Fiat Uno Attractive tem motor 1.0 FireFly como destaque; direção elétrica
é outra novidade interessante, mas conteúdo de série traz somente o essencial

Por Alexandre Soares

Quando os motores 1.0 de três cilindros começaram a se proliferar no país, há alguns anos, causaram alguma estranheza: houve quem desconfiasse da durabilidade e até atribuísse essa nova tecnologia apenas à economia de aço e alumínio no processo de fabricação (algo que não pesa tanto no sistema de manufatura, pois novos projetos exigem milhões em testes e na adequação do maquinário industrial, enquanto a matéria prima é, via de regra, o insumo mais barato da cadeia produtiva). O fato é que os tricilíndricos foram obtendo melhores resultados em consumo e desempenho que seus similares com quatro pistões, o que foi logo comprovado pela imprensa especializada e também pelos proprietários. Com o 1.0 Firefly, da Fiat, ocorre exatamente o mesmo: quem já o experimentou não sente saudade do antecessor Fire.

De fato, o antigo quatro cilindros da marca italiana já pedia mesmo por uma aposentadoria. Em relação a ele, o novo propulsor tem 1 kgfm a mais de torque com etanol e 0,9 kgfm a mais com gasolina (diferença expressiva para motores 1.0 naturalmente aspirados), totalizando 10,9 kgfm com o primeiro combustível e 10,4 kgfm com o segundo, a 3.250 rpm. Já a potência quase não mudou: teve aumento de 2 cv com o destilado da cana, atingindo a 77 cv, mas perdeu 1 cv com o derivado do petróleo, chegando a 72 cv, sempre a 6.250 rpm.

Força

Isso é fruto da arquitetura com apenas duas válvulas por cilindro, enquanto os similares de outros fabricantes têm quatro e, consequentemente, maiores valores de potência. De qualquer modo, a Fiat alega que priorizou as respostas em baixa rotação, o que, contudo, não parece explicar toda a história, uma vez que tecnologias de variação há muito deixaram no passado a falta de linearidade dos cabeçotes multiválvulas. O 1.0 FireFly até tem um variador de fase, recurso voltado para esse fim, que todavia é mais simples que o comando variável, superior em eficiência e também em custo. De qualquer modo, há outras soluções interessantes, como corrente de acionamento, com vida útil, segundo o fabricante, similar à do propulsor como um todo, além de bloco e cabeçote feitos de alumínio e de sistema de partida a frio por aquecimento dos bicos injetores, sem subtanque de gasolina.

Em sintonia com os números de torque e as declarações do fabricante, o motor FireFly deixou o Uno bem mais esperto, principalmente em trânsito urbano. Para um hatch 1.0 sem sobrelimentação, o modelo entrega bastante agilidade em arrancadas e subidas. É muito superior ao antecessor equipado com motor Fire, cujo torque máximo, apesar de também ser entregue em baixa, era pequeno, o que sacrificava o desempenho. Porém, ainda há falta de força em rotações mais altas: pouco elástico, o propulsor fica amarrado acima de 4.000 rpm. Assim, na estrada, o compacto ainda sofre para fazer ultrapassagens. Por mais que esse tipo de veículo tenha proposta urbana, é preciso ponderar que, mesmo eventualmente, seus proprietários irão utilizá-los também em rodovias. Por outro lado,  o tricilíndrico da Fiat é dos mais suaves do mercado, e não apresenta vibração excessiva em faixa de rotação alguma.

Direção elétrica

Outro ponto criticável é que, apesar das melhoras proporcionadas pelo motor, a Fiat deixou de mexer no câmbio, cujo manuseio é prejudicado pelos engates imprecisos e pelo curso muito longo da alavanca. Porém, há uma outra boa novidade: o fabricante deu ao Uno uma direção com assistência elétrica, com função City, que aumenta a leveza em manobras. Mesmo sem acionar esse recurso, o sistema deixa o volante muito macio, o que torna bem fácil a tarefa de estacionar o hatch, mesmo em vagas apertadas. O problema é que há pouca progressividade, de modo que, em alta velocidade, a direção fica excessivamente leve.

Como a suspensão também é macia, permitindo alguma rolagem da carroceria em curvas, e os pneus são do tipo verde, de baixo atrito, que não primam pela aderência, o modelo incita a uma condução sem pressa, aproveitando a boa filtragem das imperfeições da pista, até porque os freios estão entre os mais simplórios do segmento: o problema nem são os tambores na traseira, padrão em compactos de peso tão baixo, e sim os discos dianteiros, que são sólidos, e não ventilados. Até imobilizam o veículo com relativa eficiência, mas são mais sensíveis à fadiga.

Consumo

O motor de três cilindros mostrou sua vantagem mais expressiva no consumo de combustível. Graças a ele, o Uno cravou 12 km/l na cidade e 15,2 km/l na estrada durante nossas aferições, com gasolina. Trata-se de um resultado muito bom, mesmo para um compacto 1.0. Além de poupar o bolso do motorista, essas marcas fazem com que,  mesmo com um tanque de 48 litros, o hatch tenha autonomia para rodar até 730 km.

Interior

O habitáculo do Uno já havia sofrido uma repaginação em 2014, e, por isso, não mudou agora. De fato, não falta atualidade: depois da atualização, painel e forros de portas ficaram vistosos. Esses últimos têm enxertos de tecido, algo que nem sempre se vê em modelos de entrada. Mas o material predominante é o plástico comum, o que não chega a destoar na categoria.  O padrão de montagem é que deixa um pouco a desejar, com falhas em alguns encaixes. Há deslizes também na iluminação: faltam lâmpadas de cortesia tanto no porta-luvas quanto no porta-malas.

Por falar em porta-malas, o do Uno tem 280 litros, valor coerente dentro da categoria. O vão de entrada bem-dimensionado ajuda a embarcar a bagagem, mas o banco traseiro bipartido é item opcional. No habitáculo, há espaço adequado para os ocupantes da frente, mas os de trás contam com vãos pequenos para as pernas. Ao menos não haverá aperto para a cabeça, pois a capota alta alivia até passageiros mais altos. Outro ponto positivo fica por conta da presença de encostos de cabeça e cintos de três pontos para todos a bordo. Infelizmente, esse último item é opcional, mas, ao menos, é disponibilizado.

Características conhecidas

O motorista conta com um posto de comando razoavelmente ergonômico, prejudicado apenas pelos pedais muito próximos e levemente deslocados para a direita, inconveniente já conhecido do modelo. O ajuste de altura do banco é opcional, mas ele oferece bom apoio para a coluna, mas o assento curto não acomoda bem as coxas, problema que é comum em compactos. O volante tem pegada correta, mas não traz a regulagem telescópica, somente a de altura. Outro ponto negativo é o painel com conta-giros muito pequeno, que dificulta a leitura (lembra o da primeira série do Volkswagen Fox) e sem termômetro do fluido de arrefecimento. Mas há uma boa solução: a janela digital na parte central do velocímetro, configurável e de fácil visualização.

A versão Attractive é a mais em conta da linha Uno. Por, isso, de série, ela traz só o essencial: vem com ar-condicionado manual, faróis de neblina, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, predisposição para rádio (com quatro alto-falantes e antena), computador de bordo, travas elétricas e vidros elétricos dianteiros, além da já citada direção elétrica e dos obrigatórios por lei airbags frontais e frios ABS. O preço básico é de R$ 42.680, compatível com o de outros compactos com nível de equipamento semelhante.

Itens mais interessantes são opcionais

Opcionalmente, é possível adquirir uma diversidade de itens, agrupados em três pacotes. O primeiro deles, chamado de Kit Tech, custa R$ 3.805 e engloba alarme, chave com telecomando, vidros elétricos traseiros, retrovisores elétricos (sendo o direito com função tilt-down), volante multifuncional, aparelho de com RDS, entrada USB/AUX, viva-voz Bluetooth e função Audio Streaming e, o mais importante, controles eletrônicos de tração e de estabilidade e assistente de partida em rampa.

O segundo, batizado de Kit Tech Live On, custa R$ 4.009 e traz o mesmo conteúdo, mas acrescenta um sistema de conectividade via Bluetooth com rádio e aplicativo para smartphones com IOS e Android, além de entrada USB capaz de carregar celulares.

O terceiro e último pacote é o Kit Comfort, que, por R$ 650, reúne apoia-braço e apoia-pé para o motorista, console no teto, espelho no pára-sol do motorista, porta-óculos e revestimento de melhor qualidade nos bancos, além de três itens que deveriam ser de série em todo carro: os já mencionados cinto de segurança de três pontos e encosto de cabeça para o quinto ocupante e banco traseiro bipartido.

Impulso

Com tudo computado, fica claro que o motor Firefly deu, em todos os sentidos, novo impulso ao Uno. O três cilindros consegue rivalizar com hatches compactos mais modernos em desempenho e, principalmente, em consumo. Desse modo, o modelo está mais nivelado com a concorrência. O problema é que nivelado significa na média, adjetivo que, quando aplicado a um projeto em fase de meia-vida como o compacto da Fiat, pode não ser o bastante. Apesar das melhorias, ele ainda fica devendo um câmbio com melhor manuseio e uma suspensão com calibragem melhor equacionada. Esses reveses poderiam ser amenizados se, ao menos, o pacote de série trouxesse os itens de segurança oferecidos como opcionais. Porém, em termos de equipamentos, o veículo está novamente, e tão somente, na média da categoria.

AVALIAÇÃO Alexandre Marlos
Desempenho (acelerações e retomadas) 7 8
Consumo (cidade e estrada) 10 10
Estabilidade 6 7
Freios 6 7
Posição de dirigir/ergonomia 7 8
Espaço interno 7 7
Porta-malas (espaço, acessibilidade e versatilidade) 6 7
Acabamento 7 8
Itens de segurança (de série e opcionais) 7 7
Itens de conveniência (de série e opcionais) 7 8
Conjunto mecânico (acerto de motor, câmbio, suspensão e direção) 8 9
Relação custo/benefício 7 7

 

FICHA TÉCNICA

 »MOTOR
Dianteiro, transversal, três cilindros em linha, 6 válvulas, gasolina/etanol, 999 cm³ de cilindrada, 72 cv (g)/77 cv (e) de potência máxima a 6.250, 10,4 kgfm (g)/10,9mkgf (e) de torque máximo a 3.250 rpm

»TRANSMISSÃO

Tração dianteira, câmbio manual de cinco marchas

»ACELERAÇÃO ATÉ 100 km/h (dado de fábrica)
13,6 segundos com gasolina e 12,5 segundos com etanol

»VELOCIDADE MÁXIMA (dado de fábrica)
154 km/h com gasolina e 157 km/h com etanol

»DIREÇÃO
Pinhão e cremalheira, com assistência elétrica

»FREIOS
Discos na dianteira e tambores na traseira, com ABS

»SUSPENSÃO
Dianteira, independente, McPherson; traseira,  traseira, semi-independente, barra de torção

»RODAS E PNEUS
Rodas em aço, 5,5 x 14 polegadas, pneus 175/65 R14

»DIMENSÕES (metros)
Comprimento, 3,820; largura, 1,636; altura, 1,480; distância entre-eixos, 2,376

»CAPACIDADES
Tanque de combustível: 48 litros; porta-malas: 280 litros; carga útil (passageiros e carga): 400 quilos; peso: 1.010 quilos

Fotos | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

  • Leandro

    X6h, nenhuma novidade?

    • Hater x Haters

      Tem hora que boto fé nesse X6H, tem hora que não…

  • Mr. Car

    Pneus verdes…o tipo da economia idiota. Prejudicar a segurança para ganhar uns trocados. Não é uma crítica ao Uno em si, mas uma crítica geral, para quaisquer carros de quaisquer fabricantes que adotam esta porcaria.

    • G.Alonso

      Uns trocados depois de longos anos com o mesmo carro e tipo de pneu, né? 2% de economia.

      • Mr. Car

        Economia em troca de menos segurança? Economia idiota.

    • AG.47

      São uma bela porcaria realmente, odeio, e acredito que ninguém vá comprar um carro novo e trocar os pneus logo em seguida afinal o cidadão acabou de ser assaltado.

    • RKK

      As principais diferenças do pneu verde para o convencional são a estrutura das paredes laterais mais rígidas (para não permitir muita flexão lateral do pneu, ficando menos confortável a condução) e a adição de sílica ao material do pneu (este fator pode contribuir sim para alguma diminuição do atrito).

  • G.Alonso

    Vamos ao X6H de uma vez AS, está na hora de mais alguma novidade do mesmo.

  • Caio Ferrari

    Faltou vocês citarem o erro CRASSO da Fiat nesse carro. Próximo as 12-13 Hs, com o Sol no alto, a coluna de direção reflete no painel de instrumentos tornando impossível a leitura do velocímetro desde os 20 km/h até os 180 km/h. É horrível! Não sei como eles deixaram isso escapar.

    A Quatro Rodas está enfrentando problema semelhante no Mobi de Longa Duração. Procurem na internet que eles publicaram uma foto da “escorregada” da engenharia Fiat.

    • Victor

      É ruim mesmo, mas é amenizado pelo computador de bordo, com um velocímetro digital gigante. É o que eu uso.

      • Caio Ferrari

        De fato, da. Mas como eles deixaram isso passar??? Eles fazem carros há quanto tempo? Há um mês ?

        • Victor

          Pois é, tem coisas que não tem como entender. Tacam o dane-se e que assim seja.

    • Paulo Thesis

      Isso tem sido um erro recorrente, o Civic 9 também sofre disso.

      • Caio Ferrari

        Não creio! 😳

  • HugoCT

    uma boa opção em relação ao Up. Querendo ou nao o Uno parece ser mais bem acabado internamente, ou passa a sensação de ser mais completo, pois por esse preço o Up não conta nem com conta giros. Talvez isso mude na reestilização do VW.

    • Xan Goya

      Entre um Uno é um up! certamente eu compraria um Uno.

  • Joaquim Grillo

    A fiat cagou na frente do uno aquela original dos 3 quadradinhos era muito mais registrada do carro poderia ter feito restilização mais modesta para não perder a identidade original e vender um pouco mais barato um uno em média 45 mil é um assalto

  • ♐ Evandro ⭐

    legal mesmo. Mas vamos falar do X6H?

  • bedotRJ

    O carro até está legalzinho, mas por qual razão alguém pagaria uns punhados a mais por ele se o Mobi entrega um conjunto muito próximo? Cliente Fiat tem dado preferência ao novo carro. E os clientes potenciais de outras marcas não têm qualquer razão objetiva prá deixar de comprar um HB20, um Onix, um Sandero prá ficar com o Uno. O certo para a Fiat seria detonar o Uno, equipar o Palio com as novas motorizações e posicioná-lo nessa faixa, o que também poderia trazer o novo “Tipo” para uma faixa mais competitiva. Racionalização óbvia da linha. Mas acho que a Fiat não fará isso.

    • Kadu_CE

      Cara ate meio que concordo com sua colocação, mas mais por eu gostar de carros pequenos, mas Espaço do uno é um pouco melhor e muita gente optaria por ele por isso.

    • TSI

      O UNO está cada vez mais defasado perante aos seus concorrentes (Up, HB20, Étios, Sandero)… é um bom carro, porém meio perdido!

  • lmp7

    A frente do Fiat uno, cada vez fica mais feia.

    • Henrique Guedes da Silva

      só do uno ela enterrou a do bravo, linea e punto com as reestilizações

      • Joaquim Grillo

        Esse gráfico mostra a queda do punto, e o curioso é que após a crise econômica de 2008 que caiu as vendas e após a reestilização dele em 2012 só desceu ladeira a baixo, será que a Fiat não percebeu isso???

        E parece que todos os ultimos modelos que ela reestilizou foi para o mesmo caminho será que ela não aprende?

        http://www.autossegredos.com.br/wp-content/uploads/2017/01/gr%C3%A1fico-de-vendas-punto.jpg

        • wagner

          Não foi por conta da reestilização! Ao contrário as vendas até subiram.

          Na verdade foi o mercado que diminuiu aliado a novos concorrentes no segmento (Fiesta).

        • Brasil_MG

          o Punto era um carro bonito até 2012. Depois que a Fiat teve a fraca ideia de colocar esse borrachão no parachoque e arredondar o painel, o carro perdeu totalmente sua identidade. Foi um retrocesso em termos de design. ( sem contar que o Punto nunca teve um motor econômico, todos os 3 motores bebem mais do que deviam, eu mesmo já deixei de comprar um Punto por conta do consumo elevado)

      • Brasil_MG

        Hoje a Fiat só tem um produto atrativo no Brasil: FIAT TORO. O resto pode mandar pra reciclagem. ( Aliás o substituto de vários deles já está a caminho…)

        • ♐ Evandro ⭐

          Falou pouco, mas falou tudo e mais um pouco.

  • mjprio

    Deve ser um bom carro pra quem quer começar ( eu mesmo tive um Palio Fire como primeiro carro e fiquei 5 anos sem um avaria sequer, pois era tratado com carinho boa gasolina e peças originais). Apesar do preço, quem quer um carro novo com um preço e manutenção razoáveis pode vê-lo como boa alternativa. No mercado de usados, a situação ainda pode ser melhor.
    Só acho que a FIAT vem parando no tempo. Seus carros estão ficando defasados e algumas estratégias na minha opinião vão contra a posição do mercado. Esse motorzinho com quatro válvulas certamente faria um estrago, por exemplo. E outra: o interior da linha FIAT, exceto a Toro/Renegade ta de matar de vergonha.

    • Mineirim

      Palio é Palio. Carrinho honesto. Bem construído.
      Concordo sobre o interior dos Fiat: parece painel de carro do Mickey. kkk

    • Caio Ferrari

      Cara, o motor realmente faz sua vez até os 4000 RPM. A diferença entre ele e o Ford e o VW se nota em uma volta no quarteirão. Ou seja, o ganho de potência em baixa é real.
      Mas o autor está muito certo. Depois de 4000 RPM o motor amarra grande.
      Eu prefiro o Ford. Se você precisar, afunda o pé que você tem bem mais potência na mão. Mas sabe como é, os consumidores “normais”

  • RKK

    “até porque os freios estão entre os mais simplórios do segmento: o problema nem são os tambores na traseira, padrão em compactos de peso tão baixo, e sim os discos dianteiros, que são sólidos, e não ventilados. Até imobilizam o veículo com relativa eficiência, mas são mais
    sensíveis à fadiga.” – O fato de ser padrão não significa que seja o correto, mas realmente os discos dianteiros não ventilados contribuem bem para o fading.
    Quanto ao Kit “Tech Live On” a idéia é até interessante, mas por R$ 4.009 é um absurdo. Com esta grana se instala uma senhora central multimídia com tela de 7 pol, GPS nativo, TV digital, leitor de DVD, câmera de ré, conexão Android Auto e Carplay, e por aí vai…

    • Hugo Victor

      Pra você ter o espelho no para-sol do motorista, somente na versão mais cara. Um espelho. No para-sol. Que até Gol G4 tem. Só na versão top. Mais cara. Pagando R$4.000 a mais.

      Estou pontuando porque estou abismado.

  • Wellington Myph13

    1.0 ficou bom, mas ainda não tão bom quanto os 12v…
    Direção elétrica com pouca regulagem, sistema barato e de configuração simples…
    Já esta igual e EcoSport que precisa de uma nova geração pra melhorar o espaço interno…
    Tirando o forro na parte da entrada do porta-malas, que é elogiavel, olhe o aabamento desse porta-malas que horrível… Ao vivo então é pior ainda…
    Não mexeram no cambio, que continua impreciso e longo…

    Estreassem esse novo motor no Palio Attractive que seriam mais felizes… Mesmo o Palio com motor antigo é mais aceitável que o Uno… Mais seguro, maior, melhor acabado e com mais opcionais de serie…

    Sinceramente, não vejo motivo nenhum pra levar esse Uno pra casa… Por 37990,00 da promoção ainda acho mais negócio colocar mais 1000,00 e levar um Onix Joy… Motor não é la grande coisa mas ainda é melhor que o antigo Fire Evo e agora tem 6 marchas (e direção eletrica bem calibrada) pra ajudar quem usa na estrada…

    • Leandro

      “1.0 ficou bom, mas ainda não tão bom quanto os 12v…”
      Desculpe amigo, mas você já dirigiu? Tenho um HB20 12v morto em baixa. Dirigi um novo uno de um amigo e gostei bastante. Acho que é mais adaptado às situações cotidianas mesmo do que o HB.

      • wagner

        Essa é a sacada do motor da Fiat, dispor de mais torque para o uso cotidiano.

        • Leandro

          Exato. O que eu acho totalmente justo, pensando que usamos o carro mais na cidade, notadamente os carros 1.0. Ninguém espera brilho de um motor 1.0 na estrada..
          (Aspirado, OK)

    • Victor

      Recomendo que você faça um teste no Unão da massa com FireFly 1.0. Ficou bem justo, e tem acabamento melhor que o do Onix, que é uma pobreza extrema. Fora que o Uno tem varias promoções. Dá para levar um com todos os opcionais por 41.900, sem grandes dificuldades.

      • Caio Ferrari

        Adoraria. Onde tem esse uno aí por 41900?

        • Victor

          Até o mês passado, o Uno tava em promoção por 37.990, e se você quisesse ele com o kit de opcionais, ficava em 41.900.

          • Caio Ferrari

            Diziam que teria que pedir para encomenda, o preço não seria esse e bla bla bla.
            Agora o Uno básico tá 40990. Ou seja, o carro não vale mais a pena.

  • Carlos Carros

    Eu não poderia admitir elogios a um Fiat, pois ganho caixinha pra falar do grupo VW. O UP humilha em tudo, inclusive tem mais tecnologia que uma Ferrari, proporcionalmente é claro.

  • Brasil_MG

    O que motiva uma pessoa a comprar um Mobi e não um Uno, pelo mesmo valor??? ( eu não compraria nenhum dos dois, mas pelo mesmo preço a compra do Mobi não se justifica)

    • Renegade1.0

      Mobi é um carro que leva 2 pessoas e 1 mochila, se a pessoa vai usar o carro sozinho, ou tem pouco espaço na garagem, talvez a compra seja válida

      • Kadu_CE

        É por ai.
        Tenho uma vizinha q tinha um Ka 98 e ela queria um carro zero com a mesma proporção de tamanho. O 500 estava acima do que ela podia pagar num zero, dai pegou o mobi. Comprou tanto pela praticidade de ser pequenino, quanto pela vaga restrita da garagem dela.
        Ela é uma pessoa pequena que quer um carro pequeno.

      • wagner

        Sim!!! Exatamente essa é a proposta do Mobi, ser um City Car e não carra para família.

        • Brasil_MG

          O Mobi é um Uno com a traseira cortada. Acho mais negócio comprar o modelo original que tem porta-malas e um pouco mais de espaço interno. (bem, é só a minha opinião. Cada um compra aquilo que lhe convém)

    • wagner

      Na verdade o Mobi é mais barato que o UNO.

      • Brasil_MG

        na tabela sim, mas nas concessionárias o preço é praticamente o mesmo.

        • wagner

          Bom… eu pesquisei os preços e a menor diferença é de R$2.200,00.
          Pode não parecer muito, mas….. é um valor que muitos consideram para fechar o negócio.

          • Caio Ferrari

            Com motor FireFly o Mobi está o mesmo preço ou até mais caro que o Uno.

        • Portuga Goleta

          Nas CSS da minha cidade o Mobi com kit dignidade sai por 36k, o Uno por 38k, o Palio por 39k.
          Assim como Up sai 37k e o Gol 38k.

  • Schlatter70

    O problema deste carrinho, que a meu ver é bastante bom para o uso urbano, é o preço. Incompatível com o mesmo. Mesmo que venha recheado de equipamentos novos é um carro que foi feito para ser barato, é pequeno por dentro e deveria ser vendido na faixa de 30K a 40K no máximo.

  • Danilo

    Eu não sei não, más essa redução de cilindros veio a calhar junto com a data avançada de produção dos propulsores que foram substituídos. Não me espantaria se aparecesse um 4 cilindros tão eficiente quanto um três cilindros. Até acho o 1.0 GM, já datado, muito eficiente, pois os números são inferiores, más não muito piores que um 1.0 Firefly por exemplo. Falo isso pois a cada geração de motores houve uma evolução (vide o endura/rocan/tres cilindros ford e os Fiasa/Fire da fiat). Pensando assim, creio que teríamos sim, uma evolução mesmo os motores sendo 4 cilindros devido ao emprego de novos materiais e maior precisão de usinagem além de novos conceitos mecânicos, e SIM, o emprego de 1 cilindro a menos ajuda a pagar essa tecnologia empregada pois a redução da matéria prima ajuda e muito na redução de custo de um produto, ainda mais em produção de larga escala, pois sabemos que os motores 1.0 são muito produzidos.

    • Anderson SP®

      Esquece esse negócio de quanto mais cilindros melhor, principalmente para motores pequenos de baixa cilindrada, se fosse pensar pelo contrário poderíamos ter motores 6 ou 8 cilindros 1.0 ao invés de 3, um monte de cilindro a mais que não se traduziria em eficiência, pelo contrário, teria mais peso, mais peças móveis e queima ineficiente de combustível.
      Esses motores 3c queimam melhor o combustível que estes 4c antigos que nada mais eram variações de motores maiores e antigos sem nenhuma preocupação de serem eficientes e sim somente para se encaixarem em uma alíquota menor de IPI.

      • Danilo

        Não sou contra a redução de cilindro, sou contra o argumento utilizado pelo jornalista ao falar que a economia de matéria prima nao influencia na escolha do número de cilindros. E mais, as motos esportivas de 1000cc (1.0) em sua maioria, utilizam 4 cilindros. Algum motivo pra isso tem né?!
        Eu acharia até bacana a fiat trazer o twin air no lugar desse firefly, seria uma opção a mais.
        Resumindo, em terra onde os carros só evoluem por conta de leis (vide lei do abs/airbag e agora a lei de incentivo de IPI pra carros mais eficientes), eu não duvido de nada mais.

    • Caio Ferrari

      Pior, agora ter 3 cilindros virou questão de modernidade.

      Olha, esses novos motores são muito econômicos, mas o 1.0 do Ônix, o único que sobreviveu com quatro cilindros, também é. Isso porque ele não tem comando variável nem variador de fase o que, no papel, poderiam torná-lo ainda mais econômico.

      E agora, ter seis marchas vai virar sinal de modernidade também. Ao invés de recalcularem as relações de marcha para ter uma quinta de economia, colocam mais uma marcha. Um contra senso, pois mais trocas de marcha serão feitas e mais pesado será o câmbio. Justamente num tempo onde os motores tem a potência melhor distribuída. Mas sabe como é… moda.

      • Danilo

        Então, isso que penso. Está certo que tudo sempre evolui, más acho errado essa evolução ser padronizada. Parabéns a Fiat que fez um motor 2 cilindros utilizável, parabéns a Ford/Fiat/VW/Hyundai que fizeram motores 3 cilindros bons e parabéns a GM que só atualizou o que ela tinha, ficou aceitável e com isso está dominando o mercado. Só não acho que, pra ser moderno, tenha que ser 3 cilindros um motor 1.0.

        • Caio Ferrari

          Tudo evolui. O problema é achar que diminuir um cilindro do motor é sinal de evolução.

  • Raimundo A.

    O Uno melhorou, mas suas melhorias saíram caro demais comparado a projeto mais novo, Ford Ka. Precisa melhorar o espaço interno, mas aí só uma nova geração, que talvez só venha em no fim de 2018.

    E vendo as melhorias no novo Uno, preço cobrado pelo Novo Palio que não teve o upgrade que o primeiro sofreu, quanto valerá o X6H sendo um projeto realmente novo com elementos que deixaram o Uno caro?

  • Vilker

    Só acho q quem deveria estar fazendo o papel do Uno seria o Palio com restilização e tds as tecnologias q foram implantadas no Uno 2017.
    Ninguém fala mais do X6H. Nenhum sote divulga flagra ou novidades. Não se tem informações inéditas e nem a revelação do seu nome.

  • marcos

    Com 2,38 de entre eixos esse carro ja nasceu morto em 2010…datado numa epoca que povo quer mais espaço pois adolescente hj tem 1,80…meu filho de 13 tem 1,70 um sobrinho de 18 1,90 e eles nao cabem nesse Novo Uno e no Mobi nem se fala….economia burra de centimetros.
    Novo Gol vai vir com 2,60 equivalente ao do Linea. E ai Dona Fiat com 2,50 o x6h vai equiparar a onix e hb20 só isso.Antes A Fiat sabia entender o mercado, hoje rema contra ele…engraçado

  • Pete Alves

    A atual geração do Uno nunca foi um carro bonito, embora já tenha chamado bastante atenção em razão do seu estilo, especialmente nesse segmento de entrada, em que os carros não tem estilo nenhum. Mas creio que justamente por ter um visual tão marcante, o carro cansou muito rápido e a estratégia da Fiat promovendo-o de categoria, incorporando vários ítens tecnológicos, ou com o lançamento de algo abaixo dele, o tal Mobi, com certeza não parece ter ajudado

  • Ricardo Blume

    Está na hora do Uno ganhar um novo design. Já está cansado.

  • marcosCAR

    A Fiat não consegue repetir o sucesso do Mille mesmo…

  • lmp7