Meu começo de convivência com o J3 foi completamente diferente dos dias iniciais ao volante do primeiro carro de testes do Autos Segredos, um Chevrolet Prisma. Nas primeiras linhas que escrevi sobre o sedã da GM, disse que dirigi-lo era como encontrar um velho conhecido, já que ele e seu irmão Celta estão no mercado há bastante tempo e têm defeitos e qualidades mais que conhecidos (veja aqui). Com o hatch da JAC, aconteceu exatamente o contrário, pois eu ainda não havia tido contanto algum com ele, nem com qualquer outro automóvel da marca.

Para quebrar o gelo, convoquei logo o J3 para uma viagem de fim de semana. O trajeto rodoviário foi composto por cerca de 250 km, 16 dos quais sem pavimentação, mas em boas condições. O percurso incluiu rodovias federais e estaduais, duplicadas e de pista única, com escalas em três municípios mineiros. A ida foi trilhada durante o dia, com tempo nublado, porém seco. Mas a volta, à noite, teve direito a muita chuva e forte neblina, que serviram para conhecer melhor o comportamento do modelo.

Apesar das condições adversas do clima, o trajeto foi percorrido sem sobressaltos. O chinesinho se comportou bem e não transmitiu insegurança. Os faróis, apesar de contarem com apenas um refletor, não decepcionaram, graças, em parte, ao auxílio de luzes de neblina dianteiras. Aliás, elas estão presentes também na traseira.

Os vários trechos sinuosos do percurso foram transpostos com segurança. O J3 não é referência em estabilidade, mas também não faz feio. O modelo é razoavelmente equilibrado e consegue fazer curvas um pouco mais rápidas sem assustar o motorista. O desempenho jogou no mesmo time: não surpreende para lado positivo, tampouco para o negativo. O motor se destacou mais em outros itens, como suavidade e nível de ruído. A reclamação vai para o câmbio, que carece de uma boa dose de precisão.

Ao final de um primeiro contato intenso, o J3 conseguiu proporcionar boa impressão. Vamos ver como ele se comportará daqui para frente. Em tempo: Na primeira foto, o J3 está estacionado em frente à Basílica de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas, MG. A segunda foi tirada em uma estrada vicinal em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Fotos | Alexandre Soares/Autos Segredos

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