Em nosso último post sobre o Sonic, falamos sobre o arrojo das linhas, que proporcionam visual diferente tanto por dentro quanto por fora (veja aqui). Contudo, como seria a habitalidade do modelo? Durante nossa convivência, descobrimos que o sedã é bem resolvido, mas não passa sem escorregões em alguns detalhes.

No quesito iluminação interna, cabem algumas ressalvas. A primeira delas vai para os botões dos vidros elétricos: apenas o da janela do motorista se acende, sendo também o único a contar com a função um toque para subir e descer. No teto, há somente um spot de luz, posicionado na parte dianteira do forro. Não há fachos destinados à leitura na frente ou atrás, tampouco lâmpadas nos para-sóis, conjugados aos espelhos. Nenhuma das ausências mencionadas é muito grave, mas vale lembrar que o Sonic tem proposta premium, e assim sendo, deve ser generoso na oferta de mimos e cuidadoso com os detalhes.

No quadro de instrumentos, o design incomum e a profusão de informações digitais (apenas o conta-giros é analógico) não atrapalham a visualização. A leitura é boa e não causa estranhamento, mesmo nos primeiros contatos. O pecado fica por conta da ausência do termômetro de água, que também poderia ser exibido no display principal. Há apenas luz-espia para monitorar a temperatura.

É verdade que o Sonic não é o único a excluir o termômetro: o equipamento tem sido abolido de veículos de várias marcas, sob a justificativa que os propulsores têm sofrido cada vez menos problemas de arrefecimento. Pode ser, mas ocorre que ainda não inventaram uma mecânica de refrigeração líquida invulnerável ao superaquecimento e, com o indicador, o motorista pode detectar o defeito com mais antecedência, pois a luz se acende apenas quando o fluido já atingiu temperaturas. Além do mais, trata-se de um item bastante barato para o fabricante instalar…

Os demais comandos do Sonic, como os do rádio/CD Player, também são corretos. A ergonomia é adequada  e a operação é intuitiva, fazendo com que os ocupantes se sintam íntimos do modelo logo nos primeiros contatos. O aparelho de som tem leitor MP3 e entrada USB, instalada em um segundo porta-luvas, acima do primeiro. Aliás, há vários porta-objetos no interior do veículo.

Os bancos dianteiros agradam: bastante anatômicos, são confortáveis e apoiam bem o corpo. Ao contrário do que costuma acontecer em veículos compactos, o assento é comprido o bastante para apoiar os joelhos do motorista e do passageiro, evitando a sensação de cansaço em viagens.

Continue acompanhando nossas impressões sobre o Chevrolet Sonic. Ao final, como sempre, publicaremos a avaliação completa.

Fotos | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

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