UPDATE Um dos itens que mais assusta os potenciais compradores do Cruze é a iluminação. É que o modelo tem faróis de parábola simples, com um único refletor para os fachos baixo e alto. O leitor Paulo chegou a sugerir que nossa avaliação concedesse atenção especial à iluminação do Sport6. Pois bem, atendendo aos pedidos, decidimos fazer um post totalmente dedicado ao assunto.

Quando dirigi a versão sedã, há alguns meses (veja aqui), achei os faróis adequados. Agora, ao volante do Sport6, a impressão se confirmou. Circulei bastante por estradas sem iluminação durante a noite e não fiquei às escuras em momento algum. Não que o modelo seja referência, longe disso: os fachos baixo e alto cumprem a função, mas não impressionam. O fato é que a engenharia da Chevrolet obteve um resultado satisfatório com o sistema de parábola simples. Poderiam existir LEDs nas lanternas ou nos faroletes, mas a ausência não chega a comprometer, pois as tradicionais lâmpadas ainda predominam na maioria dos automóveis produzidos no Brasil, inclusive no segmento do Cruze.

Uma das minhas andanças com o Sport6 teve direito a um trecho de rodovia tomado por denso nevoeiro. Percorri o trajeto de forma segura, ajudado pelos faróis e a lanterna de neblina do hatch. O motorista de um Fiat Prêmio que estava na minha frente chegou a dar passagem e  depois veio me seguindo, na tentativa de enxergar melhor os limites da pista.

A situação do Cruze começa a ficar complicada quando surgem comparações com alguns concorrentes. Como diria a canção da banda Titãs, “o problema não sou eu, o inferno são os outros”. Ocorre que os faróis do Sport6, apesar de eficientes para o tipo de projeto, não conseguem esconder a inferioridade diante de alguns rivais, que têm sistemas de iluminação bastante sofisticados. O Ford Focus Titanium dispõe de fachos de luz direcionais, enquanto o Fiat Bravo T-Jet oferece opcionalmente lâmpadas de xênon. Já o Citroën C4 Exclusive concilia o melhor dos dois mundos, com luzes direcionais em xênon.

INTERIOR O painel tem cores agradáveis e a luminosidade pode ser controlada. As teclas dos vidros elétricos são iluminadas e há dois spots no teto: um na frente e outro no meio do forro. Quando as portas são abertas, apenas a lanterna central se acende. Os dois fachos dianteiros são destinados à leitura e têm que ser acionados manualmente. A fábrica instalou lâmpadas de cortesia no porta-luvas e no porta-malas. Os quebra sóis também têm luzes, associadas a espelhos, em ambos os lados. As mulheres agradecem!

Fotos | Alexandre Soares (tratamento de Taynaá Nayara)/Autos Segredos, Chevrolet/Divulgação

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