Marlos Ney Vidal (*)
Búzios (RJ)

Sem dúvida, com a chegada do Chevrolet Sonic, a categoria dos compactos premium ganhou um corrente de peso. O carro tem vários atributos para conquistar uma boa fatia deste segmento de mercado. Mas, também há ressalvas, como todos em os modelos. O visual ousado e o motor 1.6 Ecotec são pontos fortes.

Andei por uns 300 quilômetros com o Sonic, hora como passageiro, hora como condutor, divididos entre o hatch e o sedã, ambos equipados com câmbio manual, mas infelizmente não tive a oportunidade de guiar o automático. O isolamento acústico deixa a desejar, mas é melhor que o do Cobalt. No percurso da avaliação, o estreante motor 1.6 16V Ecotec mostrou que as tecnologias como o coletor de admissão variável e duplo comando das 16 válvulas com abertura continuamente variável cumprem bem seu papel. O motor tem fôlego até mesmo em baixas rotações, permitindo boas retomadas.

ACABAMENTO Por ser um modelo global que atende aos mercados asiático, europeu e americano, o Sonic conta com um bom acabamento, muito melhor que os outros GMs comercializados no Brasil, com exceção dos Cruze (hatch e sedã). Os plásticos são rígidos, mas bem texturizados e com bons encaixes. O volante conta com os comandos funcionais e é o mesmo usado pelo irmão maior Cruze. Levando-se em conta o acabamento dos concorrentes, o Sonic está na média.

O painel, assim com o do Cruze, segue a linha do duplo cockpit, porém o quadro de instrumentos do Sonic foge do padrão comum,ficando destacado como se fosse o de uma motocicleta. Os mostradores misturam elementos analógicos e digitais. Mas algumas economias num carro dito premium não podem acontecer como, os comandos dos vidros que contam com iluminação somente na tecla da janela do motorista. Para acionar as demais, só mesmo usando o tato.

SEGURANÇA O Sonic conta com um bom pacote de segurança desde a versão de entrada, que já possui ABS e airbag duplo de série, mas assim como modelos de outros fabricantes, escorrega por não oferecer cinto de três pontos e apoio de cabeça para o passageiro quem viaja no meio do banco traseiro.

BANCO DE TRÁS Apesar de compartilhar a mesma plataforma Gamma II usada no Brasil pelo Cobalt  e a futura minivan Spin, o Sonic tem entre-eixos menor. Mesmo assim, quem viaja atrás ainda tem certo conforto para as pernas. Um detalhe bem incômodo no Sonic Sedan é o vidro traseiro que invade o teto e expõe ao sol a cabeça dos ocupantes. Um adesivo foi instalado para amenizar a situação, mas como ele é quadriculado, deixa de cumprir sua função como deveria.

Fotos | Fábio Gonzalez/Chevrolet/divulgação

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Preços do Chevrolet Sonic vão de R$ 46.200 a R$ 56.100

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