material emborrachado, macio ao toque. Há apliques cromados em volta dos difusores de ar e dos instrumentos, todos muito bem arrematados. O primeiro deslize é percebido quando se passa a mão sobre a porção central, onde ficam o sistema de som e os comandos do ar condicionado. Ali, as peças plásticas pintadas em cinza têm encaixes deficientes, deixando a superfície irregular. Nos bancos, nenhum problema: as costuras são bem executadas e o resultado final é bom.

Aparentemente, a parte de cima das portas adota o mesmo material do painel, mas não passa de impressão. Os forros são compostos por plásticos e há apenas uma faixa de couro no descansa-braço. A ausência de peças emborrachadas não chega a comprometer, pois apesar de rígido, o revestimento não é áspero e aparenta resistência a riscos. A falha no local fica por conta de um barulho proveniente do vidro do motorista, quando o mesmo está a meio curso. Se a janela estiver totalmente fechada ou aberta, o ruído desaparece.

No mais, nada a reclamar: O porta-malas é todo forrado com carpete e a tampa também exibe revestimento, em plástico. Nas colunas e no teto, as guarnições apresentam boa montagem. No conjunto da obra, o acabamento do 308 agrada. Não chega a ser excelente, mas sem dúvida está acima da média.

Continue acompanhando nossas impressões sobre o 308. Ao final, publicaremos a avaliação completa do modelo.

Fotos | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

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