Derivado do monovolume Fit, o Honda City 1.5 EXL tem frente semelhante à do Civic, porta-malas grande, bom espaço interno, mas não tem controles de tração e estabilidade
Honda City 1.5 EXL
Fotos | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Por Paulo Eduardo

Do ponto de vista prático não faz sentido comprar City em vez de Fit. O monovolume da Honda é, sem favor nenhum, o carro mais prático à venda no Brasil. Basta um comando no encosto do banco traseiro para transformá-lo num útil e prático furgão. Mas compra de carro na maioria das vezes é puramente emocional. Aí, leva-se o sedã em vez do monovolume. O sedã dá mais status. Além disso, o Honda City 1.5 EXL é confundido com o irmão maior Civic pela frente semelhante. Mais status.

Honda City 1.5 EXL
Fotos | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Novidades

Entre as novidades da linha 2018 estão para-choques, rodas, lanternas, grade frontal, faróis com luzes diurnas. Alterações somente estéticas, permanecendo a mecânica inalterada. Faróis iluminam muito bem e têm luzes de LED tanto no facho baixo quanto no alto. City é igual ao Fit até a coluna B (central). Daí para trás é outro carro, a começar pela caída brusca do teto para dar estilo jovial ao sedã. Esse artifício limita o espaço em altura e ocupantes de estatura superior a 1,80 metro esbarram a cabeça no teto. É preciso abaixar a cabeça por causa do teto mais baixo para entrar no banco traseiro onde há muito espaço para as pernas. Os assentos estão mais longos tanto atrás quanto nos bancos da frente melhorando apoio das pernas. Mas deveriam ser um pouco mais compridos para cumprir totalmente a função.

Honda City 1.5 EXL
Fotos | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Acabamento

Acabamento interno simples e bem montado sem arestas no estilo Honda. Nada de material emborrachado no painel central e nas forrações de porta. No quadro de instrumentos, falta indicador de temperatura do motor substituído pela luz espia. Leitura é imediata dos demais instrumentos e da nova tela multimídia de sete polegadas. Porta-luvas permanece sem iluminação. Ar-condicionado é digital nesta versão topo de linha.

Honda City 1.5 EXL
Fotos | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Porta-malas

Porta-malas de boa capacidade, apesar de a Honda aumentar a conta com o espaço sob o assoalho onde fica o estepe. A abertura da tampa pode ser por meio de comando interno ou na chave. Encostos dos bancos traseiros rebatem totalmente. Por segurança, os comandos para rebater os encostos ficam no porta-malas, exigindo abrir a tampa. A operação somente pode ser feita com o carro parado. Encosto do banco do passageiro dianteiro rebate totalmente possibilitando levar objeto comprido. Um pouco de praticidade ao sedã. Mesmo com a boa abertura da tampa do porta-malas, caixa grande não passa.

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Posição de dirigir é fácil de encontrar no Honda City 1.5 EXL. Banco do motorista tem regulagem de altura, além dos ajustes da coluna de direção em altura e distância. Boa pega do volante contrasta com revestimento liso que possibilita deslize das mãos. Direção com assistência elétrica é leve em baixa e tem boa sensibilidade em alta. Diâmetro de giro pequeno (10,4 metros) exige manobrar menos. City, a exemplo do Fit, é bom de dirigir. O rodar é um pouco duro sobre imperfeições do asfalto, principalmente nos remendos, onde uma pancada seca é inevitável. Suspensão não é dura, mas pneus de perfil baixo e pouca altura de borracha – apenas 10,2 cm de altura – limitam o conforto nessa condição.  No asfalto liso, o carro desliza. Carroceria inclina pouco nas curvas, mas convém não abusar. Não há controles de tração e estabilidade para corrigir as escapadas.

Honda City 1.5 EXL
Fotos | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Andando

Câmbio CVT tem sete marchas virtuais, que podem ser trocadas por meio de aletas no volante. A tecla S eleva a rotação do motor e é útil também na descida, funcionando como freio motor. Para poupar freio na descida basta reduzir as marchas por meio das aletas. Desempenho do motor 1.5 é suficiente para tocada familiar. Não empolga nem decepciona. Esse meio termo significa privilegiar consumo. No trânsito pesado da cidade, o computador registrou média de 7,2 km/l e ótimos 16 km/l na estrada dentro dos limites de velocidade estabelecidos por lei. Ambos com gasolina. O câmbio CVT do Honda City 1.5 EXL não responde imediatamente, hesita um pouco, e o motor urra em rotação elevada, caso de ultrapassagem. Freios se mostraram eficientes em simulação de emergência. Palhetas limpam bem e varrem boa área, garantindo boa visibilidade.

Sem controles de tração e estabilidade

A carroceria usa material de alta resistência na proteção aos ocupantes, em caso de impacto. Segurança passiva está em alta com seis airbags para minimizar as consequências de acidente. Mas a Honda relaxou na segurança ativa ao não equipar o Honda City 1.5 EXL com controles de tração e estabilidade, que podem evitar acidente. Nem a versão topo de linha, que tem preço sugerido de R$ 83.400, é equipada com esses itens de segurança ativa.

Honda City 1.5 EXL
Fotos | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

Ficha técnica Honda City 1.5 EXL

Motor
De quatro cilindros linha, flex, 1.497 cm³ de cilindrada, com potências de 116 cv (álcool) e 115 cv (gasolina) a 6.000 rpm e torques máximos de 15,3 kgfm (álcool) e 15,2 kgfm (gasolina) a 4.800 rpm

Transmissão
Tração dianteira e câmbio CVT de infinitas relações

Direção
Tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; diâmetro de giro, 10,4

Freios
Disco ventilado na dianteira e a tambor na traseira

Suspensão
Dianteira, McPherson; traseira, barra de torção; altura do solo, 15 cm

Rodas/pneus
6×16”de liga leve/185/55R16

Peso
1.137 kg

Carga útil (passageiros+ bagagem)
383 kg

Capacidades
Tanque, 46 litros; porta-malas, 485 litros + 51 litros sob o assoalho

Dimensões (metro)
Comprimento, 4,45; largura, 1,69; altura, 1,48; distância entre-eixos, 2,60

Desempenho
Velocidade máxima, 175 km/h; aceleração até 100 km/h, 11,3 segundos

Consumo (km/l)
Urbano, 8,5 (a) e 12,3 (g); estrada, 10,3 (a) e 14,5 (g)

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