Nova opção de transmissão complementa a linha da Chevrolet S10 Flex, Casamento com o motor 2.5 flex é bom, mas central eletrônica poderia trabalhar melhor

Por Alexandre Soares

Desde 2014, a S10 tem o motor flex mais tecnológico da categoria: um 2.5 (na verdade, são 2.457 cm³) da linha Ecotec, com quatro cilindros e 16 válvulas, duplo comando variável acionado por corrente, bloco e cabeçote de alumínio, injeção direta de combustível e eixos de balanceamento para anular vibrações. Porém, esse propulsor era associado unicamente a um câmbio manual de seis marchas que, apesar de eficiente, fazia com que a picape se tornasse carta fora do baralho para aqueles compradores que não toleram pisar no pedal da embreagem. Neste ano, a Chevrolet enfim atendeu aos anseios desse público e passou a unir a transmissão automática ao 2.5 flex.

No caso, o câmbio automático é o mesmo que já equipava as versões a diesel, apenas com um alongamento no diferencial. Com seis marchas, agrada pelo funcionamento suave e pelo bom escalonamento. A sexta longa permite viajar a 120 km/h com o conta-giros marcando apenas 2.250 rpm. Por outro lado, desagrada o comportamento da central eletrônica, que recebeu programação específica para trabalhar com o motor 2.5 flex: inquieta, ela faz muitas mudanças de marchas desnecessárias, tanto ascendentes quanto descendentes. Outro ponto negativo é a ausência, como em quase toda a linha Chevrolet, de paddle-shifts no volante; para operar a caixa de modo sequencial, o que se torna desejável principalmente quando o sistema começa a fazer trocas em momentos inoportunos, o motorista precisa dar toques na alavanca.

Desempenho e consumo

Em outros aspectos, o casamento entre o motor e o câmbio se mostra acertado. Quem já dirigiu a S10 flex manual (como nós aqui do Autos Segredos) não sente diferença em desempenho: a picape arranca com agilidade e acelera com bastante rapidez para um veículo com nada menos que 1.934 kg de peso. Na estrada, consegue manter a velocidade de cruzeiro em subidas e faz ultrapassagens com bastante segurança. As respostas não têm o imediatismo característico das versões a diesel, mas, por outro lado, o propulsor gira muito mais: como o funcionamento é suave, dá para desfrutar dos 206 cv de potência a 6.000 rpm com etanol ou dos 197 cv com gasolina a 6.300 rpm sem sentir asperezas ou outros incômodos. O torque, de 27,3 kgfm com o combustível vegetal e de 26,3 kgfm com o derivado do petróleo, a 4.400 rpm, também é generoso, e, a julgar pelas respostas prontas da picape em várias faixas de rotação, parece ter uma curva bem plana, embora a Chevrolet não disponibilize essa informação.

Confira também nossa avaliação da Fiat Toro 2.4 Flex.

Consumo

Em consumo, a S10 2.5 flex automática cravou 7,1 km/l na cidade e 9,5 km/l na estrada, com gasolina. A picape está longe de ser econômica, porém, nesse sentido, é preciso contextualizar os números: não se pode esperar muito de um veículo com quase duas toneladas de peso, motor de alta cilindrada e grande área frontal. Como o tanque tem 80 l, a autonomia chega a 722 km. Como informação complementar, pois a avaliação leva em conta os nossos resultados, cabe citar os números divulgados pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, que apontam consumo de 5 km/l no ciclo urbano e de 6,2 km/l no rodoviário, com etanol, além de 7,4 km/l e de 9 km/l com gasolina, nas respectivas circunstâncias. Vale destacar ainda que, devido à injeção direta, que vaporiza o combustível em altíssima pressão, o motor não precisa de sistema de partida a frio (nem por tanquinho, nem por aquecimento dos bicos).

Dirigibilidade

No mais, o comportamento da S10 é o mesmo de sempre. A estabilidade, como em toda picape construída sobre chassi e equipada com eixo rígido traseiro e molas parabólicas (a suspensão dianteira é independente, com braços articulados), exige cuidados. Não há sustos em uma tocada normal, mas, se o motorista se exceder em curvas, terá que lidar com um comportamento ora subesterçante, ora sobresterçante, dependendo da situação. A carroceria também inclina bastante. Por outro lado, a direção elétrica tem ótima calibragem: muito progressiva, é leve em manobras e firme em alta velocidade. Em pisos irregulares, surge outra característica comportamental típica de caminhonetes: a transferência de boa parte das imperfeições do solo para o habitáculo. Já o sistema de freios segue o padrão do segmento, com discos ventilados na dianteira e tambores na traseira: não é expoente, mas entrega resultados corretos.

Fora dos asfalto, a S10 também manteve o bom comportamento. A altura em relação ao solo, de 228 mm, é mais que suficiente para ir além daquela estradinha de terra rumo ao sítio, e permite enfrentar ondulações, buracos e até alagados. Já a tração 4×4 com reduzida, acionada eletronicamente, que equipava o veículo avaliado (é possível associar o motor flex também a um sistema 4×2) permitiu vencer obstáculos como subidas íngremes e escorregadias, ao passo que o controlador de velocidade em descidas se mostrou muito útil em declives acentuados.

Vida a bordo

Desde que foi reestilizada, no ano passado, a S10 ganhou um novo painel, que exibe uma faixa emborrachada. Ponto positivo, principalmente porque no segmento de picapes ainda é comum encontrar interiores construídos apenas com plásticos duros. As forrações das portas, por outro lado, pioraram: em vez de uma porção estofada, os encostos de braço agora têm o mesmo material emborrachado do painel. Não é de todo ruim, mas seria mais agradável, tanto para ver quanto para tocar, o mesmo couro que reveste os bancos. Ainda assim, no cômputo geral, o acabamento é satisfatório para a categoria, graças aos bons encaixes dos componentes.

O novo painel trouxe um quadro de instrumentos reformulado, que solucionou um inconveniente: o velocímetro e o conta-giros muito pequenos, que dificultavam a leitura. Agora, esses mostradores são maiores e de mais fácil visualização. O cluster é completo, com direito a marcador de combustível e de temperatura do motor analógicos. O volante não mudou, o que não chega a ser problema, pois ele oferece boa pegada. O ponto negativo está na coluna de direção, que é ajustável apenas em altura, e não em profundidade. Devido a esse inconveniente, eu não consegui encontrar a posição perfeita para dirigir: o volante sempre ficava um pouco distante das mãos quando os pedais já estavam em boa posição. O jeito era esticar demais os braços, ou encolher um pouco as pernas…

Quem se senta nos bancos dianteiros da S10 não tem do que reclamar: eles apoiam bem as pernas e a coluna. O do motorista tem todas as regulagens elétricas, incluindo a de altura. No banco traseiro, porém, há um desconforto já conhecido: o assento muito baixo, que faz com que os passageiros fiquem em posição desconfortável, com os joelhos mais altos que os quadris. Além disso, o encosto é muito vertical. Mas a maior falha é a ausência de encosto de cabeça para o quinto ocupante. Até quando, Chevrolet? Já o espaço é adequado: os vãos para cabeças e pernas são razoáveis para cinco adultos. Se a ideia for transportar carga, a situação da picape é tranquila e favorável: a caçamba tem 1.570 litros de capacidade, e vem de série com capota marítima.

Conteúdo de sempre

Na versão LTZ, avaliada, a S10 vem equipada com ar-condicionado automático, computador de bordo, cruise-control, alarme, monitoramento da pressão dos pneus, travas e vidros elétricos, retrovisores com ajuste e rebatimento elétrico, retrovisor interno eletrocrômico, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, câmera de ré, faróis de neblina, rodas de alumínio de 18 polegadas, luzes diurnas de LEDs, sensores de chuva e crepuscular, sistema MyLink completo, com tela de toque de oito polegadas, GPS e CD/DVD player, além de rádio AM/FM, conexão Bluetooth, integração com smartphones por meio de Android Auto e Apple CarPlay, entradas USB e Aux-in, função Audio Streaming, volante multifuncional forrado em couro e sistema OnStar com gratuidade durante um ano.

O pacote de segurança é composto por alerta de colisão frontal (que, inclusive, se mostrou muito “sensível” durante o teste, entrando em ação em situações em que não havia risco de acidente), alerta de saída de faixa, controles eletrônicos de tração e estabilidade, airbags frontais e freios ABS. Todavia, nesse sentido, faltam alguns equipamentos, como ganchos Isofix para fixação de cadeirinhas e mais airbags, que não são disponibilizados sequer como opcionais.

Custo-benefício

No segmento da S10, há poucas opções, além dela, equipadas com propulsor flex: apenas a Ford Ranger e a Toyota Hilux. Se, por um lado, já começam a surgir picapes mais avançadas com motores a diesel, por outro, o modelo da Chevrolet ainda é referência entre as que consomem gasolina e etanol. Além de possuir maior potência e torque que as concorrentes diretas, ela ainda é menos beberrona, como indicam nossas aferições e também os índices do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular. Os preços também são competitivos: a versão LTZ 4×4, avaliada, é a top de linha e custa R$ 130.990. Nesse valor está incluído ainda o câmbio automático, que era a única coisa que a S10 ficava devendo às rivais.

Notas

AVALIAÇÃO Alexandre Marlos
Desempenho (acelerações e retomadas) 8 9
Consumo (cidade e estrada) 6 6
Estabilidade 7 7
Freios 7 8
Posição de dirigir/ergonomia 8 8
Espaço interno 7 8
Caçamba (espaço) 9 9
Acabamento 7 8
Itens de segurança (de série e opcionais) 7 8
Itens de conveniência (de série e opcionais) 8 9
Conjunto mecânico (acerto de motor, câmbio, suspensão e direção) 8 9
Relação custo/benefício 7 7

 

Ficha técnica

»MOTOR
Dianteiro, longitudinal, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, gasolina e etanol, com diâmetro de 74 mm e curso de 81,3 mm, 2.457 cm³ de cilindrada, injeção direta; potências máximas de 197 cv a 6.300 rpm (g) e 206 cv a 6.000 rpm (e); torques máximos de 26,3 mkgf a 4.400 rpm (g) e 27,3 mkgf a 4.400 rpm (e)

»TRANSMISSÃO
Tração integral e reduzida com acionamento eletrônico, câmbio automático de seis marchas

»ACELERAÇÃO  até 100 km/h
Não informada pelo fabricante

»VELOCIDADE MÁXIMA
Não informada pelo fabricante

»DIREÇÃO
Pinhão e cremalheira, com assistência elétrica

»FREIOS
Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira, com ABS e EBD

»SUSPENSÃO
Dianteira, independente, com braços articulados; traseira, feixe de molas semi-elípticas

»RODAS E PNEUS
Rodas em liga de alumínio, 7,5 x 18 polegadas, pneus 265/60 R18

»DIMENSÕES (metros)
Comprimento, 5,347; largura, 1,874; altura, 1,831; distância entre-eixos, 3,096

»CAPACIDADES
Tanque de combustível: 80 litros; caçamba: 1.570 litros; capacidade de carga(incluindo passageiros): 816 quilos; peso: 1.934 quilos

Fotos | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

  • Caio Cartaxo

    Quem sabe a S10 agora consiga cutucar a Hilux nas vendas com o modelo AT. Desde os primordios que a S10 vem sendo abandonada por muitos compradores lela ausencia de cambio AT.

    • Paulo Thesis

      A S10 sempre vendeu mais, pelo que me consta, talvez de um tempo para cá a situação tenha mudado, mas no geral o utilitário da GM é superior.

    • Paulo Lustosa

      Atualmente a S10 é melhor que a Hilux em qualquer opção de motor

    • Cleiton Carneiro

      Creio que não, estão deixando de oferecer o cambio manual nas versões flex LT E LTZ, cabine simples flex hoje não existe mais a venda, do que adiantou lançar flex automática se acabaram com outros produtos do portfólio, tinha tudo pra vender mais que a Hilux, só que………… vai entender.

  • Ramasther Docssa

    E a melhor das picapes flex, utilitário que hoje virou carro de passeio, pra quem viaja e procura a vida urbana é muto boa essa S10.

  • sigma7777777

    E não é que eu curti essa nova S10. Claro que eu pretendo verificar o custo de manutenção e resultados de test crash, mas visualmente me agradou bastante. Nossa, faz uma década que não digo isso sobre um veículo da GM…😅

  • Skylab

    A GM demorou pra se mexer. Certamente estava perdendo muitas vendas em não oferecer a Flex automática.
    Nos EUA já havia a versão 2.5 AT há muito tempo…

    Eu particularmente só me interesso em picape diesel. Ou no mínimo uma V6 a gasolina (que não existe no Brasil, embora a Trailblazer ofereça essa opção).

    Picape de 2 toneladas com motor 4 cilindros e torque/potência lá nas 4, 5 mil RPM é broxante.

    E não estou falando de contas financeiras, e sim um critério subjetivo.

  • donthavereporterjaps

    prefiro Hilux

  • Fabiano Schimithe

    Deixei de pegar a TORO, mas ja me arrependi ! a minha esta com 2500 km ja esta dando problema no cambio automatico.

  • HugoCT

    Iria de Toro volcano completa

  • Edson Fernandes

    Curioso é que se a pessoa não precisa pegar toda essa caçamba, a Toro na versão Diesel é possível de se pegar nesse preço.

    Dito isso, não tme jeito de ver pick up com motro gasolina/flex economica. MAs também, o peso não ajuda. Oque sempre me assusta é o fato da Chevrolet não colocar mias itens de segurança na picape.

    Agora… se o cambio é exatamente o mesmo da Diesel, é algo bom: Significado que o potencial de aumento de potencia no motor a gasolina é grande ou, a longevidade que o cmabio terá é enorme. Isso porque o esforço de mover será menor que se comparado com a diesel.

  • Marcos Thadeu Sousa Arévalo

    não entendi pq sumiu o apoio de braço no banco traseiro, sem falar que perdeu projetor no farol.

    • Zigfrietz Tazogh

      Comparativo com 100% de etanol:
      ……………………..S10 2.5 flex AT6……….Hilux 2.7 flex AT6………Toro 2.4 flex AT9
      0 a 60 km/h……………..3,8 s……………………………..5,7 s…………………………….4,9 s
      0 a 80 km/h……………..5,9 s……………………………..9,0 s…………………………….7,7 s
      0 a 100 km/h…………..11,8 s…………………………….13,6 s………………………….11,1 s
      Retomadas em D:
      40 a 100 km/h…………..9,2 s…………………………….9,2 s…………………………….8,3 s
      80 a 120 km/h…………..9,0 s……………………………10,7 s……………………………8,1 s
      Frenagem
      100 km/h a 0……………42,0 m…………………………43,9 m………………………….41,2 m
      80 km/h a 0……………..26,0 m…………………………27,6 m………………………….26,0 m
      60 km/h a 0……………..14,8 m…………………………15,3 m………………………….14,6 m
      Consumo:
      Ciclo urbano…………….5,3 km/l………………………..4,5 km/l………………………..4,9 km/l
      Ciclo rodoviário…………6,9 km/l………………………..6,3 km/l………………………..8,0 km/l

      Todos os números foram obtidos no site Motor1/Carplace.

  • Zigfrietz Tazogh

    Comparativo com 100% de etanol:
    ……………………..S10 2.5 flex AT6……….Hilux 2.7 flex AT6………Toro 2.4 flex AT9
    0 a 60 km/h……………..3,8 s……………………………..5,7 s…………………………….4,9 s
    0 a 80 km/h……………..5,9 s……………………………..9,0 s…………………………….7,7 s
    0 a 100 km/h…………..11,8 s…………………………….13,6 s………………………….11,1 s
    Retomadas em D:
    40 a 100 km/h…………..9,2 s…………………………….9,2 s…………………………….8,3 s
    80 a 120 km/h…………..9,0 s……………………………10,7 s……………………………8,1 s
    Frenagem
    100 km/h a 0……………42,0 m…………………………43,9 m………………………….41,2 m
    80 km/h a 0……………..26,0 m…………………………27,6 m………………………….26,0 m
    60 km/h a 0……………..14,8 m…………………………15,3 m………………………….14,6 m
    Consumo:
    Ciclo urbano…………….5,3 km/l………………………..4,5 km/l………………………..4,9 km/l
    Ciclo rodoviário…………6,9 km/l………………………..6,3 km/l………………………..8,0 km/l

    Todos os números foram obtidos no site Motor1 Brasil.

  • Luciano Lopes

    Aqui no meu estado , MS , a S10 é o auto/ utilitário mais vendido . Isso mesmo . Vende mais que Ônix , que qualquer um !!

  • Zigfrietz Tazogh

    [OFF]
    Foi revelado o consumo do Polo 1.0 MPI na metodologia do INMETRO.
    http://carsale.uol.com.br2016.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2017/08/20815224_10155068214387804_1777741305_n.jpg?x73612

    Consumo na metodologia do INMETRO:

    Cidade:
    Modelo…………………………..Etanol………………………………………Gasolina
    Argo 1.0 Firefly [cidade]……9,9 km/l…………………………………….14,2 km/l
    Onix 1.0 SPE [cidade]………8,8 km/l…………………………………….12,9 km/l
    Polo 1.0 MPI [cidade]……….8,7 km/l…………………………………….12,9 km/l

    Estrada:
    Modelo…………………………..Etanol………………………………………Gasolina
    Argo 1.0 Firefly [estrada]….10,7 km/l……………………………………15,1 km/l
    Onix 1.0 SPE [estrada]…….10,5 km/l……………………………………15,3 km/l
    Polo 1.0 MPI [estrada]……..10,0 km/l……………………………………14,4 km/l

    Fonte: Carsale
    http://carsale.uol.com.br2016.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2017/08/20840288_10155068219907804_179445466_n.jpg?x73612

    • Danilo

      Comparativo interessante. Relativo a consumo, prova coisas muito controversas. Um motor 1.0 4 cilindros de origem quase jurássica sendo muito eficiente, um motor tricilíndrico com 2 válvulas por cilindro sendo mais eficiente que o com 4 válvulas por cilindro. E, em teoria, o motor com construção mais aproximada do que se deseja em eficiência (tricilíndrico, 4 válvulas por cilindro, cheio de tecnologia), com números piores em CONSUMO. Isso é bom, prova que nem sempre o que é novo, é necessariamente o melhor em certo quesito.

    • Paulo Thesis

      2 km/l é uma baita diferença…

  • Luiz Ramos Jr.

    Pense num carrinho com preços absurdos no Brasil.