Versão esportiva do hatch compacto merece a denominação ao atingir 202 km/h e chegar a 100 km/h em 8 segundos. Motor é 2.0 de quatro cilindros e câmbio, de seis marchas. Leia o teste
Sandero Racing Spirit
Foto | Leonardo Silva/Foto Design

Por Paulo Eduardo

Versão RS (Racing Espirit) do Sandero merece a denominação pelo desempenho e comportamento dinâmico. O carro preparado pela Renault Sport encarna o verdadeiro espírito das corridas. Externamente, chamam a atenção os apliques em vermelho nos parachoques, e capa dos retrovisores, minissaias laterais, e as rodas bonitas aro 17 com pneus de perfil 45. A menor altura em relação solo é também percebida imediatamente assim como a saída dupla de escape. Por dentro, os bancos dianteiros esportivos em formato de concha se destacam juntamente com os pedais de metal e volante de diâmetro menor.

Sandero Racing Spirit
Foto | Leonardo Silva/Foto Design

Motor

Sob o capô, motor 2.0 de 150 cv com etanol e câmbio de seis marchas com relações bem curtas. O indicador de troca de marchas sugere engatar a sexta marcha antes de o carro atingir a velocidade de 60 km/h. Motor gira a 3.400 rpm a 120 km/h. Para se tornar um verdadeiro esportivo o Sandero RS teve modificações na suspensão com barras estabilizadoras dianteiras mais rígidas, eixo traseiro também com maior rigidez assim como as molas mais firmes. Amortecedores também são exclusivos da RS e absorvem melhor as imperfeições do piso. Tem pouco a ver com as outras versões do Sandero.

Ronco

O melhor é girar a chave para ouvir o ronco do motor e colocar o RS em movimento. Há três modos de condução: Standard, Sport e Sport +. Esse último desliga os controles de tração e estabilidade. O segundo eleva a rotação do motor em marcha lenta para 950 rpm, além de ter respostas mais rápidas ao acelerador, som de escape mais esportivo e desaceleração mais lenta. O primeiro já é suficiente para sentir a força e potência do carro além do comportamento dinâmico excelente. Três modos de condução para o homem (ser humano) brincar à vontade. Assistente de partida em rampa evita de o carro voltar em aclives durante a arrancada.

Sandero Racing Spirit
Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Direção

Destaque também para a calibragem esportiva da direção com assistência eletro-hidráulica. É pesada como em todas as versões do Sandero, mas aponta a direção transmitindo ao motorista a aderência do carro. A lamentar a ausência da regulagem de altura da coluna de direção. Há somente a de distância. Os engates do câmbio são justos e precisos. Alavanca de câmbio está bem posicionada e a mão do motorista cai naturalmente sobre ela. O pedal da embreagem fica um pouco afastado exigindo esticar mais a perna para acioná-lo. Retrovisores grandes garantem boa visibilidade, apesar da largura da coluna C (traseira).

Suspensão

Suspensão firme e rolagem mínima da carroceria encorajam o motorista a testar os limites nas curvas de alta e baixa. Pneus mais largos e perfil baixo sacrificam conforto em piso irregular, mas deixam o carro mais grudado no chão. Esportivo de verdade é assim mesmo. Sistema de freios a disco nos eixos dianteiro e traseiro muito eficiente param o carro rapidamente. Faróis iluminam bem no alto e no baixo.

Aerodinâmica

Agradável aos ouvidos é o som esportivo do motor. É imensa a vontade de acelerar um carro rápido como este. Respostas imediatas aos comandos do acelerador, comportamento dinâmico exemplar e conforto com bancos esportivos que seguram bem o corpo com abas no assento e encosto. Enganam-se os que pensam que o aerofólio traseiro é apenas decorativo. O equipamento melhora a aerodinâmica e estabilidade com mais de 25 quilos do down force (força para baixo) em velocidades mais altas, segundo a Renault. Computador de bordo registrou consumo de 5 km/l na cidade com álcool e 10 km/l na estrada também com etanol.

Sandero Racing Spirit
Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Deslizes

No mais é o Sandero, com encosto do banco traseiro rebatível totalmente em vez de ser fracionado, que permite bagagem e passageiros juntos; porta-malas excelente com capacidade de 320 litros e aproveitamento horizontal; fixação aparente do capô na carroceria; ausência imperdoável do apoio de cabeça central traseiro, justamente num modelo que leva três adultos atrás, e cinto abdominal central. Vale lembrar à Renault que o cinto de três pontos foi desenvolvido em 1959, na Suécia. Sessenta anos depois não se concebe um automóvel sem ele. Para completar a lambança, o maldito tanquinho de partida a frio está lá em vez de uma simples resistência de chuveiro para aquecer o combustível.

Quanto custa?

Versão RS tem preço sugerido de R$ 69.690 e a pintura metálica, como a da versão testada, custa R$ 1.450, totalizando R$ 71.140. Não há outros opcionais e a RS vem com ar-condicionado digital, sistema multimídia com navegador, Bluetooth e acesso a redes sociais por meio do aplicativo Aha, além de comando de voz. O que precisa melhorar é a qualidade de resistência da estrutura da carroceria. Sandero obteve apenas uma estrela de cinco possíveis na proteção a adultos e três na de criança no teste de impacto do Latin NCAP realizado em junho de 2018.

Ficha técnica Sandero Racing Spirit

Motor
De quatro cilindros em linha, 2.0, 16 válvulas, flex, de 150 cv (etanol)/ 145 cv (gasolina) de potências máximas a 5.750 rpm e torques máximos de 20,9 kgfm (e) e 20,2 kgfm a 4.000 rpm

Transmissão
Tração dianteira e câmbio manual de seis marchas

Direção
Tipo pinhão e cremalheira com assistência eletro-hidráulica; diâmetro de giro, 10,6 metros

Freios
Disco ventilado na dianteira e disco sólido na traseira

Suspensão
Dianteira, independente, do tipo McPherson; traseira, eixo de torção; altura do solo,

Sandero Racing Spirit
Foto | Leonardo Silva/Foto Design

Rodas/pneus
7×17” de aço/205/45R17

Peso (kg)
1.161

Carga útil (passageiros+ bagagem)
458 kg

Dimensões (metro)
Comprimento, 4,068; largura, 1,733; altura, 1,499; distância entre-eixos, 2,59

Sandero Racing Spirit
Foto | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Capacidades (litros)
Porta-malas, 320; tanque, 50

Desempenho
Velocidade máxima, 202 km/h (e) / 200 km/h (g); aceleração até 100 km/h, 8 segundos (etanol) e 8,4 segundos (gasolina)

Consumo (km/l)
Urbano, 6,9 (e) 9,9 (g); estrada, 7,7 (e) e 11,1 (g)

Galeria

Confira abaixo a galeria de fotos exclusivas feitas pelo Leonardo Silva do Foto Design:

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