O Versa já foi devolvido à Nissan e o Marlos está preparando o texto da avaliação completa para publicação. Enquanto isso,  aproveito para falar sobre as minhas impressões a respeito do sedã, que de modo geral foram positivas.

Como o espaço interno é uma das maiores armas do Versa, comecei fazendo o tradicional teste de regular o banco do motorista para mim e depois sentar atrás. Quase consegui esticar as pernas, tamanha a amplitude do vão, mas minha cabeça não tocou o teto por apenas três centímetros. Detalhe: eu, com meus 1,75 m, definitivamente não sou alto. Passageiros de estatura mais elevada certamente terão problemas. Culpa da caída acentuada da capota. Os concorrentes Cobalt e Logan são pouco menos folgados longitudinalmente, mas têm melhores acomodações verticalmente. O Marlos já havia relatado tal característica (veja aqui).

No mais, achei o acabamento na média da categoria, com os conhecidos plásticos rígidos e algumas rebarbas. A Nissan poderia ao menos aplicar tonalidades mais claras ao interior, pois painel, forrações das portas e bancos são quase inteiramente pretos. Apenas os revestimentos do teto e das colunas exibem cor clara. É verdade que os tons escuros escondem melhor a sujeira, mas achei o aspecto monótono.

Quando o carro chegou, um leitor perguntou sobre o desempenho do motor 1.6 16V em baixa rotação. Eu e o Marlos achamos as respostas ágeis desde os giros mais contidos. Aliás, a performance é boa também em alta. Vale lembrar que o motor tem comando de válvulas variável. Porém, o Versa tem comportamento pacato, com suspensão macia e direção leve, o que não chega a ser demérito para um sedã sem pretensões esportivas.

Fico por aqui com as minhas considerações. No teste completo, o Marlos mencionará vários outras características do Nissan, em um texto mais detalhado. Confiram neste fim de semana aqui no Autos Segredos.

Foto | Alexandre Soares/Autos Segredos

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